Como maternidade e finanças estão cada vez mais conectadas no Brasil
Quase metade dos lares já é liderada por mulheres, que priorizam segurança, saúde familiar e continuidade
O avanço do protagonismo feminino na estrutura familiar brasileira tem transformado também a forma como as famílias encaram a proteção financeira. Dados do IBGE mostram que, em 2022, 49,1% dos 72,5 milhões de domicílios do país tinham mulheres como responsáveis (um salto expressivo em relação a 2010, quando elas eram 38,7%). As informações são do Censo Demográfico 2022 e evidenciam uma mudança estrutural no perfil das famílias brasileiras.
Esse novo cenário, que ganha ainda mais relevância no contexto do Dia das Mães, vem acompanhado de uma crescente preocupação com segurança financeira, continuidade da renda e acesso à saúde. Na avaliação de especialistas da Lojacorr Seguros, esse movimento já impacta diretamente o comportamento de contratação de seguros no país.
De acordo com Ana Luísa da Silva, gestora da unidade da Lojacorr Seguros em Florianópolis, a presença feminina como pilar econômico do lar tem impulsionado decisões mais estratégicas. "Hoje, ela se reconhece como um dos pilares de sustentação da família e entende que garantir proteção financeira e acesso à saúde é essencial para trazer segurança e tranquilidade ao futuro dos filhos, independentemente do cenário."
Essa mudança também se reflete no tipo de cobertura buscada. Segundo a especialista, há uma ampliação do olhar sobre o papel do seguro. "Percebi que o foco não é apenas a proteção em caso de morte, mas sim coberturas que garantam a continuidade do lar em vida. Elas buscam muito mais proteção contra doenças graves, invalidez e assistências de saúde", aponta.
A percepção sobre proteção financeira também tende a variar conforme o perfil do contratante. Para Rosangela Duarte, gestora da unidade da Lojacorr Seguros no Pará, o comportamento feminino costuma estar mais associado à prevenção e ao longo prazo. "Muitas mulheres tendem a olhar a proteção financeira com um foco mais preventivo e de longo prazo, muito ligado à segurança da família, estabilidade e continuidade. Já entre homens, ainda aparece com mais frequência uma abordagem voltada a acumulação, investimento e retorno, embora isso esteja mudando bastante", avalia.
Ela destaca ainda que esse olhar influencia diretamente o propósito da contratação. "Em termos gerais, mulheres costumam valorizar mais o propósito da proteção, enquanto homens, muitas vezes, respondem mais a números e retorno financeiro."
Apesar do avanço na conscientização, ainda existem desafios na hora de estruturar um planejamento adequado. Entre os erros mais comuns, Rosangela aponta a visão limitada sobre o papel do seguro e a falta de atualização das coberturas ao longo da vida. "Entre os principais erros que podemos identificar está o de achar que seguro é só morte, e ignorar invalidez, doenças graves e afastamento de renda", afirma a gestora, que também coloca entre os equívocos mais recorrentes o de não revisar o planejamento diante de mudanças familiares.
Como orientação, especialistas reforçam que o seguro deve ser encarado como uma ferramenta de continuidade de renda, e não apenas como indenização pontual. Definir valores que cubram de três a cinco anos das despesas familiares e revisar o planejamento periodicamente são práticas fundamentais para garantir proteção efetiva.
Em um contexto em que cada vez mais mães assumem o protagonismo financeiro dos lares, o planejamento securitário se consolida como um aliado estratégico. Não apenas para momentos de imprevisto, mas para assegurar estabilidade, bem-estar e futuro para toda a família.
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