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Com alta do dólar, surge opção econômica de estadia na Disney

  • Quinta, 10 Outubro 2019 12:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Ana Carol Cortez
  • SEGS.com.br - Categoria: Turismo
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A viagem estava programada, mas a disparada do dólar, não. E, como para conhecer todos os parques da Disney, é preciso, pelo menos, doze dias, a economia com estadia é uma das saídas para ir a Orlado. Por conta disso, a procura por quartos em casas em condomínios fechados na cidade de Orlando tem crescido rapidamente.

Curiosamente, até 2017, não havia oferta de quartos em casas para turistas na cidade. Isso levou a primeira casa voltada a esse tipo de hospedagem em Orlando ter taxa de ocupação saltar de 20%, em janeiro, seu primeiro mês de funcionamento, para 50% e 100% em março. Para casais que viajam com até duas crianças, a vantagem que primeiro salta aos olhos é o valor das diárias, que vão de US$ 35 a US$ 70 mais impostos na baixa temporada e US$ 65 a US$ 120 mais tributos na alta. Já em um hotel na região, um quarto que acomodasse adequadamente três pessoas custaria cerca de US$ 150. Mas não é só isso.

“Os aplicativos como o Airbnb, voltados para o aluguel de quartos para turistas, explodiram nos Estados Unidos, Ásia e Europa. Orlando, que, por causa da Disney, é um dos destinos mais procurados do mundo, sempre teve muita demanda por esse tipo de hospedagem. Mas, curiosamente, não havia oferta na cidade”, afirma Ricardo Molina, CEO do grupo Casa na Disney, (www.casanadisney.com.br) que administra quatro imóveis voltados para aluguel seus quartos.

As casas voltadas a esse tipo de hospedagem em Orlando oferecem diversos atrativos, pois ficam dentro de um resort completo, com segurança, piscinas próprias, e contam com anfitriões, que orientam os turistas quanto a dicas de compras, de parques, auxiliam aqueles que não falam inglês, promovem a integração entre os hóspedes e até os levam para jogar futebol.

Brasileiros ainda chegando

“Como a maior parte dos turistas conhece a opção por meio do Airbnb, na maioria são americanos, chineses, europeus e colombianos. Como os brasileiros ainda não se habituaram ao aplicativo, têm menor participação. São desconfiados e só se hospedam após receberem recomendações de algum conhecido”, afirma Molina.

“O custo foi menor do que o de um hotel. Além do conforto da casa e do clube dentro do condomínio, o que fez a diferença foi a convivência com os hosters. Nos deixavam à vontade e sempre estavam à disposição”, diz Fernando Santos, empresário de 59 anos, que, em sua segunda viagem a Orlando, que ficou hospedado na casa com sua esposa. “Na primeira vez, fiquei em um hotel. A experiência na casa foi muito mais agradável. Quando voltar, pretendo me hospedar ali novamente”, afirma. Pedro Campos, empresário de 24 anos, foi a Orlando passear e estudar o mercado para implantar um negócio no local. Adepto do Airbnb, viu a opção da casa como única.

“As opções que o aplicativo geralmente oferece quanto a quartos compartilhados não garantem conforto. Como a casa é muito espaçosa, você nem percebe que a está dividindo com outros hóspedes”, afirma. Outra vantagem são as opções de lazer, tanto do condomínio quando da casa. Outro ponto que ele destaca é que a integração com outros turistas é muito maior do que a proporcionada pelo ambiente de um hotel. “Além de brasileiros, fiz amizade com pessoas de três outras nacionalidades”.

Valéria Camargo, gerente de TI e Telecom, foi a Orlando com seu filho Henrique, de 6 anos, para ficar doze dias. Mas, como os dois ficavam cansados e não conseguiam ir a todos os parques, optou por mais cinco dias na cidade. Quando ia procurar um hotel mais barato, acabou conhecendo o Airbnb. “Ficou ainda mais em conta, fora que tinha várias opções de lazer dentro do condomínio. Como estava sozinha com meu filho, me preocupei muito com a segurança. E ali foi muito tranquilo. A casa era linda”, conta. Ela destaca também a facilidade para o alugar o imóvel. “Foi só mandar uma foto segurando o passaporte pelo próprio Airbnb”, diz.


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