Mercado de seguros fortalece ações no combate à violência contra a mulher
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Apesar dos avanços e direitos conquistados pelas mulheres nas últimas décadas, o Brasil continua enfrentando uma grave epidemia de violência de gênero. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que, em 2025, 1.568 mulheres foram assassinadas em razão do gênero, número que representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior. Diante desse contexto, o mercado de seguros pode assumir um papel estratégico, oferecendo produtos, serviços e promovendo iniciativas que protejam mulheres em situação de vulnerabilidade.
Um dos movimentos é o “Corretoras de Seguro contra a Violência Doméstica”, criado pela corretora Letícia Torres, da Santeé Rio Corretora de Seguros, associada ao AECOR-RJ, após tomar ciência de um caso de violência doméstica e descredibilização da vítima de toda uma instituição de seguros.
Para ela, enquanto mulher, ficar calada não era uma alternativa. “Não conheço a vítima mas a sororidade não pode ser seletiva, não posso me calar e aceitar um absurdo desses de braços cruzados”, afirma Letícia Torres.
O movimento ainda está em estruturação, mas já tem apoio de um grupo de profissionais trabalhando de maneira voluntária para construir um projeto que ofereça acolhimento psicológico, profissional e legal às mulheres. “Nosso objetivo é ajudar a vítima a se reerguer 100% e recomeçar a escrever a sua história”, destaca a corretora da Santeé Rio.
Oferecer suportes emocional e orientação jurídica são só algumas das iniciativas para combater a violência de gênero na sociedade. Para Letícia, mudanças culturais são necessárias para enfrentar esse problema. Além de adotar uma política de tolerância zero para agressores, a corretora associada ao AECOR-RJ acredita que criar políticas de acolhimento, escuta e não julgamento são fundamentais. “A nossa força é a nossa união”, ressalta ela.
Ter um lugar seguro pode ser o diferencial para uma mulher se reerguer e se reestruturar. O Grupo AXA disponibiliza o AXA Safe Spaces, uma capacitação para preparar colaboradores, parceiros e comunidades para reconhecer sinais de violência e agir de forma responsável, amparando e orientando as possíveis vítimas.
A companhia também lançou a Assistência Maria, uma iniciativa que oferece suporte jurídico, assessoria especializada e a formação de uma rede de apoio e mecanismos de alerta para mulheres em situação de risco. “O objetivo da iniciativa é justamente criar um canal de apoio acessível e discreto para mulheres que possam estar em situação de vulnerabilidade, conectando-as a serviços de orientação jurídica, apoio emocional e mecanismos de proteção”, afirma Alexandre Campos, VP de RH, Jurídico, Compliance e ESG da AXA.
Segundo Campos, o mercado de seguros tem um papel que vai além da indenização financeira: os agentes do setor lidam todos os dias com riscos que afetam diretamente a vida das pessoas e, por isso, têm a responsabilidade de contribuir para a prevenção e para a construção de redes de proteção.
O executivo enfatiza que a conscientização é essencial. No mercado de seguros, as seguradoras têm alcance junto a empresas, corretores e milhões de clientes, o que permite ampliar o debate sobre ações preventivas, direitos e canais de denúncia. “Campanhas educativas, treinamentos e parcerias com organizações da sociedade civil ajudam a fortalecer a rede de proteção e a reduzir o silêncio que muitas vezes cerca esses casos”, defende Campos.
O VP de RH, Jurídico, Compliance e ESG da AXA ainda comenta que as organizações também devem “olhar para dentro”. De acordo com ele, criar ambientes de trabalho seguros, políticas claras de acolhimento e programas de formação sobre o tema são passos importantes para que o setor seja coerente com o papel que busca desempenhar na sociedade. “Combater a violência contra a mulher exige uma atuação integrada, e o mercado de seguros pode ser parte ativa dessa transformação”, completa Campos.
Como o mercado de seguros tem uma grande capacidade de mobilização e de impacto social, o executivo da AXA explica que outra forma relevante de contribuir para o enfrentamento da violência contra a mulher é a incorporação da perspectiva de proteção nas próprias soluções oferecidas aos clientes, desenvolvendo coberturas e assistências que respondam a riscos sociais relevantes.
Também comprometida com o combate à violência contra a mulher, a Tokio Marine Seguradora anunciou, em março, uma cobertura inédita no mercado de seguros voltada para mulheres em situação de violência doméstica. A iniciativa amplia a cobertura de Despesas com Aluguel do Seguro Residencial, permitindo que mulheres moradoras do imóvel segurado possam se mudar temporariamente e ter o reembolso do novo aluguel por até seis meses ou até o limite contratado, o que primeiro ocorrer.
Além disso, o seguro passa a oferecer Assistência 24h com orientação jurídica sobre a Lei Maria da Penha e medidas protetivas, além de apoio psicológico online. Para utilização, é necessário registrar boletim de ocorrência e acionar o sinistro junto à seguradora.
Quanto a esse lançamento, Magda Truvilhano, Superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine, detalha que o objetivo da companhia é oferecer um recurso que ajude mulheres que precisam deixar o ambiente onde vivem e reorganizar a rotina com mais segurança.
“Como setor, temos um papel relevante que vai além da proteção patrimonial. A violência doméstica é um problema estrutural da sociedade, e o seguro pode contribuir como parte da rede de apoio às vítimas”, afirma. “Isso passa por ampliar o acesso à informação, oferecer coberturas e serviços que apoiem momentos de vulnerabilidade e, principalmente, atuar de forma responsável na orientação e acolhimento”, completa Magda.
Neste primeiro momento, a executiva da Tokio Marine compartilha que a divulgação está concentrada principalmente no mercado de seguros e reforça a função dos corretores de seguros nesse processo. “Temos realizado a comunicação por meio de nossos canais institucionais, materiais técnicos e comunicações voltadas aos corretores de seguros, que desempenham um papel fundamental na divulgação da nova cobertura para os clientes finais”, analisa.
No entanto, a seguradora reconhece que iniciativas como essa pedem um alcance cada vez maior. “Por isso, a Tokio Marine planeja ampliar a divulgação para outras mídias e modelos de comunicação, com o objetivo de dar visibilidade e tornar essa informação cada vez mais acessível para que mais mulheres saibam que podem contar com esse suporte por meio do seguro Residencial Premiado da Tokio”, diz Magda.
Apesar das lacunas no acesso a produtos de proteção, educação financeira e planejamento de longo prazo no Brasil, especialmente no caso das mulheres, o desenvolvimento, por parte das seguradoras, de coberturas específicas voltadas a esse público representa um avanço importante para o mercado como um todo, sobretudo no enfrentamento à violência contra a mulher.
Camila Maximo, presidente da Sou Segura, também acredita que o mercado de seguros é um agente essencial na transformação social e dá destaque aos corretores de seguros, por serem profissionais que acompanham a vida dos clientes por anos, conhecendo histórias, mudanças e desafios.
“Isso os coloca em um papel não apenas técnico, mas também humano. Eles podem ser agentes de percepção, capazes de identificar sinais de vulnerabilidade, mudanças de comportamento ou situações de risco”, observa. “Não se trata de assumir um papel que não é deles, mas de desenvolver sensibilidade, escuta ativa e, principalmente, saber orientar caminhos: seja por meio de soluções de proteção adequadas, seja indicando redes de apoio quando necessário”, acrescenta Camila.
Como nova presidente da Sou Segura, Camila Maximo pretende intensificar a realização de eventos de conscientização sobre o tema. Segundo ela, o combate à violência contra a mulher é um dever coletivo, um assunto que envolve toda a sociedade, e a Sou Segura não se conforma com qualquer forma de silêncio diante dessa realidade.
“Está no propósito da Sou Segura discutir, educar e trabalhar para ter mulheres seguras em todos os sentidos. Nosso papel é provocar o mercado, gerar consciência e construir pontes entre o setor de seguros e causas que impactam diretamente a vida das mulheres”, garante ela.
Camila ainda destaca que gostaria que o mercado de seguros fosse reconhecido como um verdadeiro aliado das mulheres. “Mais do que isso, quero ver um mercado que contribua ativamente para reduzir vulnerabilidades, financeiras, sociais e emocionais, e que ajude mulheres a se sentirem mais seguras para viver, crescer e recomeçar quantas vezes for necessário”, declara. “Se conseguirmos chegar lá, não estaremos apenas vendendo seguros: estaremos transformando vidas”, finaliza a presidente da Sou Segura.
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