Como identificar e combater fake news nas redes sociais, segundo especialista
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Thailize Oliveira
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Conteúdos com forte apelo emocional, bolhas informacionais e baixa checagem de fontes impulsionam a propagação de notícias falsas no ambiente digital
Com a circulação cada vez mais intensa de informações nas redes sociais, o ambiente digital se tornou um terreno fértil para a disseminação de fake news. Mais do que um problema de informação, a desinformação impacta diretamente decisões individuais e coletivas, influenciando comportamentos, opiniões e até questões sensíveis como saúde e política.
As chamadas fake news são conteúdos falsos que se apresentam no formato de notícia, criados para manipular, gerar engajamento ou até lucro. Segundo Renato Cruz, professor do curso de Jornalismo do Senac EAD, a velocidade com que essas informações se espalham está diretamente ligada ao seu apelo emocional. “As pessoas tendem a compartilhar conteúdos que provocam reação imediata, sem refletir ou checar a veracidade. Estudos já mostraram que notícias falsas podem se espalhar até 70% mais rápido do que as verdadeiras”, explica.
Na prática, o avanço da desinformação é impulsionado por diferentes fatores. As bolhas informacionais fazem com que usuários consumam conteúdos alinhados às próprias crenças, enquanto os algoritmos das plataformas priorizam publicações com alto engajamento. Soma-se a isso a baixa alfabetização digital, que dificulta a identificação de conteúdos confiáveis. “Esse conjunto cria um ambiente propício para que informações falsas ganhem escala rapidamente”, afirma o especialista.
Os impactos vão além do ambiente online. Fake news podem influenciar processos eleitorais, intensificar a polarização e até colocar vidas em risco ao divulgar informações incorretas sobre saúde. Muitas dessas narrativas fazem parte de estratégias coordenadas de desinformação, mesmo quando parecem espontâneas.
Para se proteger, o primeiro passo é controlar o impulso de compartilhar. Conteúdos que parecem “bons demais para serem verdade” ou que apelam para teorias conspiratórias devem acender um alerta. A ausência de fonte, data ou origem clara também é um sinal de baixa confiabilidade. “Expressões como ‘o que não querem que você saiba’ são frequentemente usadas para manipular e desacreditar informações confiáveis”, destaca Cruz.
Adotar o hábito de checar fontes é essencial. Buscar veículos reconhecidos, comparar versões e verificar dados antes de compartilhar são práticas que reduzem significativamente a disseminação de conteúdos falsos. Além disso, sair da própria bolha informacional e consumir diferentes pontos de vista fortalece o pensamento crítico e diminui a vulnerabilidade à desinformação.
A responsabilidade também é individual. Cada usuário tem papel ativo na circulação de informações e pode contribuir ou não, para a propagação de fake news. “Quem cria esse tipo de conteúdo conta com a reação emocional das pessoas para ampliar o alcance. Não podemos agir por impulso e nos tornar parte desse processo”, alerta o professor.
Nesse contexto, a graduação em Jornalismo do Senac EAD ganha ainda mais relevância e seguindo todas as novas diretrizes da Nova Política de Educação a Distância do MEC. As inscrições para esse novo título no portfólio da instituição, começarão no dia 27 de abril e vão até o dia 9 de agosto.
Com início previsto para 3 de agosto de 2026, o curso foi desenvolvido para preparar profissionais aptos a atuar com responsabilidade na produção e na verificação de informações, contribuindo ativamente para o combate à desinformação e para o fortalecimento de uma sociedade mais crítica e bem-informada.
Durante a formação, os estudantes aprendem técnicas de apuração, checagem de fatos e verificação digital, como análise de contexto, busca reversa de imagens e validação de fontes. O ensino também estimula o pensamento crítico, a escuta de diferentes perspectivas e o compromisso com a precisão da informação. Para saber mais, acesse o Senac EAD. Para saber mais acesse Senac EAD.
Sobre o Senac EAD
Com 80 anos de educação profissional, o Senac foi pioneiro no ensino a distância no Brasil. A primeira experiência nessa modalidade se deu em 1947 com a Universidade do Ar, em parceria com o Sesc, que ministrava cursos por meio do rádio.
A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo a todo o Brasil e apoiado por mais de 350 polos presenciais para avaliações. Acesse aqui a programação completa de cursos do Senac EAD.
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