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Impermeabilização de banheiros: evite vazamentos e prejuízos

  • Sexta, 14 Novembro 2025 18:00
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Emilie Guimarães
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Além de evitar infiltrações, a impermeabilização também contribui para a saúde e o conforto dos moradores | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Rafael Renzo

Entenda por que esse processo deve ser planejado e executado com atenção para garantir durabilidade e segurança nas reformas​

 

A impermeabilização é muito importante para o banheiro e acaso não seja feita ou seja feita de forma inadequada, os prejuízos podem aparecer em pouco tempo seja nas paredes, no teto do vizinho ou até nas instalações elétricas | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Adriano Escanhuela

Está construindo ou reformando o banheiro? Então, não se esqueça de impermeabilizar as áreas molhadas. Embora essa etapa previna infiltrações, mofo e danos estruturais causados pela umidade, ela ainda é bastante negligenciada.

Segundo o arquiteto Paulo Tripoloni, à frente do Atelier Paulo Tripoloni, investir em uma boa impermeabilização é proteger o imóvel a longo prazo. “O banheiro é um dos espaços mais críticos da casa por causa da umidade constante. Qualquer falha na impermeabilização pode causar vazamentos que, além de afetar o conforto, geram prejuízos difíceis de reparar”, explica.

Por essa razão, o profissional detalha informações importantes:

“É mesmo necessário?”

 

Embora muitas vezes seja vista como um gasto extra, a impermeabilização é um investimento que evita dores de cabeça futuras com vazamentos e infiltrações capazes de comprometer todo o banheiro. “Vale lembrar que o custo para refazer uma impermeabilização depois de o banheiro estar pronto é muito maior do que o valor gasto na execução correta desde o início”, reforça Paulo Tripoloni.

Por isso, tratar a impermeabilização com o mesmo nível de importância que o revestimento ou a marcenaria é garantir tranquilidade e durabilidade para o imóvel.

Ao menor sinal de que algo pode estar errado, como o aparecimento de manchas escuras nas paredes ou no teto, mofo, odor de umidade e pintura descascando, é preciso investigar a origem antes que o problema se agrave. “Quanto antes o reparo for feito, menor será o prejuízo. Em alguns casos, é possível corrigir apenas pontos localizados, mas se o sistema estiver comprometido, será necessário refazer toda a impermeabilização”.

“E quando começar?”

Segundo o arquiteto, o segredo de uma boa impermeabilização está no planejamento desde o projeto, antes mesmo de se iniciar o assentamento de pisos e revestimentos. É nesse momento que é fundamental prever a aplicação correta de mantas, argamassas ou produtos impermeabilizantes em todas as áreas sujeitas ao contato com a água.

“As áreas molhadas como como o box, o entorno do ralo e as paredes próximas a chuveiros e banheiras, precisam dessa atenção especial”, destaca.

A impermeabilização criará uma barreira para impedir a passagem da água para as estruturas da edificação, garantindo mais longevidade ao revestimento e evitando problemas no pós-obra.

“Mas e quando o banheiro já está pronto?”

Também é possível fazer a impermeabilização em banheiros já existentes, mas o processo é mais complexo. “Nesses casos, é preciso remover o revestimento para acessar a base, corrigir eventuais falhas e aplicar novamente o sistema impermeabilizante”, orienta Paulo Tripoloni.

O profissional reforça que cada caso deve ser avaliado individualmente e que o acompanhamento técnico é essencial para garantir a eficácia da intervenção sem comprometer a estrutura.

Tipos de impermeabilização

Existem diferentes métodos de impermeabilização, e a escolha depende do tipo de substrato e do uso do ambiente. Entre as opções mais comuns estão:

· Manta asfáltica: muito utilizada em pisos e lajes. Forma uma camada contínua e resistente à umidade;

· Argamassa cimentícia: utilizada em paredes e áreas internas de banheiros. É uma mistura pronta aplicada sobre o concreto ou a alvenaria;

· Impermeabilizantes líquidos: indicados para áreas menores. São produtos prontos que criam uma película protetora flexível.

Paulo explica que há outros sistemas disponíveis, cada um com indicações e normas específicas do fabricante. “É fundamental utilizar o sistema correto para cada situação e seguir à risca as recomendações. Um erro simples, como não respeitar o tempo de cura, pode comprometer todo o trabalho”, comenta o arquiteto.

 

Em ralos e cantos é recomendável aplicar reforço com tela estruturante ou aumentar o número de demãos | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Rafael Renzo

Mas, antes de colocar a mão na massa também vale lembrar das normas técnicas específicas, nesse caso, a NBR 9575 e a NBR 9574, que estabelecem critérios para cada tipo de sistema e orientam sobre a forma correta de aplicação, preparo de superfície e ensaios de verificação.

“Seguir as normas não é burocracia. Elas existem para evitar falhas que comprometem toda a obra. Quando o serviço é feito conforme as orientações técnicas, o resultado é duradouro e seguro”, afirma ele.

Testes e manutenção

 

Após tudo isso, evite perfurações em paredes ou pisos impermeabilizados para não comprometer a camada protetora | Projeto Atelier Paulo Tripoloni | Foto: Adriano Escanhuela

Após a aplicação, deve-se realizar o chamado teste de estanqueidade, que consiste em encher o piso com água e observar se há vazamentos durante um período de 72 horas. É somente após essa etapa que o revestimento pode ser assentado.

Segundo Paulo, essa verificação é indispensável para evitar retrabalhos e prejuízos futuros. “Muitas pessoas pulam essa fase por achar que é perda de tempo, mas é justamente ela que comprova se o serviço foi bem executado”, afirma.

Além desses cuidados, realizar uma manutenção periódica ajuda a manter a eficiência ao longo do tempo e a identificar trincas ou outros sinais de problemas que podem surgir.

Sobre o Atelier de Arquitetura Paulo Tripoloni

Para o arquiteto Paulo Tripoloni, nascer na maior cidade da América Latina o fez refletir, desde cedo, sobre o lugar do homem nas cidades – o morar, o viver e o trabalhar. Morar em São Paulo despertou nele o olhar atento aos detalhes, necessidades e a força que a urbanidade trazia. Encontrou na arquitetura minimalista uma de suas inspirações para realizar projetos que buscam atender às necessidades da vida contemporânea por meio de ambientes funcionais, belos e ecologicamente responsáveis que conectem cada cliente ao que, de fato, é essencial para cada um.


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