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NR-1 reforça a importância da saúde e segurança na gestão de riscos empresariais

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*Hugo Godinho

Durante muito tempo, saúde e segurança no trabalho foram tratadas nas empresas como um tema essencialmente técnico e regulatório. O foco estava em cumprir normas, estruturar documentos e garantir aderência às exigências legais. Mas essa abordagem já não é suficiente para a realidade atual das organizações, pois, embora necessária, limita o potencial estratégico do tema.

Hoje, o que está em jogo não é apenas conformidade, mas a capacidade das empresas de estruturar processos consistentes de identificação, análise e gestão de riscos que impactam diretamente o dia a dia da operação, a produtividade e a eficiência das equipes.

Esse movimento fica evidente diante de um cenário cada vez mais desafiador. Dados recentes da Previdência Social indicam que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais em 2025, um dos maiores números da última década. Isso evidencia que parte relevante dos riscos ocupacionais está ligada à forma como o trabalho é organizado, comunicado e executado. Isso reforça que os riscos já não estão apenas no ambiente físico, mas na forma como o trabalho é gerenciado.

Nesse contexto, a NR-1 deixa de ser apenas uma norma estruturante e reforça seu papel como base para a gestão de riscos nas organizações. A atualização recente da norma, por meio da Portaria MTE nº 1.419/2024, amplia o escopo do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) ao incluir fatores psicossociais. Na prática, isso expande o conceito de segurança: não se trata apenas de evitar acidentes físicos, mas de considerar também elementos como sobrecarga, pressão por resultados, falhas de comunicação e ambientes organizacionais pouco claros.

Quando a gestão de riscos impacta a operação

Essa evolução traz uma implicação importante: a gestão de saúde e segurança passa a exigir um olhar mais amplo sobre o funcionamento das empresas, exigindo uma gestão mais integrada e menos fragmentada.

Ambientes onde a informação não circula bem, onde colaboradores não têm clareza sobre processos ou onde há ruído constante na comunicação tendem a gerar mais erros, retrabalho, insegurança na execução das atividades e perda de eficiência operacional. Esses fatores, muitas vezes invisíveis, passam a fazer parte do conjunto de riscos que precisam ser gerenciados.

Por outro lado, quando os colaboradores têm acesso à informação correta, entendem suas responsabilidades e operam em um ambiente com menos ambiguidade, há mais consistência na execução, maior produtividade e menor exposição a falhas.

É nesse ponto que a Comunicação Interna deixa de ser apenas suporte e passa a ter um papel relevante na sustentação da gestão de riscos.

Comunicação na sustentação da gestão de riscos

A NR-1 exige que as empresas identifiquem, registrem e gerenciem riscos. Mas, na prática, isso só acontece quando a informação chega com clareza a quem executa o trabalho, e quando essa comunicação é contínua, estruturada e integrada à rotina de trabalho.

Empresas mais maduras já tratam a Comunicação Interna como um sistema capaz de sustentar a disseminação de diretrizes, garantir alinhamento e reduzir ruídos na operação. Isso permite entender onde estão os gargalos, quais mensagens não estão sendo absorvidas e como isso pode comprometer a aplicação das práticas estabelecidas.

Com o apoio de plataformas digitais — que atuam como hubs estratégicos da jornada do colaborador — e de canais já presentes na rotina dos colaboradores, como o WhatsApp, é possível levar informação crítica para o fluxo do trabalho, reduzir o tempo de resposta e aumentar a aderência às orientações de segurança, melhorando a eficiência operacional com mais rastreabilidade e consistência.

Esse movimento não é sobre canal, mas sobre garantir que a gestão de riscos seja efetivamente aplicada no dia a dia, de forma prática e inserida no fluxo do trabalho.

De obrigação legal à eficiência na prática

A principal mudança trazida pela atualização da NR-1 está no aprofundamento da forma como os riscos ocupacionais devem ser tratados pelas empresas.

Ao ampliar o escopo do que precisa ser observado, especialmente com a inclusão dos fatores psicossociais, a norma exige maior organização, clareza de processos e responsabilidade na condução do trabalho — com impacto direto na eficiência das operações.

Isso significa sair de uma lógica centrada apenas na formalização e avançar para uma gestão que seja efetivamente incorporada à rotina das equipes, sustentada por processos e tecnologia. Nesse cenário, a Comunicação Interna assume um papel central. É ela que conecta diretrizes à execução, traduz orientações em prática e garante que a gestão de riscos não fique restrita aos documentos.

Quando a informação não chega, não é compreendida ou não gera ação, o risco continua existindo, independente da conformidade formal. Por outro lado, organizações que conseguem estruturar bem essa dinâmica tendem a operar com mais controle, previsibilidade, eficiência e consistência na aplicação das normas. Não como objetivo direto da NR-1, mas como consequência de uma gestão mais madura e integrada.

Empresas que não investem em plataformas estruturadas para a experiência do colaborador — entendidas como hubs estratégicos capazes de organizar, integrar e distribuir a informação ao longo da jornada de trabalho — tendem a operar com excesso de canais desconectados, informações fragmentadas e baixa clareza na comunicação. Esse cenário aumenta a sobrecarga cognitiva, eleva o nível de interrupções e dificulta a priorização do trabalho, contribuindo diretamente para o estresse e o burnout. Sem uma camada digital que organize, distribua e contextualize a informação dentro da jornada do colaborador, a própria operação passa a gerar risco — não apenas pela ausência de processos, mas pela forma desorganizada como o trabalho é conduzido no dia a dia.

*Hugo Godinho é CEO da Dialog, HR Tech líder em Comunicação Interna e engajamento no Brasil.


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