Brasil, 18 de Novembro de 2017
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Indústria de seguros enfrenta rupturas em todas as frentes com as InsurTechs

  • Escrito por  Isabella Esposito Teixeira
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Indústria de seguros enfrenta rupturas em todas as frentes com as InsurTechs

O estudo World Insurance Report destaca a crescente popularidade dos serviços das seguradoras startups, criadas diretamente no mundo digital, junto aos consumidores, e oferece uma visão das oportunidades para as operadoras tradicionais

A edição 2017 do World Insurance Report (WIR), estudo realizado pela Capgemini e Efma, revela que a onda das novas tecnologias digitais está confrontando a maior parte do setor de seguros. Embora disruptivo, o movimento das InsurTechs[1] apresenta mais oportunidades relacionadas à tecnologia do que já se testemunhou antes, destacando a necessidade das seguradoras tradicionais desenvolverem uma estratégia equilibrada, capaz de garantir o retorno sobre seus investimentos em inovação e sem perder o foco.

As InsurTechs estão mudando o panorama do mercado. Na verdade, entre os mais de 8 mil consumidores entrevistados em todo o mundo para a realização do WIR, quase um terço (31,4%) deles afirmou confiar nas InsurTechs, seja trabalhando de forma independente ou em combinação com instituições estabelecidas, para acessar serviços de seguros. Os entrevistados também disseram que as InsurTechs ganharam uma reputação de melhor custo-benefício e de serviço eficiente.

O apelo das InsurTechs é diretamente proporcional as necessidades e preferências do segmento altamente priorizado por clientes da Geração Y[2] e dos “tech-savvy” (indivíduos altamente experientes em tecnologia), que procuram conveniência, agilidade e personalização em suas interações financeiras. Pessoas que são mais propensas a comprar produtos adicionais de suas seguradoras, tornando-os uma importante fonte para potenciais receitas adicionais. No entanto, os jovens e os “tech-savvy” também tendem a ser menos fieis a uma marca, o que ressalta a necessidade das seguradoras construírem e manterem sólidos relacionamentos com eles, atendendo à sua preferência por canais de contato digitais.

De um modo geral, entretanto, os clientes ainda não estão prontos para se afastar dos laços de longa data atados com as seguradoras tradicionais, citando questões como segurança e proteção contra fraudes (45,9%), reconhecimento de marca (43,7%) e interação pessoal (41,6%) como áreas em que as seguradoras têm uma melhor performance. Além disso, 39,8% dos segurados afirmaram confiar em suas prestadoras, em comparação com apenas 26,3% que confiam em InsurTechs.

As seguradoras concordam que os pontos fortes complementares entre InsurTechs e operadoras tradicionais constituem um argumento sólido para a colaboração. Na verdade, dos mais de 100 executivos seniores entrevistados – representantes de várias empresas de seguros de 15 mercados, entre eles o Brasil –, uma grande maioria (75%) afirmou que o desenvolvimento de habilidades comuns às InsurTechs os ajudariam a atender melhor as demandas em constante evolução de seus clientes. E mais da metade deles (52,7%) concordou que as capacidades das InsurTechs poderiam ajudá-los a desenvolver rapidamente produtos com maior personalização.

"Cada vez mais, as parcerias estão sendo vistas como um desenvolvimento bem-vindo nos esforços que estão em curso para endereçar o movimento das InsurTechs. E as startups podem ajudar as seguradoras tradicionais a superar obstáculos, como sistemas e processos envelhecidos, baseados em papel”, afirmou Jack Dugan, vice-presidente executivo e líder para o setor de seguros da Capgemini. “Por outro lado, as seguradoras estabelecidas podem ajudar as InsurTechs a enfrentar novos desafios, como os altos custos de aquisição de clientes e a falta de experiência no gerenciamento de riscos".

O secretário-geral da Efma, Vincent Bastid, acrescentou: "A contínua confiança dos consumidores em tecnologias digitais que suportam aplicativos móveis, redes sociais, serviços sob demanda e correlatos, deixa claro que o mercado de massa entrou em uma nova fase. A indústria de seguros atende as massas e deve se adaptar às novas formas de engajamento. Colaborar com as InsurTechs é uma ótima maneira de incubar e de acelerar a inovação digital".

Tecnologias emergentes, tais como Inteligência Artificial (IA) e blockchain, estão agindo como catalisadores para esta revolução das InsurTechs e impulsionam inúmeras inovações em digitalização, dados e analytics e, inclusive, em seguros como serviços públicos[3]. Desse modo, o relatório do World Insurance Report 2017 aconselha que as seguradoras priorizem seus investimentos em inovação com base em uma estratégia de tecnologia sinérgica, para que sejam capazes de navegar efetivamente pela inovação.

Afinal, as competências úteis a um certo tipo de inovação são frequentemente aplicáveis em outras searas, tornando essencial uma análise completa dos custos e benefícios cruzados de cada investimento. Assim como a influência das InsurTechs aumentará com o tempo, tornando imperativo que as seguradoras tradicionais formulem uma resposta abrangente e multifacetada a este movimento.

Metodologia de pesquisa da World Insurance Report 2017

Em seu 10º ano de publicação, o World Insurance Report, relatório que retrata o mercado mundial de seguros, realizado em parceria entre a Capgemini e a Efma, abrange 21 mercados de seguros, baseados em dados primários de clientes extraídos de mais de 8 mil entrevistas com clientes de seguros e mais de 100 executivos do setor.

Sobre a Efma

Uma organização global sem fins lucrativos, criada em 1971 por bancos e companhias de seguros, a Efma facilita o networking entre tomadores de decisões. Ela fornece insights de qualidade para ajudar bancos e companhias de seguros a tomar as melhores decisões na promoção da inovação em suas empresas, impulsionando sua jornada de transformação. Mais de 3,3 mil marcas em 130 países são membros da Efma, que é sediada em Paris e tem escritórios em Londres, Bruxelas, Barcelona, Estocolmo, Bratislava, Dubai, Mumbai e Cingapura. Saiba mais em www.efma.com.

Sobre a Capgemini

Um dos líderes globais em consultoria, serviços de tecnologia e transformação digital, a Capgemini se mantém na vanguarda da inovação, para apoiar seus clientes, de maneira abrangente, em oportunidades de nuvem, tecnologias digitais e plataformas, que estão em constante evolução. Com base em nosso sólido patrimônio de 50 anos e no profundo conhecimento específico em indústrias, apoiamos organizações na concretização de suas ambições de negócios, por meio de uma completa gama de serviços que cobrem desde a estratégia até a operação. A Capgemini tem a convicção de que o valor da tecnologia para os negócios vem das pessoas e por meio delas. Somos uma empresa multicultural de 200 mil profissionais, distribuídos em mais de 40 países. Em 2016, o Grupo Capgemini reportou uma receita global de 12,5 bilhões de euros.

Visite-nos em https://www.capgemini.com/br-pt/ .

People matter, results count.

Sobre o BNP Paribas

O BNP Paribas é um banco líder na Europa, com um alcance internacional. Está presente em 74 países, reúne mais de 192 mil funcionários, com mais de 146 mil deles na Europa. O Grupo ocupa posições-chave em suas três principais atividades: Mercados Domésticos, Serviços Financeiros Internacionais (cujas redes bancárias e de serviços financeiros são cobertos por Bancos de Varejo e Serviços) e Bancos Corporativos & Institucionais, que atende, em especial, a duas franquias de clientes: empresas e investidores institucionais. O Grupo ajuda todos os seus clientes (indivíduos, associações comunitárias, empreendedores, PME, corporações e clientes institucionais) a realizar seus projetos por meio de soluções de financiamento, investimentos, redução de gastos e seguros.

Na Europa, o Grupo atua em quatro mercados domésticos (Bélgica, França, Itália e Luxemburgo) e o BNP Paribas Personal Finance é o líder europeu em empréstimos ao consumidor.

O BNP Paribas está lançando seu modelo integrado de bancos de varejo em países mediterrâneos, na Turquia, na Europa Oriental e em uma grande rede na região ocidental dos Estados Unidos. Nas atividades de Corporate & Institutional Banking e International Financial Services, o BNP Paribas também goza de altas posições na Europa, uma forte presença nas Américas, bem como sólidos negócios e de rápido crescimento na Ásia-Pacífico.

[1] Bastante semelhante ao movimento das FinTechs na indústria de bancos e mercados de capitais, as InsurTech são startups baseadas na aplicação de tecnologia para estimular a redução de custos e a eficiência nos modelos tradicionais da indústria de seguros. As InsurTechs exploram inovações, como políticas personalizadas, seguro social e uso de dados de dispositivos móveis para a realização dinâmica de cobranças.

[2] A geração Y se refere a pessoas com idades entre 15 e 34 anos. No entanto, somente clientes de 18 a 34 anos (nascidos entre 1983 e 1999) foram entrevistados para esta pesquisa (modelo VoC). Portanto, este estudo reflete a opinião dos clientes da Geração Y para os fins deste documento, já que clientes não pertencentes à categoria Y têm idade igual ou superior a 35 anos.

[3] “Seguro como serviço público” (“Insurance-as-a-utility”) se refere aos novos modelos de seguros que permitem aos clientes adquirir serviços de seguros de forma mais flexível e ágil e, de fato, como utilidade.

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