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Medicamentos contra alergias podem auxiliar no controle da oleosidade e no combate à acne

  • Segunda, 15 Junho 2020 18:03
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Maria Claudia Amoroso
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Recomendados para o tratamento de reações alérgicas, incluindo dermatites, anti-histamínicos podem ajudar a controlar a produção de sebo na pele, prevenindo a formação de cravos e espinhas

Com a chegada das estações mais frias, como o outono e o inverno, é hora de retirar do armário casacos e cobertores que, provavelmente, estão guardados desde o ano passado, acumulando uma grande quantidade de pó. O resultado, para alguns, é o surgimento de reações alérgicas, que são combatidas por meio dos anti-histamínicos, popularmente conhecidos como antialérgicos. Porém, de acordo com a dermatologista e tricologista Dra. Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, os medicamentos desse tipo não servem apenas para combater reações alérgicas, podendo também serem usados como coadjuvantes no tratamento de outras condições, como a acne. Estudos1,2 têm mostrado, por exemplo, que a prescrição de anti-histamínicos para o tratamento da condição pode ser muito benéfica quando em conjunto com a Isotretinoína, medicamento muito utilizado para combater a acne, mas que possui uma série de efeitos colaterais, incluindo inflamação da pele, irritação e ressecamento dos olhos, pele e lábios, fragilidade cutânea, descamação, eritema, coceira e dores musculares e articulares. “Por serem capazes de inibir a inflamação, reduzir a irritação e a coceira e diminuir a produção de oleosidade, os anti-histamínicos atuam em sinergia com a isotretinoína, auxiliando no combate de casos moderados de acne enquanto minimizam os efeitos colaterais causados pelo uso do medicamento”, destaca a dermatologista.

Segundo a especialista, os antialérgicos são um interessante alvo de pesquisa quando o assunto é acne pois essa classe de medicamentos age combatendo os efeitos da histamina, um mensageiro químico comum que, apesar de ser o causador de sintomas alérgicos como espirros e coceira, possui uma série de funções importantes no organismo. “Por exemplo, ao se conectarem a receptores presentes nos sebócitos, células responsáveis pela produção sebácea, as histaminas estimulam a liberação da oleosidade responsável por proteger e hidratar a pele”, explica. “Logo, quando fazemos uso de anti-histamínicos, esses receptores são bloqueados, resultando na redução da produção de sebo por essas glândulas, um dos principais fatores envolvidos no desenvolvimento do quadro acneico.”

Porém, a médica ressalta que, seja para o tratamento de acne ou de reações alérgicas e dermatites, os anti-histamínicos não devem ser utilizados sem prescrição médica, pois o uso indiscriminado desses medicamentos pode ser prejudicial para a pele, favorecendo o ressecamento com consequente efeito rebote e aumento da produção de oleosidade, o que pode resultar na piora do quadro acneico. “Além disso, quando utilizados por conta própria, os antialérgicos podem tornar a pele irritadiça e sensível”, alerta.

A Dra. Kédima Nassif ainda afirma que o uso de anti-histamínicos no tratamento da acne é algo que ainda necessita de mais estudos antes de ser amplamente utilizado. Até lá, para aqueles que querem se ver livres do excesso de óleo na pele e da acne, a dermatologista recomenda a realização de uma rotina diária de cuidados com a pele, que deve contar com séruns e loções formulados com ativos que visem o controle da produção do sebo, como retinóides e ácido salicílico, que são capazes de reduzir as lesões acneiformes e diminuir a oleosidade da pele sem ressecá-la. “Dependendo da gravidade do caso, o uso de medicamentos orais, como antibióticos, também pode ser recomendado. Mas antes de utilizar qualquer cosmético ou medicamento, o ideal é consultar um dermatologista, que poderá realizar uma avaliação de sua pele e indicar o melhor método para ajudar a combater o quadro acneico”, finaliza.

DRA. KÉDIMA NASSIF: Dermatologista e Tricologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Associação Brasileira de Restauração Capilar. Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, possui Residência Médica em Dermatologia também pela UFMG; realizou complementação em Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal, transplante capilar pela FMABC e em Cosmiatria e Laser pela FMABC. Além disso, atuou como voluntária no ensino de Tricologia no Hospital do Servidor Público Municipal de São Paulo.


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