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Pesquisadoras da UFRJ sugerem novo modelo econômico e programa de renda básica, durante o Foro Inteligência

  • Segunda, 03 Mai 2021 10:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Aline Guimarães Pontes Maia
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Aumento de impostos para os ricos é uma das medidas cruciais apontadas para buscar maior justiça social

Um novo programa nacional de desenvolvimento, com base em oportunidades decorrentes da crise climática, alinhado a medidas de geração de renda básica. Essa foi a saída apontada pelas professoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Lena Lavinas e Tatiana Roque para retomar o crescimento econômico e promover a inclusão social no Brasil. As professoras participaram do webinar "Programa Nacional de Desenvolvimento com inclusão social", realizado pelo Foro Inteligência, no último dia 28.

Ao destacar a forte presença do Estado na condução da retomada econômica para enfrentar os efeitos da pandemia de Covid-19 proposta por Joe Biden, a professora titular do Instituto de Economia da UFRJ Lena Lavinas destacou a importância de um novo modelo econômico que contemple as demandas das mudanças climáticas e aumente os impostos dos brasileiros ricos. A docente indicou que o momento pode se tornar uma janela para o Brasil criar outro modelo econômico, que contemple a biodiversidade do país e taxe as grandes fortunas.

"O Brasil é capaz de produzir um novo programa nacional de desenvolvimento. Mas o Estado precisa fazer dívidas para enfrentar os danos da pandemia. Isso está sendo proposto pelos Estados Unidos, pela União Europeia e pela Argentina. O Estado deve injetar recursos e conduzir o processo. Também precisamos fazer como a Bolívia que vai taxar as 300 maiores fortunas do país", assinalou a pesquisadora, argumentado que no lugar da filantropia, deve-se lutar por justiça social.

Em sintonia com a necessidade de um novo paradigma para a economia, a coordenadora do Fórum Ciência e Cultura da UFRJ, Tatiana Roque, celebrou a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou ao governo federal a fixação do valor de um benefício de renda mínima para a população em situação de extrema pobreza a partir do Orçamento de 2022. Segundo Tatiana Roque, a medida é um avanço, mas é preciso alargar os critérios para quem recebe o Bolsa Família, bem como o valor do benefício.

A coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ explicou que o contrato de trabalho assalariado não é mais predominante no mercado e que ações que promovam o acesso a uma renda básica universal podem equalizar a desigualdade de acesso à renda. "Lutamos para que a renda básica não substitua a seguridade social. Não defendemos como ideia mercantilizar o acesso à saúde e à educação", esclareceu Tatiana Roque.

A pesquisadora salientou que os processos de automação e robotização têm tornado o mundo do trabalho mais polarizado, deixando os bons empregos restritos àqueles com maior grau de instrução. "Existe uma diminuição da classe média relacionada a uma faixa intermediária de trabalhos que tende a desaparecer. Boa parte dos empregos no Brasil é de auxiliares, como os de escritório, por exemplo. Com o avanço do home office, esses empregos tendem a desaparecer", acrescentou a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

O Foro Inteligência está disponível no Facebook e, posteriormente, estará disponível no canal da Insight Inteligência no YouTube. As melhores palestras do Foro poderão ser lidas na revista Insight Inteligência.

Sobre o Foro Inteligência: Reúne o BRICS Policy Center e a Insight Comunicação, com o apoio do Instituto de Relações Internacionais (IRI) da PUC-Rio e da Casa de Afonso Arinos. O Foro manterá um canal aberto com países como China, Rússia, Índia e África do Sul. A ideia é apresentar palestras, cursos e seminários abordando problemas brasileiros não convencionais e que tangenciam as nações do bloco.


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