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Bezerros mestiços nascem mais saudáveis e se desenvolvem melhor, aponta pesquisa

  • Quarta, 12 Novembro 2025 18:32
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Aline Anile
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Bezerros mestiços nascem mais saudáveis e se desenvolvem melhor, aponta pesquisa - Divulgação_PUCPR

 Estudo da PUCPR mostra que os bezerros cruzados nascem com mais peso e menos risco de diarreia, em comparação com os da raça pura holandesa

Pesquisa do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA) da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) aponta benefícios na criação de bezerros mestiços das raças Angus e Holandesa em fazendas de produção de leite. Segundo os pesquisadores, ao misturar essas duas raças, produtores obtiveram bezerros com mais peso e crescimento pós-parto, promovendo maior bem-estar aos animais e sustentabilidade às propriedades. A prática, conhecida como “beef on dairy”, já é aplicada nos Estados Unidos e em países da Europa, e tem ganhado força no Brasil. No Paraná, por exemplo, algumas cooperativas têm bonificado produtores que enviam esses animais, especialmente mestiços Angus, aos frigoríficos.

O beef on dairy é uma técnica de produção de carne a partir de rebanhos leiteiros, com o objetivo de integrar a cultura agropecuária. “Compreender os efeitos do cruzamento sobre a saúde e o desempenho desses animais é essencial para subsidiar decisões de manejo, independentemente da aptidão do gado”, explica Ruan Daros, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da PUCPR.

Diante do crescimento da técnica no mercado brasileiro, os pesquisadores da PUCPR compararam o desempenho de bezerros mestiços (Angus × Holandesa) com os de raça pura Holandesa. Os resultados mostraram que os mestiços nasceram 10% mais pesados, com 40 kg, enquanto os holandeses nasceram com 36 kg, e ganharam mais peso durante a fase de criação. O estudo concluiu também que os mestiços tiveram 2,95 vezes menos chances de serem diagnosticados e tratados para diarreia.

A pesquisa foi conduzida com dados retrospectivos de 379 bezerros, sendo 89 mestiços e 290 da raça Holandesa, todos criados sob as mesmas condições em uma fazenda leiteira de grande produção localizada no Paraná. A coleta de informações ocorreu durante toda a fase de aleitamento, até os 78 dias de vida.

Cuidados desde o nascimento

O estudo indica que, para que os bezerros mestiços alcancem seu melhor potencial de saúde e reprodução, é essencial fornecer a eles condições ideais de criação. “Assim como o desempenho de uma futura vaca produtiva depende de um manejo adequado desde os primeiros dias de vida, os bezerros cruzados, voltados à produção de carne, também requerem esse tipo de atenção”, ressalta o professor.

É essencial que o pecuarista aplique os mesmos cuidados recomendados pelo padrão ouro para as bezerras leiteiras. São eles: fornecer nutrição adequada, com concentrado (grãos) e volumoso (pastagem ou silagem) de qualidade, além de dieta líquida (leite) até aproximadamente os três meses de vida, favorecendo ganho de peso; oferta de colostro no momento ideal, em quantidade e qualidade indicadas também nos primeiros 90 dias, fortalecendo assim a imunidade; além de ambiente apropriado, com higiene e ventilação adequadas e mão de obra qualificada.

“Os cuidados são essenciais não apenas para garantir um desempenho otimizado em curto e longo prazo, acarretando bonificação ao produtor no momento da venda, mas também para assegurar o bem-estar dos animais envolvidos em toda a cadeia de produção”, destaca Michail Moroz, doutorando do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da PUCPR.

Publicação internacional

O estudo “Saúde e desempenho de bezerros beef on dairy (Angus × Holandês) e bezerros da raça Holandesa durante a fase de criação” foi conduzido por Michail Sabino Moroz, estudante de doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal da PUCPR, Camila Cecilia Martin, professora do curso de Medicina Veterinária da Universidade Positivo, e Ruan Rolnei Daros, professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal – PUCPR. O estudo foi publicado na Revista Dairy e está disponível no link: https://doi.org/10.3390/dairy6030020.  


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