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Alzheimer canino: como melhorar a qualidade de vida do pet?

  • Segunda, 23 Fevereiro 2026 18:56
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Nathália Bellintani
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Crédito: Freepik

Por Nathali Vieira

O melhor amigo do homem também envelhece, e pode apresentar certas predisposições a doenças que irão demandar um cuidado bem maior no dia a dia. O Alzheimer canino é uma delas, a qual, apesar de não ter cura nem tratamento, pode ser retardada a partir de estímulos simples feitos com o animal desde cedo, fora demais adaptações no lar como forma de garantir uma maior qualidade de vida nesta fase que, por si só, já é bem difícil de lidar.

Formalmente conhecida como Síndrome da Disfunção Cognitiva Canina, essa doença neurodegenerativa costuma afetar grande parte do sistema nervoso central e do encéfalo do pet, responsáveis pela coordenação motora e emoções, causando processos degenerativos encefálico progressivos e irreversíveis.

Apesar de ser mais vista em cães a partir dos sete anos de idade, um estudo da Dog Aging Project identificou que este risco de declínio cognitivo aumenta cerca de 52% para cada ano adicional de idade após os 10 anos, independente da raça.

Quem já conheceu uma pessoa acometida por essa doença, sabe que os sintomas acabam por transformar, totalmente, a relação de dependência com o paciente. Assim como nos humanos, os cães com Alzheimer apresentam desorientação, uivos e latidos excessivos, trocam o dia pela noite, podem deixar de reconhecer seus tutores e, nos casos mais graves, enfrentar incontinência urinária e fecal.

Ao menor indício de comportamento parecido, é crucial levar o pet ao veterinário para realizar os exames solicitados e confirmar o diagnóstico - até porque não há um exame específico voltado ao Alzheimer. É um diagnóstico desafiador, no qual se faz exclusão de outras possíveis doenças encefálicas que poderiam desencadear sinais parecidos.

O ideal é solicitar o histórico completo do animal e, se necessário, utilizar ressonância ou tomografia para diferenciar de outras doenças encefálicas, como presença de neoformações ou inflamações no SNC.

Por mais que não haja nenhum tipo de prevenção contra essa Síndrome, o enriquecimento ambiental é uma estratégia altamente eficaz para manter o pet ativo desde cedo e, com isso, retardar o início desses sintomas, caso já tenha uma pré-disposição natural. Assim como os gateiros costumam ter em seus lares os arranhadores para esses bichinhos, os pais e mães de cães podem ter uma série de brinquedos que os entretenham no dia a dia, além de levá-los para passear, correr e se manter em constante movimento.

Uma alimentação balanceada e rica em nutrientes para o animal, incluindo senil, antioxidante, vitaminas, complexo B e ômega 3, por exemplo, também faz parte desse conjunto de cuidados. E, caso venha a ser diagnosticado, a casa precisa ser adaptada para essa nova realidade, o mantendo em segurança diante da inevitável desorientação do pet.

Em lares que tenham muitas escadas, como exemplo, é crucial colocar porteiras ou cercas que impeçam o cão de cair e se machucar. Tapetes antiderrapantes também são muito bem-vindos, evitando que escorreguem. Fora, é claro, de toda a atenção mais presente dos tutores ao longo do dia, ajudando que continuem se alimentando bem e estejam protegidos dentro de casa.

Todo cão com Alzheimer se tornará bem mais dependente quanto aos cuidados rotineiros. Por isso, ao perceberem qualquer mudança de comportamento, busque orientação veterinária imediatamente, sem esperar que os sintomas se agravem. Quanto antes forem orientados quanto ao acompanhamento adequado, mais o pet poderá viver com conforto, segurança e dignidade. A doença pode ser inevitável, mas o sofrimento não precisa ser.

Nathali Vieira é médica veterinária na Pet de TODOS.


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