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Reparação De Peça Plástica Na Oficina Automotiva: Os 13 Passos Da Soldagem

  • Terça, 21 Julho 2020 12:17
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Alexandre Carvalho
  • SEGS.com.br - Categoria: Veículos
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CESVI BRASIL explica todas as etapas de uma reparação de peça plástica na oficina de funilaria e pintura – processo que tem vantagens em relação à substituição da peça, que sairia mais cara

O setor automotivo vem experimentando uma incorporação gradual de plásticos na estrutura dos veículos. Hoje, um carro de tamanho médio tem aproximadamente 120 kg de seu peso só em plástico. E na oficina, como é o trabalho com esse material?

“As peças de plástico de um automóvel também podem ser reparadas, em vez de substituídas, o que implicaria um custo maior ao processo de reparação”, explica Emerson Feliciano, gerente sênior de Conteúdo e Desenvolvimento do CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária). “Muito usado na produção dos para-choques, o termoplástico pode ser reparado mesmo quando tiver sofrido ruptura ou trincas.”

As técnicas de reparo podem variar de acordo com o código de identificação de cada plástico. Aqui o CESVI descreve o passo a passo de um reparo de trinca em peça plástica por meio de soldagem com técnicas de adesão.

PASSO A PASSO

1°º - Verifique o código de identificação do plástico, que fica na parte interna da peça.

2º - Limpe a superfície a ser soldada, usando desengraxante antiestático e pano que não solte fibras (pode ser papel também).

3º - Remova a tinta.

4º - Limpe novamente a superfície.

5º - Faça um furo (de 2 mm ou 3mm) no final da trinca para evitar a sua propagação, além de eliminar as tensões internas do material.

6º - Faça um desnível em “V” na parte externa para melhorar a penetração da soldagem. Com a ajuda de um raspador ou de um cortador frontal, a fenda em “V” será chanfrada, aumentando também a zona de contato entre o material de base e o material de entrada. O “V” terá um ângulo aproximado entre 60 e 70 graus, e sua profundidade não será maior que 2/3 da espessura do material. É aconselhável começar com cerca de 10 mm no início da trinca e ir aprofundando progressivamente.

7º - Utilizando um clipador térmico na parte interna da peça, prenda as duas partes da trinca. Esse método alinha a ruptura.

8º - Após o resfriamento, corte as pontas dos grampos com alicate.

9º - Corte uma tela de aço ou alumínio de acordo com o tamanho dos danos.

10º - Com um soprador térmico, faça a fundição da tela no plástico na parte interna da área a ser reparada, usando uma espátula para pressionar essa tela na peça aquecida. Nesse procedimento, use tacos e apoie a peça com a mão para não deformar o plástico.

11º - Com um bocal em forma de cunha, faça a soldagem autógena ao longo de toda a área do reparo. É melhor fazê-la continuamente, deslizando a tocha do início até o final da área chanfrada. O bocal será inclinado, formando um ângulo de cerca de 20 graus com a superfície da peça. Isso torna mais fácil para o ar quente amaciar o plástico, permitindo que o material, em um estado pastoso, seja unido pela pressão exercida pelo próprio bocal. Com essa operação, as bordas da trinca são mantidas alinhadas e unidas, facilitando a soldagem final.

12º - Após a fusão da tela na parte interna, faça a soldagem na parte externa usando vareta de solda plástica. Use o soprador térmico com bico específico para cada soldagem. Preencha a fenda do dano passando quantas camadas forem necessárias.

Essa é a soldagem que fornecerá a resistência mecânica necessária ao reparo. A regra mais importante na soldagem de plásticos é que só é possível soldá-los com o mesmo material, então o primeiro passo será identificá-lo e selecionar o material de entrada correspondente.

13º - Após o resfriamento, faça a raspagem com uma rasquete para remover o excesso de material e dar acabamento ao reparo. E pronto: após esses procedimentos, já é possível começar o processo de preparação e pintura da peça de plástico.

CESVI BRASIL

Fundado em 1994, o CESVI BRASIL (Centro de Experimentação e Segurança Viária) é o único centro de pesquisa brasileiro dedicado à segurança viária e veicular e à reparação automotiva. Foi o primeiro centro de pesquisa com essas características na América Latina e é membro do RCAR (Research Council for Automobile Repairs), uma associação internacional de centros de pesquisa com os mesmos focos de atuação.


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