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Manguezais são ecossistemas generosos e produtivos, que geram US$ 5 bilhões ao Brasil

  • Segunda, 26 Julho 2021 18:33
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Giovanna Leopoldi
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Fonte: “Oceano sem mistérios - Desvendando os Manguezais” - Fundação Grupo Boticário

Dia Internacional de Proteção aos Manguezais, comemorado nesta segunda-feira, 26 de julho, chama a atenção para riscos e ameaças aos mangues e estuários

Brasil possui uma extensão de 6.786 quilômetros ao longo de 16 estados costeiros – do Amapá até Santa Catarina

Estão presentes em 338 municípios brasileiros, onde vivem 44 milhões de pessoas, o que representa 20% da população

O Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, comemorado nesta segunda-feira, 26, lembra a importância de um dos ecossistemas mais produtivos e generosos da Terra, capaz de oferecer serviços ecossistêmicos valiosos e gerar ao Brasil benefícios socioeconômicos estimados em US$ 5 bilhões, especialmente com a pesca, turismo e valor de existência. Presentes em 338 municípios brasileiros, onde vivem 44 milhões de pessoas, o que representa 20% da população, os manguezais têm sua importância cada vez mais reconhecida pelos cientistas e, assim como outros ecossistemas, também sofrem ameaças.

O Brasil possui uma extensão de 6.786 quilômetros ao longo de 16 estados costeiros – do Amapá até Santa Catarina. “Em algumas localidades, os manguezais contribuem com até 50% da pesca artesanal, alimentando o ciclo de vida de espécies marinhas de grande valor comercial, como robalos, tainhas, siris, ostras e caranguejos. Por suas paisagens únicas, o turismo é outra atividade que se beneficia desses ecossistemas”, explica Emerson Oliveira, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

Além de oportunidades para a geração de renda, os manguezais são reconhecidos por sua contribuição para a manutenção da vida marinha, sendo o espaço apropriado para a reprodução e desenvolvimento de inúmeras espécies, e também pela proteção costeira, oferecendo segurança diante do aumento do nível do mar provocado pelas mudanças climáticas. Esse ecossistema é capaz de prevenir a erosão da costa, preservando a infraestrutura urbana, e proteger as regiões costeiras contra a força das marés e dos ventos fortes vindos do mar, além do elevado potencial para a retenção de carbono em suas raízes.

“Apesar de serem berçários marinhos fundamentais para a conservação da biodiversidade, capazes de gerar trabalho e renda para milhares de brasileiros e serem reconhecidos como infraestrutura natural para mitigar os efeitos da crise climática, os manguezais sofrem pressão por diversas atividades, como mineração, sobrepesca, agricultura e carcinicultura; ocupação irregular e descarga de efluentes. A situação é bastante preocupante”, alerta Oliveira.

Com áreas de mangue conservadas, as regiões costeiras ficam menos expostas a inundações e à força dos ventos, ondas e marés. Estudos demonstram que 100 metros de manguezal reduzem a força das ondas em cerca de 60%. No tsunami que devastou Sumatra, na Indonésia, em 2004, nas comunidades onde havia manguezal a fúria das ondas foi reduzida e houve um impacto muito menor em comparação aos locais que substituíram os manguezais por resorts.

Sem manguezais, há redução da qualidade da água, há perda do carbono acumulado e redução dos estoques pesqueiros. Essas áreas sequestram 57% mais carbono do que outros tipos de vegetação tropical. “A integridade dos manguezais é capaz de mitigar o desequilíbrio do clima, um dos maiores desafios do nosso tempo.”, comenta o gerente da Fundação Grupo Boticário.

Estudos indicam que 25% de toda a extensão de áreas de manguezais já tenham sido perdidas no Brasil – sendo 36 mil hectares convertidos em tanques para criar camarões somente entre 2013 e 2016, conforme alertam os dados apresentados na publicação “Oceano sem mistérios: desvendando os manguezais”, organizada pela Fundação Grupo Boticário.

Década do Oceano

Ronaldo Christofoletti, professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), ressalta que a perda da biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também econômica, social, cultural e ética. “Difundir o conhecimento a respeito do valor dos manguezais e dos estuários, mostrando a importância dessas zonas de transição entre a terra e o mar, é também um dos desafios da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU)”, comenta o professor, que é membro do Grupo Assessor de Comunicação para a Década do Oceano da UNESCO. “Precisamos chamar a atenção de toda a sociedade para a importância de proteger efetivamente esses berçários marinhos para que tenhamos um desenvolvimento sustentável dos ambientes costeiros e, consequentemente, possamos preservar a saúde do oceano e a vida em nosso planeta”, conclui.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 30 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.


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