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Saúde mental nas empresas ganha novas exigências com a NR-1 e foco na prevenção ao burnout

Saúde mental nas empresas ganha novas exigências com a NR-1 e foco na prevenção ao burnout

Atualização da norma inclui riscos psicossociais no centro da estratégia corporativa e aumenta responsabilidade sobre ambiente de trabalho

A atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes gerais de saúde e segurança no trabalho, passou a exigir que empresas brasileiras identifiquem, avaliem e mitiguem riscos psicossociais no ambiente corporativo. A medida amplia a responsabilidade dos empregadores ao incluir fatores como excesso de carga de trabalho, pressão por metas, jornadas prolongadas e ambientes organizacionais tóxicos entre os pontos que precisam ser monitorados e prevenidos.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que transtornos mentais, como depressão e ansiedade, geram uma perda global de cerca de US$ 1 trilhão por ano em produtividade. Levantamentos da International Stress Management Association no Brasil (ISMA-BR) também mostram que uma parcela relevante dos trabalhadores brasileiros enfrenta níveis elevados de estresse e sintomas de burnout, reforçando a dimensão do problema dentro das organizações.

Carla Martins, vice-presidente do SERAC, hub de soluções corporativas com atuação nas áreas contábil, jurídica, educacional e tecnológica, afirma que a mudança transforma a saúde mental em um eixo estruturante da gestão empresarial. “A norma deixa claro que não basta reagir quando o problema aparece. As empresas passam a ter o dever de identificar riscos e atuar preventivamente. Isso muda a forma como a gestão precisa enxergar pessoas e performance”, diz.

A executiva explica que a exigência inclui a incorporação dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), o que demanda processos mais organizados e acompanhamento contínuo. “Muitas empresas ainda tratam o tema de forma pontual, com ações isoladas. A NR-1 exige consistência, monitoramento e responsabilidade clara sobre o ambiente de trabalho”, afirma.

A adoção de políticas estruturadas de bem-estar também impacta diretamente os resultados. Estudos da Deloitte indicam que iniciativas voltadas à saúde mental contribuem para a redução do turnover, melhora do engajamento e aumento da produtividade das equipes.

Para a especialista, o tema deixou de ser restrito ao RH e passou a influenciar indicadores estratégicos do negócio. “Quando a empresa reduz afastamentos e melhora o clima interno, ela protege sua operação e sustenta crescimento. O cuidado com a saúde mental passa a ter impacto direto no resultado”, explica.

Apesar disso, a implementação ainda levanta dúvidas entre empresários, principalmente sobre como estruturar esse processo de forma consistente. O ponto de partida, segundo a executiva, é o diagnóstico detalhado da operação. “Sem entender onde estão os riscos, qualquer ação será superficial. É preciso mapear a operação, ouvir as equipes e analisar indicadores”, afirma.

Ela também alerta para a escolha de parceiros nesse processo. “Não adianta contratar soluções genéricas ou ações pontuais. O trabalho precisa ter método, continuidade e integração com a gestão da empresa. Caso contrário, vira apenas uma iniciativa isolada, sem efeito real”, diz.

A não adaptação à norma pode trazer consequências relevantes. Além do risco de autuações, cresce a exposição a passivos trabalhistas relacionados a adoecimento mental. Dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST) indicam aumento nas ações envolvendo doenças ocupacionais de natureza psicológica, refletindo maior atenção ao tema no ambiente corporativo.

Para a especialista, a atualização da NR-1 marca uma mudança estrutural na forma como as empresas lidam com a gestão de pessoas. “A empresa que ignora essa pauta tende a enfrentar mais afastamentos, perda de talentos e queda de produtividade. Já quem se antecipa constrói um ambiente mais sustentável e competitivo”, afirma.

Ela reforça que a exigência deve ser interpretada além do aspecto regulatório. “A norma traz uma sinalização clara de que não existe crescimento consistente sem cuidar das pessoas. Empresas que estruturam isso de forma estratégica saem na frente”, conclui.

Sobre Carla Martins

Carla Martins é vice-presidente do SERAC. Atende grandes empresários e personalidades da mídia, direcionando o crescimento sustentável de diversos negócios. Possui qualificação e acredita muito no poder de gestão de negócios e no empreendedorismo feminino.

Como Vice-Presidente do SERAC busca direcionar novos empresários a alcançarem o próximo nível com soluções contábeis, jurídicas e de gestão, impactando positivamente vidas de clientes, parceiros, colaboradores, amigos e familiares. Carla é contabilista formada em Marketing pela ESPM e pós graduada em Big Data e Marketing. Instagram: @soucarlamartins

Sobre o SERAC & BHub

O SERAC é referência nacional em contabilidade, educação e gestão corporativa e BHub, startup especializada em soluções tecnológicas de backoffice. Com mais de 10 mil clientes e presença em todo o território nacional, essa união visa transformar o setor contábil por meio de automação, formação e parcerias estratégicas. Instagram: @sou_serac ou pelo site souserac.com.

Fontes de pesquisa

Organização Mundial da Saúde (OMS)
International Stress Management Association Brasil (ISMA-BR)
Deloitte – Global Human Capital Trends
Tribunal Superior do Trabalho (TST)
Ministério do Trabalho e Emprego – Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1)


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