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Diagnóstico comprometido: como detectar qual sensor está falhando

  • Quinta, 30 Outubro 2025 18:59
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Anna Mattos
  • SEGS.com.br - Categoria: Veículos
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Niterra explica como o defeito em um único sensor pode comprometer o desempenho do motor e gerar diagnósticos equivocados

Nos veículos modernos, os sensores trabalham em conjunto para garantir o bom funcionamento do motor. Por isso, uma falha em apenas um deles pode gerar uma reação em cadeia, afetando outros sistemas e confundindo o diagnóstico. Segundo a NTK marca da Niterra, multinacional japonesa também responsável pela NGK, é comum que defeitos em sensores como o de temperatura (CTS), rotação, MAP ou TPS causem sintomas parecidos, o que leva, muitas vezes, à substituição incorreta de componentes.

“Os sensores trocam informações constantemente com o módulo de injeção. Quando um deles envia uma leitura errada, o sistema interpreta de forma incorreta e ajusta os parâmetros de injeção e ignição, provocando falhas, em outros pontos do motor”, explica Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da Niterra.

Para auxiliar em um diagnóstico mais preciso e apoiar a rotina dos mecânicos profissionais, a NTK detalha os efeitos de falhas em cada sensor, além de fornecer orientações sobre como identificá-los corretamente, ajudando a evitar substituições desnecessárias e garantir o bom desempenho do motor.

Quando o sensor de temperatura falha: o sensor de temperatura do líquido de arrefecimento (CTS) informa ao módulo eletrônico se o motor está frio ou quente, através da correlação direta entre a temperatura do líquido com a temperatura do motor. Quando apresenta defeito, pode indicar uma temperatura incorreta, por exemplo, mostrar que o motor ainda está frio mesmo após o aquecimento.

O sistema, então, injeta mais combustível do que o necessário, elevando o consumo, prejudicando o desempenho e dificultando a partida com o motor aquecido. Esse excesso pode afetar as velas de ignição, o catalisador e até o sensor de oxigênio (sonda lambda), criando uma sequência de falhas difíceis de identificar.

Efeitos de falhas em sensores de rotação, velocidade e MAP: problemas nesses sensores podem causar leituras inconsistentes para o módulo de injeção. Como consequência, o motor perde potência, apresenta dificuldade na partida e pode acender a luz de injeção no painel. O sensor MAP (pressão absoluta), por exemplo, tem papel direto no controle da mistura ar-combustível, onde uma leitura incorreta interfere na determinação da massa de ar que está ingressando no motor, impedindo o ajuste correto da mistura ar/combustível e dificultando a correta queima, reduzindo a eficiência do motor.

Já o sensor de rotação, indica a rotação do motor e posição do primeiro cilindro (PMS – ponto morto superior). A falha no sensor pode impedir o funcionamento do motor ou provocar partidas mais longas quando o motor possui sensor de posição no comando de válvulas (sensor de fase).

3- Quando o sensor TPS falha: O sensor TPS monitora a posição da borboleta do acelerador, informando ao módulo de injeção quanto o “motorista está acelerando”, aplicados em sistemas que possuem cabos de acelerador. Quando apresenta defeito, pode gerar falha em acelerações, perda de potência ou marcha lenta irregular, estas falhas afetam o consumo e o desempenho geral do motor.

Manutenção preventiva faz diferença

Usar o aditivo correto no sistema de arrefecimento, manter a limpeza do circuito e revisar periodicamente os conectores e fios são cuidados que preservam a precisão das medições e evitam corrosão. Essas medidas simples ajudam a prolongar a vida útil dos sensores e do próprio motor, evitando falhas em cascata.

“Os sensores geram diversas informações que são fundamentais para o correto funcionamento dos diversos sistemas eletrônicos do veículo. Qualquer falha em um deles altera o seu funcionamento e até mesmo desabilitam partes dos sistemas eletrônicos. O conhecimento técnico e a atenção aos detalhes são essenciais para um diagnóstico correto”, destaca Mori.

Mesmo essenciais para o funcionamento do veículo, é importante destacar que nem sempre o defeito está no componente. Oxidação, mau contato ou contaminação, chicotes elétricos com falhas e problemas na alimentação dos sensores podem gerar falhas ou erros de leitura, dificultando o correto diagnóstico do sistema. Antes de substituir um sensor, o ideal é verificar todo o circuito elétrico e comparar as leituras com os parâmetros originais de fábrica.

Com esse tipo de orientação, a Niterra reforça seu compromisso em apoiar os profissionais da reparação automotiva, promovendo conhecimento técnico e segurança para o setor. Além de prover ao mercado uma ampla linha de produtos desenvolvidos com a mais alta tecnologia e qualidade, oferece suporte técnico aos reparadores com fácil acesso através de seu SAC.

Sobre a Niterra

A multinacional NGK SPARK PLUG entrou em um processo de expansão e passou a se chamar Niterra Co., Ltd. Fundada em 1936, em Nagoia, no Japão, é a maior fabricante e especialista mundial em velas de ignição, com forte presença em todos os continentes. No Brasil, a empresa atua há 66 anos, conta com cerca de 1.300 funcionários e possui uma fábrica com 625 mil m² em Mogi das Cruzes (SP). Em 2023, a companhia passou a se chamar oficialmente Niterra – a combinação das palavras latinas niteo e terra, que significam, respectivamente, “brilhar” e “planeta terra”. O novo nome é um marco na história do grupo, que expressa o comprometimento em contribuir para uma sociedade mais ambientalmente sustentável e um planeta mais brilhante, bem como reflete tanto a jornada da empresa pela expansão contínua de seu portfólio de negócios quanto as transformações em curso na indústria automotiva, conforme o Plano de Gestão de Longo Prazo NGK SPARK PLUG 2030. As marcas NGK (componentes automotivos) e NTK (sensores) foram mantidas para ambos os negócios.


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