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Alterações cardíacas secundárias ao uso de Cloroquina

  • Segunda, 13 Abril 2020 11:54
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bárbara Cheffer
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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A Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC) informa que a cloroquina é um importante medicamento antimalárico utilizado especialmente para o tratamento de doenças reumatológicas e tem sido divulgada como tratamento promissor do COVID-19.

Embora bastante seguro em doses habituais, há risco de efeitos colaterais graves relacionados à retina, alterações neurológicas e arritmias cardíacas potencialmente graves, que pode aumentar o risco de morte. A associação de cloroquina com outros medicamentos pode aumentar ainda mais o risco de efeitos adversos.

Por isso, o uso de cloroquina deve ser feito apenas com a prescrição médica e o médico prescritor deve fornecer orientações acerca do seu uso seguro e rotinas de acompanhamento.

PACIENTES COM ARRITMIAS CARDÍACAS POSSUEM MAIOR RISCO DE INFECÇÃO GRAVE PELO NOVO CORONAVIRUS?

A infecção pelo novo Coronavirus (2019-nCoV) será de evolução benigna para a maioria das pessoas, não passando de um resfriado comum, entretanto alguns indivíduos, que incluem os chamados grupos vulneráveis podem apresentar uma evolução pior, com insuficiência respiratória grave, necessidade de internação em UTI e até a morte. São consideradas grupos de maior risco os idosos acima de 65 anos e principalmente os acima de 85 anos, pacientes com diabetes mellitus, hipertensos, pacientes com insuficiência renal ou respiratória crônica, imunodeprimidos, pacientes com câncer e pacientes com doenças cardíacas graves.

Nos Estados Unidos, 31-59% dos idosos acima de 65 anos necessitaram de hospitalização e 4-11% faleceram, já nos acima de 85 anos, 31-70% necessitaram de hospitalização e 10-27% faleceram. Frequentemente essas pessoas apresentam além da idade um, dois e até três desses fatores de risco, sendo incluídas as doenças cardíacas.

A hipertensão arterial sistêmica é a doença cardíaca mais associada a um risco de evolução desfavorável, isso ocorre pelos efeitos no coração e rins causados pela hipertensão e também pode estar associado ao uso de algumas medicações para tratar a hipertensão, porém por enquanto não existe recomendação que essas medicações devam interrompidas.

As arritmias cardíacas são doenças no coração que apresentam um espectro bastante amplo, podem acometer pacientes jovens sem nenhuma outra doença cardíaca, apenas com a alteração elétrica, porém podem também acometer pacientes com múltiplas comorbidades, como a hipertensão arterial que aumenta o risco de aparecimento de fibrilação atrial, ou pacientes com infarto agudo do miocárdio, doença de Chagas ou outras doenças cardíacas estruturais, que estão associadas às taquicardias ventriculares.

Esses pacientes com arritmias cardíacas ou portadores de marcapasso que apresentem hipertensão ou doenças cardíacas estruturais podem apresentar risco aumentado de necessidade de UTI ou morte pela infecção pelo novo Coronavirus.

Já os pacientes que apresentem doenças exclusivamente elétricas do coração, como os pacientes com Síndrome de Wolf-Parkinson-White, taquicardias paroxísticas supra-ventriculares, extrassístoles ventriculares, portadores de marcapasso ou fibrilação atrial sem cardiopatia não apresentam risco maior para infecção de maior risco pelo coronavirus. Da mesma forma pacientes que foram submetidos a ablação também não apresentam.

Sempre que tiver dúvidas do tipo de arritmia cardíaca ou das condições associadas, consulte o seu cardiologista ou arritmologista, ele conseguirá determinar qual desses tipos de arritmia o indivíduo é portador. Já as pessoas que apresentam palpitações, sensação de irregularidades do ritmo cardíaco, desmaios ou cansaço aos esforços deve procurar um médico para realizar a investigação completa para definir a sua real condição cardíaca e avaliar se tem um risco aumentado ou não.


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