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Queijos finos brasileiros disputam pódio global e movimentam agronegócio no Paraná

  • Segunda, 10 Novembro 2025 18:30
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Central Press
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O Passionata foi considerado um dos dez melhores queijos do mundo - Créditos: Divulgação/Biopark

Projeto do Biopark, no Oeste paranaense, transforma leite de pequenos produtores em iguarias premiadas com apoio tecnológico e institucional — e atrai atenção internacional

Entre os dias 13 e 15 de novembro, Berna, capital da Suíça, se tornará o epicentro da alta queijaria mundial com a realização do World Cheese Awards 2025. Pela primeira vez em solo suíço, o maior concurso de queijos do mundo reunirá mais de 5 mil amostras de mais de 50 países. No meio desse seleto grupo, o Brasil tem chances reais de figurar entre os grandes — graças a um projeto paranaense que uniu inovação, capacitação rural e ciência aplicada.

Entre os queijos desenvolvidos no Laboratório de Queijos Finos do Biopark Educação, em Toledo (PR), que vão representar o Brasil no concurso, três são inéditos. A iniciativa, que há seis anos transforma leite de pequenos e médios produtores em queijos de alto valor agregado, já soma 69 medalhas em premiações nacionais e internacionais, além de cases de sucesso que chamam a atenção de investidores e formuladores de políticas públicas.

O projeto oferece consultoria integral gratuita aos produtores, desde análise do leite até desenvolvimento de identidade visual, rotulagem e acesso ao mercado. “Os produtores associados ao projeto recebem suporte técnico integral e gratuito, abrangendo desde a melhoria da qualidade do leite até a produção dos queijos, com transferência completa das tecnologias desenvolvidas no laboratório. Durante todo o período de participação, é realizado monitoramento contínuo dos padrões de qualidade, assegurando a manutenção das características e da excelência dos produtos desenvolvidos”, explica Kennidy de Bortoli, pesquisador do Laboratório de Queijos Finos do Biopark Educação.

Carolina Trombini, gerente de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação do Biopark Educação, complementa: “O projeto também oferece orientação técnica para os investimentos em infraestrutura física das queijarias, com auxílio na escolha dos equipamentos e layouts mais adequados, de acordo com os objetivos e o porte de cada produtor. Além disso, há acompanhamento permanente para o fortalecimento técnico e gerencial dos negócios. São realizados encontros bimestrais que abordam temas práticos e estratégicos, como marketing digital, vendas, abertura de novos mercados e boas práticas de fabricação. Trata-se de um projeto completo: a partir do momento em que o produtor decide participar, ele passa a contar com suporte em todas as etapas desse novo empreendimento”.

 

Tradição com tecnologia

O projeto é resultado de uma coalizão estratégica entre o Biopark, o Biopark Educação, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR‑PR), o Sebrae/PR, o Sistema Faep/Senar e a Prefeitura de Toledo, consolidando uma rede colaborativa que promove inovação, qualificação técnica e valorização da produção local. Juntos, eles transformam a cadeia leiteira — setor estratégico no Paraná, segundo maior produtor do país — com uma lógica de diferenciação de mercado, valorização do terroir e acesso a certificações como SIM, SUSAF e SISBI.

Com base em diagnósticos técnicos, cada produtor recebe indicações personalizadas de tecnologia queijeira conforme as características do seu leite. A diversidade é prioridade: isso favorece o surgimento de um ecossistema competitivo e sinérgico — e a formação de uma Rota de Queijos Finos na região.

Resultados concretos e potencial de expansão

Em 2024, o queijo maturado Passionata, uma tecnologia do Projeto de Queijos Finos do Biopark e produzido pela Queijaria Flor da Terra (Toledo-PR), foi eleito o melhor da América Latina e o 9º melhor do mundo no World Cheese Awards. Este ano, além de tecnologias já lançadas no mercado, três novas criações concorrem na Suíça: o Guarandu, com aroma de guaraná; o Garoa Tropical, com uso de fruta cítrica na coagulação; e o Florescer, de casca lavada e coloração ousada. Produtos que unem identidade brasileira e sofisticação gastronômica — e que já despertam o interesse de importadores e chefs europeus.

Hoje, o projeto Queijos Finos do Biopark conta com 27 produtores integrados, 26 tipos de queijos no mercado e planos de expansão estadual já em curso, com apoio do governo do Paraná.

“Conseguimos criar um modelo escalável, com baixa barreira de entrada para os produtores, retorno rápido e forte apelo de marca. Ao mesmo tempo, servimos de referência de política integrada de desenvolvimento rural, segurança alimentar e inovação tecnológica no campo”, afirma Carmen Donaduzzi, idealizadora do projeto.

Sobre o Biopark

Localizado em Toledo (PR), o Biopark é um parque tecnológico de iniciativa privada idealizado por Luiz e Carmen Donaduzzi. Ele se destaca como o único ecossistema brasileiro onde ciência, educação, negócios e qualidade de vida coexistem em um mesmo território. Oferece uma infraestrutura de ponta para empresas, instituições de ensino e laboratórios de pesquisa. Seu modelo de “economia simbiótica” fomenta a convivência entre crianças, estudantes, pesquisadores e empreendedores, criando um ambiente único para a inovação. Reconhecido nacional e internacionalmente, o Biopark venceu prêmios como o da Anprotec e Iguassu Valley 2025, e é membro da IASP – principal rede global de parques científicos.

Com parcerias com universidades de renome como Laval (Canadá), Helsinque (Finlândia) e Tsukuba (Japão), o Biopark, se consolida como um polo de biociências e educação de excelência. O ecossistema abriga quatro instituições de ensino superior e oferece formação inovadora desde a infância até o nível universitário. Por meio do Biopark Educação, uma instituição sem finalidade lucrativa, dedicada ao ensino, pesquisa e extensão, foi criado o primeiro curso presencial de Bacharelado em Inteligência Artificial do Paraná, aprovado com nota máxima no MEC. Também fomenta o empreendedorismo feminino com programas de capacitação e apoio financeiro. Com mais de 20 laboratórios, iniciativas como o NAPI - Alimentos Saudáveis e resultados de destaque internacional – como medalhas no Mondial de Fromage. O Biopark demonstra como a educação e o empreendedorismo aliados à inovação pode transformar realidades e posicionar o interior do Brasil no mapa global da tecnologia.


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