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Como enfrentar a ansiedade em tempos de pandemia e manter bons hábitos

  • Quinta, 08 Outubro 2020 09:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Rosimere Basílio
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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"Autoconhecimento é o primeiro passo" - diz Uranio Bonoldi, consultor em gestão e tomada de decisões

À espera de um "novo normal", questionamentos constantes e a incerteza sobre o futuro levaram muitas pessoas a um nível de ansiedade nunca antes visto. Dados levantados entre março e abril deste ano pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) por meio de um questionário on-line com 1.460 pessoas em 23 estados sugerem que o número de casos de depressão quase dobrou desde o início da pandemia, enquanto que os de ansiedade e estresse aumentaram 80%.

O gestor de empresas e professor especialista em tomada de decisão da Fundação Dom Cabral, Uranio Bonoldi, sugere um caminho para manter a saúde mental até o fim da quarentena. "Após tanto tempo em casa, trabalhar o autoconhecimento é a melhor forma de vencer as inseguranças que surgiram nesse período da pandemia. Além de ajudar a controlar as emoções que estão à flor da pele, também fortalece outros aspectos da vida cotidiana, pessoal e profissional. Embora muitos profissionais tenham se adaptado bem ao trabalho remoto, o home office prolongado, com muita gente passando mais tempo em casa, pode agravar as crises de ansiedade. Por isso o autoconhecimento é fundamental", diz Uranio.

O distanciamento social a que muitas pessoas vêm se submetendo prejudicou também a prática de hábitos saudáveis, o que só piora o contexto geral. Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp) e com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apontou que o isolamento prejudicou significativamente os hábitos saudáveis das pessoas. Realizada através de questionário com mais de 11 mil moradores de diversos municípios paulistas, a pesquisa revelou que o consumo de bebidas alcoólicas cresceu 18,4% durante a pandemia. E o número de praticantes de atividades físicas, que antes da pandemia era de 30,5% dos paulistas, caiu para 14%.

Recuperar alguns dos hábitos saudáveis tem um custo muito alto e pode acarretar algumas consequências irreparáveis, sobre isso Uranio considera que esse é um aspecto importante a se considerar e que merece atenção. Como vai ser quando tudo isso passar? Pode ser mais difícil correr atrás do prejuízo causado pelos maus hábitos adquiridos durante a pandemia, do que tentar manter o equilíbrio. O ideal é manter a rotina, praticar exercícios em casa. Agora, com mais tempo, é necessário manter uma alimentação equilibrada. Essas pequenas atitudes trazem leveza para o dia a dia de quem tem que ficar confinado dentro de casa", comenta o gestor.

Para Uranio, essa busca pelo autoconhecimento é um exercício diário. "Olhar para si mesmo e saber identificar os pontos fracos e fortes é uma estratégia que deve ser alimentada constantemente. Meu conselho é: aproveite esse tempo para cuidar de você. Muitas vezes reclamamos que não temos mais tempo. Agora que você tem, aproveite a oportunidade. Aquelas horas que você perdia dentro no transporte para ir trabalhar ou estudar se transformaram em horas para fazer aquele curso que você tanto queria, ler livros com temas diversificados, assistir a filmes não vistos anteriormente enfim, busque se manter ocupado com atividades que trazem aprendizado e prazer ao mesmo tempo. Quando bater a ansiedade, respire fundo e tente identificar o porquê dela. É medo? Medo exatamente do que? Normalmente o medo se traduz em algo que é apenas uma projeção de um futuro que não existe. Precisamos lembrar que tudo é um ciclo. É importante focar nos desafios do presente, no aqui e agora, para não se precipitar na hora de tomar uma decisão importante" finaliza o especialista.

Sobre o autor

Uranio Bonoldi Uranio Bonoldi atua como executivo e também como professor para turmas de MBA na Fundação Dom Cabral, é palestrante e escritor. Possui longa experiência executiva em cargos de alta gestão, especialista em tomada de decisão, carreira e negócios. Na Fundação Dom Cabral ministra aulas para executivos sobre poder e tomada de decisão.


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