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Turismo com elefantes entra em xeque e expõe mudança no comportamento dos viajantes

  • Terça, 03 Fevereiro 2026 18:21
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Michelly Soares
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 Experiências éticas ganham espaço na Ásia e na África enquanto práticas exploratórias perdem legitimidade

Um estudo recente da Proteção Animal Mundial aponta que 69% dos elefantes explorados pelo turismo na Tailândia vivem em condições consideradas ruins ou inaceitáveis, mesmo após anos de pressão internacional por mudanças. O dado, resultado da análise de quase 3 mil animais em centenas de atrações turísticas, evidencia uma transformação em curso no comportamento dos viajantes e no debate global sobre como interagir com a vida selvagem de forma responsável.

Durante décadas, países como Tailândia e Índia associaram o turismo com elefantes a atividades de contato direto, como montarias, banhos e apresentações. Embora esse modelo esteja em declínio, a própria organização alerta que o número de elefantes mantidos em cativeiro para fins turísticos cresceu mais de 70% desde 2010, mostrando que a exploração muitas vezes apenas mudou de formato, sem necessariamente garantir bem-estar aos animais.

Em resposta a esse cenário, surgem iniciativas que buscam redefinir a relação entre turistas e elefantes. Na Ásia, ganham visibilidade santuários éticos e centros de reabilitação focados na observação, no resgate e na educação ambiental. Ainda assim, especialistas reforçam a importância de pesquisar antes de escolher a experiência, já que nem todo local que se apresenta como santuário adota práticas alinhadas à dignidade do animal.

Na África, o turismo com elefantes segue majoritariamente outro caminho. Países como Botsuana, Quênia, Tanzânia, Zimbábue e Namíbia concentram suas experiências em safáris de observação em habitat natural, onde o encontro com os animais acontece sem contato físico e com mínima interferência humana. Esse modelo é cada vez mais visto como referência por conciliar conservação, geração de renda local e respeito à fauna.

Para Roberto Medeiros, CEO da EPI-USE Brasil, esse movimento reflete uma mudança profunda de valores. “Esse tipo de prática baseada na exploração animal hoje em dia não tem mais espaço. As pessoas estão mais informadas, mais conscientes e questionam o impacto real das experiências que consomem. O turismo precisa acompanhar essa evolução”, afirma.

Essa visão também se traduz em iniciativas concretas de proteção. A EPI-USE faz parte do groupelephant.com, que, com o programa Elephants, Rhinos & People, desenvolveu um projeto global e contínuo, voltado à conservação de elefantes em áreas de risco na África do Sul, assim como ao desenvolvimento socioeconômico da região. A iniciativa utiliza tecnologia para monitorar regiões vulneráveis e apoiar ações de conservação, tais como monitoramento da fauna e prevenção a caça furtiva, reforçando a ideia de que a relação com a vida selvagem deve priorizar proteção e coexistência, não exploração.

O debate sobre o turismo envolvendo elefantes reflete uma mudança de comportamento cada vez mais evidente entre viajantes ao redor do mundo, que passaram a buscar experiências em contato com a natureza sem causar impactos negativos à vida animal. Nesse cenário, ganham espaço iniciativas como santuários de resgate e safáris responsáveis, que priorizam a observação, a informação e a sensibilização, em contraste com práticas baseadas na interação direta. A tendência indica um reposicionamento global, no qual o encantamento dá lugar a uma relação mais consciente, guiada pelo entendimento de que o respeito aos limites da fauna é parte essencial da experiência.

Sobre a EPI-USE

A EPI-USE é uma consultoria global de tecnologia, parte do groupelephant.com, presente em mais de 42 países e com 4.200 colaboradores, especializada em soluções SAP, como SAP S/4HANA, SAP SuccessFactors, Qualtrics, SAP BTP, SAP Signavio, WorkForce Software e ServiceNow, além de atuar em infraestrutura em nuvem pela AWS, Microsoft Azure e Google Cloud, automação de testes e observabilidade. A consultoria adota um modelo de negócios híbrido, descrito como “Além do Propósito Corporativo”, que integra impacto social e ambiental à estratégia empresarial, com foco na preservação de elefantes e rinocerontes ameaçados por meio do desenvolvimento econômico de comunidades rurais.


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