Um banho de rotina, um bebê internado e um alerta urgente para creches e berçários
Na primeira infância, segundos de descuido podem resultar em queimaduras graves
O que deveria ser um momento simples da rotina virou emergência médica. Um bebê de apenas 11 meses precisou ser hospitalizado após sofrer queimaduras durante o banho em uma creche no interior de São Paulo.
O episódio, que mobilizou família, autoridades e profissionais de saúde, reacende um alerta pouco discutido fora dos momentos de crise: o risco de queimaduras em bebês dentro de ambientes que deveriam ser, acima de tudo, seguros.
Na primeira infância, a pele é mais fina, sensível e reage de forma quase imediata ao calor. Uma exposição de poucos segundos à água quente pode causar lesões graves, com bolhas, dor intensa e necessidade de internação. Em creches e berçários, onde o cuidado é coletivo e o tempo é cronometrado, qualquer falha de atenção, checagem ou protocolo pode ter consequências sérias.
Segundo a enfermeira Andrezza Barreto, da Vuelo Pharma, o banho é um dos momentos mais críticos da rotina com bebês. “A temperatura da água nunca deve ser presumida. O que parece morno para um adulto pode causar queimaduras em segundos na pele de uma criança. A checagem precisa ser feita sempre antes do contato, e a pressa não pode fazer parte do processo”, alerta.
Quando o acidente acontece, a forma de agir é determinante para evitar agravamentos. A orientação é lavar imediatamente a área afetada apenas com água corrente, sem aplicar produtos caseiros, cremes, óleos ou substâncias improvisadas.
“Essas práticas podem piorar a lesão e dificultar a avaliação médica”, explica Andrezza. Em casos de bolhas, inchaço ou desprendimento da pele, o atendimento médico deve ser imediato, já que essas são características de queimaduras de segundo grau.
A enfermeira destaca ainda que o tratamento adequado faz diferença direta na recuperação. “Hoje existem curativos específicos, como a Membracel, que ajudam a proteger a área lesionada, reduzem a dor e favorecem a regeneração da pele, diminuindo o risco de infecções e cicatrizes”, afirma. O acompanhamento profissional é essencial, especialmente em bebês, cujo processo de cicatrização exige cuidado contínuo.
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