SEGS Portal Nacional

Agro

Pandemia: economista fala sobre os impactos no agronegócio

  • Quinta, 16 Julho 2020 09:36
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Cássia Marchetti
  • SEGS.com.br - Categoria: Agro
  • Imprimir

Professor da IBE Conveniada FGV repercute números e fala sobre o efeito substituição

Em 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio no Brasil teve alta de 1,87%, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Até abril do ano passado, só o setor representava 21,1% do PIB brasileiro, sendo o responsável por metade das exportações do país, o que demonstra grande poder sobre o saldo positivo na balança comercial brasileira.

Com a chegada da Covid-19, o ramo foi profundamente impactado. A pandemia, infelizmente, derrubou a confiança do agronegócio. Desde o início da doença, as projeções passaram de um crescimento moderado para uma grave recessão.

De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em nível mundial, a pandemia da COVID-19 está afetando os sistemas alimentares globais, interrompendo as cadeias regionais de valor agrícola e colocando em riscos à segurança alimentar das famílias.

“O aumento do desemprego e a queda generalizada na confiança do consumidor são elementos que fazem parte do cenário de grave recessão global ocasionada pela pandemia. Por isso, evidentemente houve impactos negativos sobre toda a cadeia produtiva e exportadora do setor agro brasileiro”, explica o professor da IBE Conveniada FGV, Anderson Pellegrino, que é economista e doutorando em desenvolvimento econômico.

Uma pesquisa divulgada pela pelo Centro de Estudos em Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Agro), revelou que a produção da agroindústria brasileira desabou no mês de abril, registrando uma retração de 16,5%, se comparada ao mês de março. Com retração de 5,7% em março, a agroindústria já soma queda de 5,4% no acumulado dos primeiros quatro meses do ano. Em 12 meses, a baixa é menor, de 0,8%. No geral, o PIMAgro recuou 5,1% em abril.

“A partir de março observamos a presença mais intensa da pandemia no Brasil e o início das práticas de quarentena e isolamento social, impactando a oferta (impondo limitações à produção, às cadeias de suprimentos, aos serviços de alimentação, ao próprio fluxo de mão-de-obra, entre outros) e a demanda (provocando retração na renda do consumidor e mudança nos seus hábitos de consumo). Além disso, a pandemia afetou também o comércio internacional ao impor limitações nos serviços de transportes e de logística no âmbito internacional e ao provocar a redução do consumo de alguns itens em escala global”, comenta o professor.

Ainda segundo a pesquisa da FGV, o segmento de Alimentos de Origem Animal, o único destaque positivo foi o aumento da produção de carnes de aves e suína (2,4%). Os demais setores dentro de Alimentos de Origem Animal registraram contração, sendo que merecem destaque a produção de laticínios (-10,7%) e a de produção de carne bovina (-9,9%). Segundo o IBGE, a retração no abate de bovinos no primeiro trimestre foi de 8,5% em relação ao mesmo período de 2019.

“Quando falamos no aumento do consumo de carne suína e de aves é válido lembrar que, por conta da instabilidade do mercado e da recessão, as pessoas buscam itens mais baratos no momento das compras, gerando uma espécie de efeito substituição”, ressalta o especialista.

Sobre o efeito substituição, durante a pandemia, foi possível notar uma queda da produção de laticínios, que são alimentos mais perecíveis e de maior valor agregado, ao mesmo tempo em que a produção de arroz, alimento básico, não perecível e de baixo valor agregado, que registrou forte expansão. “Outro ponto importante é o aumento da busca por produtos que permitem maior tempo de armazenamento, face ao isolamento social. Por isso é sempre importante que os setores produtivos estejam atentos a essas mudanças no comportamento do consumidor”, finaliza.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

+AGRO ::

Mar 25, 2026 Agro

Corretivo de solo sustentável entra para o programa…

Mar 24, 2026 Agro

Plataforma colaborativa transforma dados em decisões e…

Mar 23, 2026 Agro

Alta dos custos no campo abre espaço para revisão de…

Mar 20, 2026 Agro

Controle de Salmonella e exigências de mercados…

Mar 19, 2026 Agro

Belgo Arames apresenta soluções de cercamento para…

Mar 18, 2026 Agro

Irrigação, ESG e o futuro do agro: por que produzir…

Mar 17, 2026 Agro

Alta produtividade da cenoura no inverno aumenta oferta…

Mar 16, 2026 Agro

Agronegócio americano tem oportunidades para a…

Mar 13, 2026 Agro

Produtores brasileiros já são remunerados por práticas…

Mar 12, 2026 Agro

Quem está roubando o desempenho do rebanho?

Mar 11, 2026 Agro

Venda de fazenda arrendada não retira os direitos do…

Mar 10, 2026 Agro

Bioinsumos ganham espaço na produção de frutas e…

Mar 09, 2026 Agro

Prevenção de doenças do milho no momento certo pode…

Mar 06, 2026 Agro

Mercado de fertilizantes cresce quase 10% em 2025 e…

Mar 05, 2026 Agro

Com Brasil no topo da exportação de carne mundial,…

Mar 04, 2026 Agro

Tempo seco compromete canaviais e soluções biológicas…

Mais AGRO>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version