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Marrãs e leitões sofrem com os impactos da Síndrome da Disgalaxia Pós-Parto (SDPP)

  • Segunda, 20 Outubro 2025 18:03
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Irvin Dias
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Crédito Wenderson Araújo/CNA

Enfermidade compromete a saúde das porcas no pós-parto e prejudica o desenvolvimento dos leitões nos primeiros dias de vida

A saúde das fêmeas suínas logo após o parto é fundamental para garantir o bom desempenho zootécnico da leitegada. Entre os desafios enfrentados nesse período está a Síndrome da Disgalaxia Pós-Parto (SDPP), condição que afeta diretamente a produção de leite das porcas e, consequentemente, o crescimento e a sobrevivência dos leitões recém-nascidos.

Segundo o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos de animais de produção da Vetoquinol Saúde Animal, a SDPP se manifesta logo após o parto e apresenta sinais clínicos, como febre, apetite reduzido, mastite nas porcas e intensa fome nos leitões. “Em casos mais críticos, os leitões não recebem leite suficiente, o que compromete seu desenvolvimento, já que esse alimento é essencial para fornecer energia e fortalecer o sistema imunológico nos primeiros dias de vida”, explica o especialista.

O colostro, fornecido pelas porcas logo após o parto, é vital para os leitões, especialmente porque seu sistema imunológico ainda não está completamente desenvolvido. A deficiência na ingestão desse alimento compromete a resistência dos animais às doenças que os desafiam nos ciclos iniciais de crescimento.

Diante desse cenário, a ciência tem buscado alternativas eficazes para minimizar os efeitos da SDPP. Um dos aliados mais promissores é o ácido tolfenâmico, que tem demonstrado resultados relevantes no controle da síndrome. De acordo com estudo apresentado no International Pig Veterinary Society Congress (IPVS), a aplicação do ácido tolfenâmico a 4% reduziu em 4,5% a mortalidade de ninhadas tratadas que não apresentavam diarréia, em comparação com o grupo controle.

“O ácido tolfenâmico é um Anti-inflamatório Não Esteroidal (AINE) altamente eficaz no controle da SDPP, pois reduz a inflamação e melhora o bem-estar das porcas no pós-parto”, afirma Pivoto. “Os dados do estudo mostraram redução expressiva da mortalidade de leitões aos 18 dias de vida e aumento de cerca de 9% no ganho de peso de animais que não apresentavam quadro clínico entérico.”

A principal solução disponível no mercado com esse princípio ativo é o Tolfedine® CS, desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal. Com fórmula de dose única, longa ação e rápida distribuição, o produto se consolida como uma importante ferramenta adjuvante no tratamento da SDPP, contribuindo significativamente para a saúde das porcas e o desempenho das ninhadas.

“Esses resultados reforçam que o ácido tolfenâmico é mais uma tecnologia voltada ao bem-estar animal e à produtividade na suinocultura. Essa é a essência da Vetoquinol: cuidar da saúde dos animais e contribuir para uma produção de alimentos mais eficiente e sustentável para o mundo”, assinala o gerente de serviços técnicos.

Sobre a Vetoquinol Saúde Animal

A Vetoquinol Saúde Animal está entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, com presença na União Europeia, Américas e região Ásia-Pacífico. Em 2022, o faturamento global foi de € 540 milhões. Com expertise global conquistada ao longo de 90 anos de atuação, a empresa também cresce no Brasil, onde expande suas atividades desde 2011. Grupo independente, a Vetoquinol projeta, desenvolve e comercializa medicamentos veterinários e suplementos destinados à produção animal (bovinos e suínos), animais de companhia (cães e gatos) e equinos. Desde sua fundação, em 1933, na França, combina inovação com diversificação geográfica.

O crescimento do grupo é impulsionado pelo reforço do seu portfólio de soluções associado a aquisições em mercados de alto potencial de crescimento, como a brasileira Clarion Biociências, incorporada em 2019.

No Brasil, a Vetoquinol tem sede administrativa em São Paulo (SP) e planta fabril em Aparecida de Goiânia (GO), atendendo todo o território nacional. Em termos globais, gera mais de 2,5 mil empregos.


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