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4 dicas para desenvolver a autonomia dos jovens e adolescentes no estudo à distância

  • Terça, 27 Abril 2021 11:33
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Karen Estevam
  • SEGS.com.br - Categoria: Educação
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Encontrar formas de se organizar e estabelecer o papel de protagonista do próprio aprendizado é fundamental para o sucesso no ensino remoto

Após um ano de pandemia ainda é difícil se acostumar com o novo normal. Afinal, práticas tão comuns da vida de antes, como ir à escola ou para o trabalho, sofrem com a instabilidade de um período de grandes restrições sociais. E depois de todo esse período prolongado, é comum encontrar estudos que mostram que os alunos estão mais cansados e os pais mais estressados. Isso porque, a dinâmica familiar em torno dos estudos precisou mudar para que os adultos deem uma maior assistência às crianças. Entretanto, o tempo ficou mais escasso.

Apesar do ensino remoto já não ser exatamente uma novidade, ainda é bastante comum encontrar algumas situações nos lares brasileiros. Interrupções de reuniões de trabalho para mostrar ou perguntar coisas da aula pela telinha, sonolência e falta de atenção ao que está sendo transmitido, escolher fazer a tarefa de casa de uma disciplina durante a aula de outra matéria são alguns exemplos. Diante dessa situação, é preciso trabalhar no desenvolvimento da autonomia desses jovens estudantes para que tenham uma melhor consciência e compreensão do seu papel de protagonismo da sua educação.

Para isso, a orientadora educacional do Colégio Augusto Laranja, Renata de Carvalho, separou 4 dicas para tornar o estudo algo leve, prazeroso e, sobretudo, eficaz durante essa fase:

1 . Organize o tempo de estudo e separe o momento de lazer e descanso

Começar pela organização do tempo é fator primordial para fazer o estudo caminhar de forma mais natural possível. Se a aula online (ao vivo) começa às 7h da manhã e termina às 12h45, por exemplo, esse tempo precisa ser exclusivo para a sala de aula virtual.

No entanto, ainda é preciso separar o tempo de estudo para avaliações e trabalhos acadêmicos por disciplina. “O uso de agenda, seja de papel ou eletrônica é indispensável para uma boa organização. Por isso, uma dica simples e essencial é anotar todos os compromissos e separá-los por tempo”, comenta a orientadora.

Uma dica aos pais é separar um tempo na semana para elaborar a agenda e checar os compromissos com o filho e deixar a organização semanal em um lugar bem visível para que sejam checadas com frequência. É uma forma dos filhos sentirem que há o apoio e suporte dos pais em um momento em que estão mais afastados do ambiente escolar e de toda a referência que esse ambiente proporciona no sentido de organização das demandas acadêmicas. A criança ou adolescente deve inserir na rotina, mais do que nunca, momentos de tempo livre no contraturno ou de alguma atividade prazerosa individual ou coletiva com os pais e irmãos. Outra ideia é também deixar disponível os horários de restrição dos adultos, como as reuniões remotas, para que todos saibam que nesse período precisam respeitar esse compromisso. E, na sequência, incluir um tempo de qualidade juntos como em uma refeição ou em um lanche.

Como sugestão final, a construção conjunta da agenda da semana da família em parceria com os estudantes, por exemplo, ajuda a torná-los parte da rotina familiar, principalmente se for explicado os motivos de estarem fazendo isso, a importância de cada um dos momentos e de respeitar o que se planeja. “Isso pode contribuir para diminuir a irritabilidade causada pelo isolamento social e, consequentemente, ajuda a abaixar o nível de estresse, dois sentimentos que são totalmente prejudiciais ao aprendizado.”

Concentração

Fora da sala de aula física e longe da vista do professor, manter a concentração 100% na aula, com certeza, é um dos grandes desafios do ensino à distância. Então, que tal pensar bem sobre qual ambiente é o mais indicado para os estudos?

O indicado é que as aulas sejam acompanhadas em um cômodo da casa mais tranquilo e longe de movimentações. Entretanto, se o aluno tem um perfil mais inseguro, que tal a família ficar por perto - cada um focado nas suas tarefas sem interromper o outro, claro! Os fones de ouvido, por exemplo, podem ser aliados para manter pessoas diferentes em tarefas distintas em um mesmo lugar sem prejuízo para o outro.

Isso pode simular de forma mais próxima o que os estudantes estavam habituados antes do isolamento social e contribuir para uma rotina mais dentro do que era praticado. Mas, independente de todos estarem juntos ou separados em um ambiente, é preciso torná-lo mais propício aos estudos.

Por exemplo, uma grande armadilha da dispersão são as redes sociais. "Se na escola é proibido o uso de celular em sala de aula, a regra ainda continua sendo válida em ambiente virtual. Portanto, para não ´cair na tentação´ a recomendação é deixar o aparelho longe da vista”, orienta Renata Carvalho. “Contudo, se for por ele que o aluno assiste às aulas, é importante silenciar todas as notificações de mensagens para contribuir que nada venha atrapalhar a concentração e o foco dos estudos”, sugere a especialista.

É permitido perguntar!

Se você tem dúvidas, pergunte! Estimule que todos os estudantes entendam a importância do perguntar. A sala de aula ganhou outra cara, mas continua sendo um ambiente de aprendizado. Ou seja, o local ideal para a dúvida e para o erro supervisionado.

“O que o aluno precisa ter em mente é que a pergunta dele nunca vai ser fútil, pois determinada atividade só se tornará simples quando adquirido o conhecimento”, afirma Renata. Por isso, converse sempre com as crianças e os jovens sobre isso. Instrua que ele deve ter o professor como seu aliado e que no menor sinal de dúvida o melhor a fazer é perguntar. “Isso além, claro, de esclarecer a dúvida que era pertinente, trabalha a autoconfiança; a oratória em público e torna a aula dinâmica e interativa”, finaliza.

Aproveite momentos de correção da lição ou situações de curiosidade particular deles para demonstrar o quanto pode ser benéfico e divertido perguntar.

Anotações

Escutar o professor através da tela não mudou a forma tradicional de estudar. Então, aquele bom e velho hábito de anotar tudo que o docente fala continua sendo um ótimo método para memorizar e aprender.

De acordo com a orientadora, as anotações das aulas e os resumos continuam sendo grandes aliados do aprendizado. Então, embora estejamos em casa, manter a rotina de ter o material separado em uma mochila perto de cada um, com tudo aquilo que será necessário para a sua rotina é, sem dúvidas, uma boa estratégia.


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