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Como enchentes e alagamentos afetam a bateria veicular

 De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, 15 centímetros de lâmina de água já são suficientes para carregar um carro - Unsplash De acordo com a Defesa Civil de São Paulo, 15 centímetros de lâmina de água já são suficientes para carregar um carro - Unsplash

Contato com a água suja já é suficiente para causar dano

Com a ocorrência de chuvas intensas e os frequentes registros de alagamentos, especialmente nos primeiros meses do ano, cresce a preocupação com os danos que o contato com a água possa causar aos veículos. A orientação da Defesa Civil Estadual de São Paulo é sempre evitar circular pelas áreas de risco de inundação, mas há situações em que isso pode ser inevitável. De acordo com o órgão, 15 centímetros de lâmina de água já são suficientes para carregar um carro. Além dos riscos à segurança, a travessia por regiões alagadas pode comprometer sistemas elétricos e mecânicos, a lubrificação e também peças internas do motor.

Nesse contexto, a bateria veicular é um dos elementos mais sensíveis. A água suja pode causar dano a esse componente, ainda que não fique totalmente submerso em uma enchente, explica o coordenador de Engenharia de Aplicação da Clarios, detentora da marca Heliar, Jean Carlos de Paulo.

“Mesmo sem submersão total, muitos respingos ou contato prolongado com água — especialmente água suja ou com resíduos — podem causar curto‑circuito externo, oxidação acelerada nos terminais e risco de comprometimento do módulo eletrônico de gerenciamento da bateria (BMS), presente em veículos mais modernos”, frisa.

Quanto aos riscos para a bateria veicular em alagamentos, o coordenador explica que a água pode criar caminhos condutivos entre os terminais, gerar curto‑circuito externo, causar descargas rápidas e oxidar conexões. “Se a bateria estiver submersa, existe risco de contaminação do eletrólito, danos irreversíveis às placas internas e comprometimento total da bateria”, esclarece Jean Carlos de Paulo.

Para o condutor de um veículo que passou por alagamento o primeiro passo é não tentar dar partida, em vez disso, a orientação é remover o veículo da área alagada e encaminhar para avaliação técnica. O ideal nessa situação é solicitar uma inspeção completa do sistema elétrico e da bateria em um centro automotivo. A desconexão da bateria deve ser feita somente se houver total segurança.

Veículos eletrificados

Os cuidados com a bateria de chumbo-ácido se estendem também aos veículos eletrificados (elétricos e híbridos) cada vez mais presentes na frota nacional. O coordenador da Clarios ensina que nessa categoria, a bateria de 12V controla sistemas eletrônicos críticos.

“Após o alagamento de um veículo eletrificado, é essencial que a avaliação seja feita por técnicos capacitados, devido à interação com módulos de alta tensão (risco de choque). Mesmo sendo chumbo‑ácido, a bateria secundária atua no gerenciamento dos sistemas essenciais de segurança do veículo”, orienta.

Para que os profissionais possam manusear a bateria de veículos alagados com segurança, as dicas são: sempre usar Equipamento de Proteção Individual - EPIs (luvas isolantes e proteção ocular), certificar‑se de que o veículo está desligado e sem risco elétrico, evitar contato com a água contaminada no compartimento do motor e, principalmente, nunca movimentar ou abrir a bateria se houver sinais de vazamento.

Sinais de problemas

Dificuldade de partida ou falha completa ao ligar o veículo; instabilidade elétrica com falhas em luzes, painéis ou módulos; oxidação visível nos terminais; cheiro anormal ou sinais de vazamento e queda rápida de tensão durante testes são sinais que indicam que a bateria sofreu algum dano.

Para substituir a bateria após uma enchente deve-se realizar um diagnóstico completo, testando a bateria com equipamentos apropriados para confirmar a ausência de curto externo no veículo. A bateria deve ser substituída caso haja qualquer indício de contaminação, oxidação severa ou queda de performance. Feita a troca, é necessário realizar reset ou reconfiguração dos módulos, se o veículo exigir.

Uma dúvida comum é se a bateria veicular submersa pode ser recondicionada e a resposta é não. “A contaminação por água — especialmente água suja — pode comprometer definitivamente as placas internas e o eletrólito. Do ponto de vista de segurança e confiabilidade, a substituição é a única prática adequada”, alerta Jean Carlos de Paulo.

A Clarios, proprietária da marca Heliar, é líder absoluta no mercado brasileiro de baterias, equipando 2 em cada 3 veículos produzidos no país, incluindo veículos leves, pesados e motocicletas. No Brasil, a planta está localizada em Sorocaba (SP) e emprega mais de 1.200 pessoas. Produz baterias automotivas, para motos, para veículos pesados e estacionárias.

SOBRE A CLARIOS

A Clarios é líder global em tecnologias avançadas de baterias de baixa voltagem para mobilidade. Nossas baterias e soluções inteligentes alimentam praticamente todos os tipos de veículos e estão presentes em 1 a cada 3 carros em circulação atualmente. Com cerca de 18.000 funcionários em mais de 100 países, oferecemos profundo conhecimento técnico aos nossos parceiros de pós-venda e fabricantes de equipamentos originais (OEM), além de confiabilidade, segurança e conforto para o dia a dia. Nosso compromisso com o planeta se dá por meio de um rigoroso foco em sustentabilidade, promovendo as melhores práticas do setor e defendendo-as em toda a nossa indústria. Trabalhamos para garantir que 100% dos nossos produtos vendidos sejam recicláveis e reciclamos 8.000 baterias por hora em nossa rede.


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