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Mastite clínica ou subclínica? Entenda a diferença e os impactos da doença na pecuária leiteira

  • Quinta, 17 Julho 2025 18:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Thiago Silva
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
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Foto: Megumi Nachev/Unsplash

Ambiente limpo e cuidado sanitário com os tetos são fundamentais para a prevenção da enfermidade, que compromete a produção de leite

Com produção anual de cerca de 35 bilhões de litros, o Brasil está entre os maiores produtores de leite do mundo. Para sustentar e ampliar essa produtividade, o controle da mastite representa um dos principais desafios da atividade leiteira. “Trata-se da doença mais comum entre bovinos leiteiros e, ao mesmo tempo, uma das que mais compromete a rentabilidade da produção”, alerta o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos de bovinos e equinos da Vetoquinol Saúde Animal.

A mastite é uma resposta inflamatória da glândula mamária, provocada por bactérias, vírus ou fungos, e se apresenta em duas formas: subclínica e clínica. A forma subclínica é silenciosa e persistente, sem sinais visíveis de inflamação no úbere ou no leite, identificada através do teste CMT (California Mastitis Test), aumento na contagem de células somáticas (CCS) e/ou cultura bacteriana. Já a forma clínica é mais fácil de identificar, pois causa alterações visíveis no úbere e no aspecto do leite.

“A mastite subclínica é mais comum que a forma clínica e embora não traga manifestação clínica, leva à queda significativa na produção e na qualidade do leite, prejudicando a rentabilidade do negócio para a produtor e para a indústria”, explica o veterinário.

A mastite clínica pode ser classificada em grau 1 (apensas alteração no leite), grau 2 (alteração no leite e no úbere) e grau 3 (alteração no leite, úbere e sistêmico). Fatores de risco como a presença de bactérias contagiosas e ambientais, falha no manejo da ordenha, ambientes sujos e/ou úmidos, assim como baixa na imunidade das vacas lactantes e erros nutricionais e sanitários devem ser mitigados para prevenção e controle eficaz da doença.

Segundo Pivoto, “o uso de anti-inflamatório é essencial em todos os graus de mastite clínica, proporcionando bem-estar animal e redução da evolução dos casos. Entre os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), Tolfedine® CS, produto à base de ácido tolfenâmico, se destaque no tratamento da mastite.

Administrado por via intravenosa, oferece ação rápida e eficaz. Além disso, dependendo do agente infeccioso e do grau da mastite, o Forcyl®, produto à base de Marbofloxacina com exclusividade conceito SISAAB, assim como o AcurA®, produto a base de Ceftiofur em dose única, são importantes ferramentas aliados ao produtor.

Com essas soluções complementares, a Vetoquinol reforça seu compromisso com a saúde dos bovinos e a produtividade das propriedades leiteiras, enfrentando de forma estratégica uma das doenças mais desafiadoras da pecuária moderna.

Sobre a Vetoquinol Saúde Animal

A Vetoquinol Saúde Animal está entre as 10 maiores indústrias de saúde animal do mundo, com presença na União Europeia, Américas e região Ásia-Pacífico. Em 2024, o faturamento global foi de € 539 milhões. Com expertise global conquistada ao longo de mais de 90 anos de atuação, a empresa também cresce no Brasil, onde expande suas atividades desde 2011. Grupo independente, a Vetoquinol projeta, desenvolve e comercializa medicamentos veterinários e suplementos destinados à produção animal (bovinos e suínos), animais de companhia (cães e gatos) e equinos. Desde sua fundação, em 1933, na França, combina inovação com diversificação geográfica.

O crescimento do grupo é impulsionado pelo reforço do seu portfólio de soluções associado a aquisições em mercados de alto potencial de crescimento, como a brasileira Clarion Biociências, incorporada em 2019.

No Brasil, a Vetoquinol tem sede administrativa em São Paulo (SP) e planta fabril em Aparecida de Goiânia (GO), atendendo todo o território nacional. Em termos globais, gera mais de 2,5 mil empregos.


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