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Plataformas que democratizam o acesso e diminuem os gastos com a saúde

  • Sexta, 20 Março 2020 10:46
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Aline Boueri
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
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*Por Rodrigo Correia da Silva

O envelhecimento, a expectativa de longevidade produtiva e agradável somada aos avanços na medicina que permitem alcançar esses objetivos, vêem fazendo com que as pessoas, o Estado e os planos de saúde aumentem suas despesas e essa é uma realidade presente na vida de muitos brasileiros.

Com o aumento da expectativa de vida, as pessoas tendem a procurar subsídios para cuidarem da própria saúde e o Sistema de Saúde Brasileiro poderia ser uma saída para baratear tratamentos que pacientes são submetidos. No entanto, a alta demanda e procura evoluíram em proporção muito maior que os recursos oferecidos no Brasil.

Historicamente os sistemas de saúde foram construídos baseados em atores que não possuem visão global e contínua da saúde das pessoas, provedores de serviços de saúde, de produtos e de gestão de fundos de saúde que são focados em seus próprios ganhos de eficiência e não na resolução e manutenção da saúde dos indivíduos. Em cada país, em cada cultura e tradição se busca alguma forma alinhar estes atores em prol do paciente. No Brasil, por exemplo, essa amarração era feita organicamente pelos clínicos gerais que atendiam as famílias, os conhecidos médicos de família, porém mudanças culturais e maior atratividade das especialidades médicas levaram a quase extinção desse profissional.

Sem essa amarração temos pacientes e o sistema de saúde à deriva, com baixa eficácia. O esgotamento dos sistemas de saúde no Brasil e no Mundo demandam novas mentalidades e novos modelos de negócios que propõe novas formas de atender essa demanda, oferecer maior comodidade ao público final e sustentabilidade à saúde para reduzir crises que geram gastos evitáveis com serviços de emergência e internações. Diante desse cenário, é visível a urgência na criação de novas formas para melhorar a gestão e facilitar o acesso dessas pessoas, para diminuir os gastos do sistema.

As chamadas healthtechs, startups que oferecem soluções de saúde, chegam para mudar o patamar de conforto de pacientes domiciliares. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), só os gastos familiares em 2019 foram mais de R$ 1,25 bilhões com produtos médicos e mais de R$ 2,72 bilhões com profissionais de saúde.

Para se ter uma ideia, no Brasil já são cerca de 434 startups voltadas para a área da saúde e o setor de healthcare está entre os quatro que mais crescem no ecossistema, de acordo com o levantamento da Associação Brasileira de Startups (Abstartups).

Esses novos modelos de negócio, surgem com mentalidade focada no cliente, livres de modelos legados, pesados ativos e atuação inercial, com propósito e ambição que podem exercer um papel redefinido do sistema. O momento atual com ferramentas tecnológicas e financiamento de risco propicia o surgimento de soluções inovadoras com foco em cada ser humano.

Dessa forma, já é possível o empoderamento do paciente na saúde com preço justo e rapidez na busca por recursos e suprimentos para tratamentos dentro e fora de casa. Isso é o que mostra o relatório do Mercom Capital Group, empresa de consultoria para saúde, que aponta que em 2019 o financiamento global de venture capital para o setor de saúde digital chegou a US$ 8,9 bilhões, em 615 negócios.

Esses dados só reforçam uma realidade que o mercado brasileiro vive: o setor de saúde está evoluindo e as healthtechs estão fazendo história no Brasil. Com a tecnologia será possível reunir uma grande quantidade de dados, otimizar processos, diminuir gastos e entregar muito mais valor aos atendimentos. Pensar na vida e não na doença, cria empolgantes novas possibilidades!

*Rodrigo Correia da Silva é formado em Advocacia pela Faculdade PUC/SP, Rodrigo fundou a Correia da Silva Advogados, escritório e consultoria com 20 anos de existência. Aos 25 anos, foi mestre com a tese transformada em livro “Regulamentação Econômica da Saúde”, e assumiu a liderança dos Comitês de Saúde da Amcham e da Britcham com 30 anos, com 33 anos se tornou Conselheiro e Presidente da Filial/SP da Britcham. Atualmente com 43 , leciona no MBA/FGV, e é CEO da Suprevida, primeira plataforma de informação, contratação de serviços e produtos médicos para quem busca saúde ao seu lado.


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