SEGS Portal Nacional

Demais

Fomo, Fobo e Jomo: conheça as síndromes que podem surgir com o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos

  • Quarta, 20 Julho 2022 18:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Elias Bruno
  • SEGS.com.br - Categoria: Demais
  • Imprimir

A internet e as redes sociais aumentaram a velocidade em que as informações são atualizadas e provocaram, consequentemente, uma necessidade de conexão e atualização permanente na humanidade. Segundo o Estudo Longitudinal da Saúde do Adulto (ELSA-Brasil), a pandemia aumentou em mais de 62% dos brasileiros o tempo de exposição contínua a telas. De acordo com Ticiana Macedo, médica psiquiatra e diretora do Nosso Lar Hospital, esse aumento pode acarretar implicações para a saúde mental, e alguns termos como Fomo, Fobo e Jomo surgiram para definir fenômenos comportamentais decorrentes dessa hiperconectividade.

Fomo

A Fomo, sigla advinda da expressão em inglês “fear of missing out” – traduzida para o português significa “medo de ficar de fora” – é caracterizada por sentimentos de ansiedade decorrentes da sensação de estar perdendo a vivência de experiências satisfatórias de outras pessoas.

“É aquela necessidade de estar por dentro de tudo que acontece, o medo e ansiedade vêm quando pensam estar perdendo algo importante. Essa síndrome faz com que sentimentos de inferioridade, inveja e o receio de estar sendo excluído de qualquer ocasião surjam”, explica a psiquiatra.

De acordo com a especialista, é fundamental prestar atenção em sinais que podem indicar Fomo, como a necessidade de checagem frenética das mídias sociais, o desejo de permanecer constantemente conectado e a intensificação do uso dos aplicativos de comunicação, na tentativa de aliviar o sofrimento causado por eles, caracterizando o início de um ciclo vicioso.

Fobo

Já a Fobo, sigla que vem da expressão “fear of a better option" – que significa medo de uma opção melhor – gera um sentimento de ansiedade pelo excesso de opções e informações disponibilizadas online, ocasionando o medo de escolher algo que não seja perfeito e a dificuldade de tomar decisões.

“Sempre parece existir uma oportunidade melhor. A pessoa vive em constantes questionamentos sobre o que poderia ter acontecido e o que pode acontecer, não se atenta ao presente e vive em atormentações de possibilidades. Perguntas como "e se?'' e "mas talvez?'' se tornam frequentes”, explica Ticiana Macedo.

O portador de Fobo também costuma cancelar compromissos no último minuto, por preferir outra opção e tem dificuldade de iniciar e finalizar planos.

Jomo

Diferente de Fomo e Fobo, o termo Jomo não representa uma síndrome, mas um estilo de vida em contraposição às síndromes citadas, pregando o prazer em não estar conectado a todo momento e a valorização da vida fora das telas. A prática está ligada às mudanças de hábitos com melhoria da produtividade, qualidade de vida, redução da procrastinação e desenvolvimento das relações sociais.

Segundo ela, por evitar a comparação típica das redes sociais e diminuir as chances do desenvolvimento de ansiedade e depressão, a prática traz benefícios para a saúde, em especial a mental. Para inserir a prática Jomo na rotina, algumas dicas como diminuir o tempo nos aplicativos, estabelecer metas diárias de tempo fora do celular ou computador e determinação de horários para desligar-se completamente do mundo virtual podem ser seguidas. A psiquiatra orienta inserir na rotina atividades sem telas que proporcionem prazer e evitar chegar notificações do celular em momentos de descontração.

Orientação profissional

Para Ticiana, dialogar sobre bem-estar e saúde emocional na era da conexão e imersão digital é extremamente necessário. A psiquiatra atenta, no entanto, para a importância de procurar ajuda e orientação profissional caso esses sinais e sintomas se tornem frequentes e comecem a atrapalhar a rotina.

“O estresse causado pela necessidade de estar participando de tudo ao mesmo tempo gerou consequências que afetam relações no geral”, comenta. A psiquiatra alerta que a falta de foco nas atividades, o não estar presente nas interações e a baixa produtividade foram os sintomas mais citados nos últimos tempos.

“É importante citar que as redes sociais têm um impacto negativo quando consumidas em excesso. Por isso, é ideal impor limites para o uso excessivo e que cause dependência”, finaliza.


Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
 

<::::::::::::::::::::>

 

 

+DEMAIS ::

Fev 20, 2026 Demais

Design orgânico e 'terraços infinitos' ditam a náutica…

Fev 20, 2026 Demais

Virou uma tendência? Como viver em 20 m² se tornou uma…

Fev 20, 2026 Demais

"O Morro Dos Ventos Uivantes" atinge primeiro lugar nas…

Fev 20, 2026 Demais

Com título de campeã, Juliana Paes detalha preparo…

Fev 20, 2026 Demais

Elopement Wedding na Itália: celebração que virou…

Fev 20, 2026 Demais

O que muda com o alargamento da orla de Balneário…

Fev 20, 2026 Demais

Inteligência de dados amplia eficiência em logística…

Fev 20, 2026 Demais

4 dicas para construir ou reformar sua casa mesmo…

Fev 19, 2026 Demais

Musculação é a melhor aliada no emagrecimento com…

Fev 19, 2026 Demais

Para mulheres cansadas: 5 pequenos hábitos que…

Fev 19, 2026 Demais

Perdas invisíveis: como as redes de restaurantes estão…

Fev 19, 2026 Demais

Com o mercado pet no Brasil na liderança global,…

Fev 19, 2026 Demais

Do feed ao prato: como o movimento wellness pode…

Fev 19, 2026 Demais

O iceberg da informação

Fev 19, 2026 Demais

O refinamento do “condomínio-clube”: prédios…

Fev 19, 2026 Demais

Ter cidadania europeia pode facilitar negócios nos EUA?…

Mais DEMAIS>>

Copyright ©2026 SEGS Portal Nacional de Seguros, Saúde, Info, Ti, Educação


main version