SEGS Portal Nacional

Saúde

Como o clima interferirá cada vez mais na sua saúde

  • Quinta, 06 Fevereiro 2020 11:11
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Bruna Sales
  • SEGS.com.br - Categoria: Saúde
  • Imprimir

O encontro anual de líderes durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça) expôs discussões preocupantes sobre as mudanças climáticas e como isso impacta a economia mundial. Mas não é apenas nessa área que o ambiente interfere: ele ainda pode ser responsável por alterações críticas em nossa saúde e isso estará cada vez mais evidente, afirma Marcelo Sampaio, cardiologista da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo . "Temos muitos estudos que comprovam o quanto estas mudanças climáticas são prejudiciais para o nosso organismo".

As atividades humanas aumentaram a presença de gases de efeito estufa como dióxido de carbono, metano e óxido nitroso na atmosfera da Terra, resultando em aumento da temperatura média. Cientistas da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA , na sigla em inglês) confirmaram que a década passada foi a mais quente já registrada e que em 2019 tivemos as mais altas temperaturas globais da superfície da Terra desde que o registro começou, em 1880. E o cardiologista da BP nos lembra que um dos principais órgãos afetados pelas variações extremas de temperatura é o coração. "Vemos aumentar os números de ataques cardíacos, arritmias, alterações de pressão trazidos pelo clima e as altas temperaturas ainda causam problemas respiratórios, reumatismo e até traz consequências psicoemocionais, produzindo altos níveis de estresse e tensão", exemplifica.

Já se sabe que o aquecimento global provoca o aquecimento da água, o que facilita a transmissão de patógenos transmitidos nesse meio. Um clima mais quente, explica Marcelo Sampaio, favorece a sobrevivência e a conclusão do ciclo de vida de vetores de diversas doenças como é o caso dos mosquitos. "As doenças transmitidas por mosquitos incluem algumas das mais comuns no mundo como dengue, a febre chikungunya e febre amarela e as doenças virais", lembra o médico.

O clima interferirá cada vez mais em nossa saúde em situações de calor ou frio extremos ou de falta ou excesso de chuvas:

Calor - Já se sabe que o aumento da temperatura terrestre também aumenta o registro de pacientes com desidratações, causa arritmias cardíacas, falências renais, acresce os quadros infecciosos e as alterações de pressão, por exemplo, atingindo principalmente pessoas idosas. Há comprovação de que existe aumento da mortalidade durante ondas de calor devido a complicações em pacientes com doenças crônicas.

Frio - As temperaturas cada vez mais baixas, registradas principalmente na Europa e na América do Norte, aumentam as ocorrências de infartos, trazem problemas para as articulações, angina e aceleram processos reumáticos.

Ar seco - A falta de chuvas ocasionada pelas mudanças climáticas - e a cada ano mais acentuadas - acelera a secura e, consequentemente, a piora da qualidade do ar, trazendo já conhecidos problemas respiratórios e levando muitos pacientes aos prontos-socorros.

Chuva e seca extremas - Já as enchentes, inundações, eventos climáticos como furacões, ciclones e até a seca extrema provocam desde problemas psicoemocionais -o aumento do nível de estresse, tensão e até depressão - até uma série de doenças contagiosas para quem se expõe à água contaminada, com casos de cólera, malária, tifo e outras infecções cada vez mais presentes e atingindo um grande número de pessoas. Após as inundações são relatados muitos casos de leptospirose e infecções por criptosporidiose, que causam dores abdominais, diarreias, vômito e outros problemas sérios.

Diante das evidências de que o nosso ambiente se transforma, o médico da BP lembra que, além da própria saúde, precisamos cuidar do bem-estar do planeta. "Os efeitos do aumento da temperatura incluem a degradação do solo, trazem prejuízos à biodiversidade, reduzem os recursos hídricos, acidificam os oceanos e promovem o esgotamento do ozônio estratosférico. E tudo isso tem impacto em nossas vidas, pois temos um organismo vulnerável. É evidente que precisamos redobrar os cuidados com a saúde do planeta onde vivemos" conclui o especialista.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+SAUDE ::

Fev 06, 2026 Saúde

Circulação da variante K da gripe reforça importância…

Fev 06, 2026 Saúde

Quando o implante chama atenção: entenda o linfoma raro…

Fev 06, 2026 Saúde

Teste de sangue menstrual no rastreamento do câncer de…

Fev 05, 2026 Saúde

6 dicas de como curtir a folia sem sofrer com retenção…

Fev 05, 2026 Saúde

É permitido solicitar atendimento do Samu indo…

Fev 05, 2026 Saúde

Como blindar o corpo e o fígado para o Carnaval

Fev 04, 2026 Saúde

A importância da prevenção contra o vírus VSR nos…

Fev 04, 2026 Saúde

Verão exige atenção redobrada com a saúde da pele,…

Fev 04, 2026 Saúde

Artrose no Carnaval: especialista alerta para riscos e…

Fev 03, 2026 Saúde

Emagrecer após a menopausa é mais difícil? Entenda o…

Fev 03, 2026 Saúde

Dia Nacional da Mamografia reforça a realização do…

Fev 03, 2026 Saúde

Dia Mundial de Combate ao Câncer: como uma alimentação…

Fev 02, 2026 Saúde

Cirurgias gratuitas evitam que câncer de pele avance em…

Fev 02, 2026 Saúde

Desodorantes se tornam essenciais para o bem-estar…

Fev 02, 2026 Saúde

Especialista alerta para risco de mononucleose,…

Jan 30, 2026 Saúde

Volta das férias destaca influência dos pais nos…

Mais SAUDE>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version