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Escalada de um risco: cefaléia atinge mais de 30 milhões de brasileiros

  • Quarta, 27 Mai 2020 12:04
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Chico Damaso
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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Conscientizar. Esse é o principal objetivo perseguido por especialistas em neurologia durante o transcorrer de maio, Mês Nacional de Combate à Cefaleia. A meta é alertar a população sobre as dores de cabeça, orientar sobre os riscos e formas de prevenção.

A cefaleia é considerada a segunda condição médica mais comum da humanidade e atinge, aproximadamente, 15% da população brasileira, ou seja, cerca de 30 milhões de pessoas.

As fortes dores provocadas pela doença a classificam como incapacitante. Segundo Célia Roesler, secretária do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a patologia causa um grande impacto socioeconômico e é um dos principais motivos de falta ao trabalho, “Ela interrompe, muitas vezes, bons e importantes momentos da vida”.

Por conta da quarentena, houve um aumento de queixas dos pacientes que tiveram as crises agravadas nesse período. Célia conta que isso acontece porque um indivíduo diagnosticado com cefaleia não pode sair muito da rotina.

“Com a pandemia, eles estão comendo diferente, com o sono desregulado, ingerindo alimentos mais calóricos e não estão fazendo atividades físicas. Além disso, há também o estresse, o sentimento de incerteza e a angústia de ficar o tempo todo dentro de casa”, explica.

Quando um paciente apresenta três ou mais dores de cabeça por mês, durante três meses seguidos, é indispensável a procura por ajuda especializada. A campanha também alerta sobre a contraindicação da automedicação, o uso constante e excessivo de analgésicos pode tornar crônica aquela dor que aparecia esporadicamente.

Apesar de não ter cura, contar com acompanhamento médico e cuidado adequado são ferramentas essenciais para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com a doença. O tratamento preventivo é feito por uma combinação entre medicamentos e terapias não medicamentosas.

Os métodos alternativos podem auxiliar no alívio e na diminuição da frequência das crises. Célia recomenda, principalmente durante a quarentena, “Fazer meditação, alongamento, pegar quinze minutos de sol para ajudar a sincronizar o sono, procurar dormir nos horários habituais, alimentar-se de forma regrada, fazer atividade física regular e terapia cognitiva comportamental. Tudo isso pode ajudar e evitar a piora do quadro”, comenta.


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