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Laboratório brasileiro desenvolve exame exclusivo para identificação do novo coronavírus

  • Segunda, 10 Fevereiro 2020 18:54
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Especialistas do DB Molecular, que integra o Grupo Diagnósticos do Brasil, desenvolveram uma forma mais rápida e eficaz para detectar o vírus que deixou o Planeta em alerta

Há semanas, o mundo assiste com muita preocupação as notícias sobre o surto de casos de pneumonia causada por um novo coronavírus, identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, província de Hubei, na China. Além de milhares de casos na China, com centenas de mortes, o 2019-nCoV, como foi nomeado o vírus, já foi detectado em diversos países, entre eles Taiwan, Tailândia, Japão, Coréia do Sul, França, Canadá e Estados Unidos, deixando o Planeta todo em alerta.

Preocupado com o aumento dos casos e com uma possível chegada do vírus ao Brasil, que apesar de algumas suspeitas não teve nenhum caso confirmado até o momento, o laboratório brasileiro DB Molecular, unidade especializada do Diagnósticos do Brasil focada em biologia molecular e genética, desenvolveu um exame exclusivo para a identificação do novo coronavírus, que agora poderá ser detectado de maneira muito mais rápida e eficaz, em apenas 10 dias. O exame 2019-nCov, que estará disponível em todo o país em até uma semana, pode ser encontrado em mais de 6.000 laboratórios credenciados ao Diagnósticos do Brasil.

A partir de informações disponibilizadas das sequências do genoma viral foi desenvolvida uma série de ensaios de amplificação em cadeia que foi adotada por laboratórios associados ao Center for Disease Control and Prevention (CDC) e a Organização Mundial da Saúde (WHO) para detectar casos no país. “Laboratórios de referência estão atualmente trabalhando em uma estratégia de detecção molecular que incluirá um teste de amplificação capaz de detectar e identificar o novo vírus”, comenta Nelson Gaburo, gerente geral do DB Molecular.

A situação em relação a gravidade das infecções por 2019-nCoV ainda não está clara. Ainda que o número de mortes relacionadas às infecções esteja crescendo rapidamente, assim como o número de quadros respiratórios graves. “Informações disponíveis ainda são limitadas tornando difícil a caracterização do espectro de doenças clínicas associadas ao 2019-nCoV. Isso torna os exames de detecção ainda mais importantes”, detalha Nelson. Para aumentar a probabilidade de detectar a infecção 2019-nCoV, é recomendada a coleta e teste de várias amostras clínicas diferentes incluindo amostras respiratória inferior, respiratória superior e soro.

Sobre o coronavírus

Os coronavírus humanos comuns, incluindo os tipos 229E, NL63, OC43 e HKU1, geralmente causam doenças leves a moderadas do trato respiratório superior, como o resfriado comum. A disseminação viral de pessoa para pessoa ocorre por meio de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra, semelhante à maneira como outros patógenos respiratórios se espalham. Os sintomas podem incluir coriza, dor de cabeça, tosse, dor de garganta e febre. Os coronavírus humanos podem causar, também, doenças do trato respiratório inferior, como pneumonia ou bronquite. Isso é mais comum em pessoas com doença cardiopulmonar, pessoas com sistema imunológico enfraquecido, bebês e adultos mais velhos.

Os coronavírus formam uma grande família de vírus capazes de causar doenças em pessoas e animais, incluindo camelos, gatos e morcegos. Raramente, os coronavírus de animais podem evoluir a infectar pessoas e, subsequentemente, estabelecer contágio direto entre humanos como aconteceu com outros coronavírus de origem animal, como MERS-CoV (Middle East RespiratorySyndromeCoronavirus) e SARS-CoV (SevereAcuteRespiratorySyndromeCoronavirus). Os coronavirus MERS e SARS são capazes de provocar doenças graves, que podem evoluir para pneumonia e até levar o paciente ao óbito.

“No início, muitos dos pacientes do surto do novo coronavírus em Wuhan, na China, teriam algum vínculo com um grande mercado de frutos do mar e animais, sugerindo a disseminação de animais para pessoas. No entanto, o número crescente de pacientes sem história de exposição ao mercado de Wuham começou a sugerir a possibilidade de que o vírus seja capaz de estabelecer disseminação de pessoa para pessoa”, completa Gaburo.


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