Especialista alerta que líderes precisam entender as exigências da NR-1
Governo mantém a vigência da norma em maio; executivos precisam entender o valor estratégico da saúde mental nas empresas
A Norma Regulamentadora 1 (NR-1) ganha vigência plena em maio de 2026, obrigando lideranças a gerirem riscos psicossociais como pressão excessiva e ambientes considerados tóxicos de forma estruturada. Regiane Herchcovitch, sócia da Soul HR Consulting e especialista em Cultura e desenvolvimento de lideranças, alerta: “Quando a gente fala de NR-1, estamos falando da base de como as empresas organizam e gerenciam o trabalho”. Para altas lideranças, é hora de elevar a gestão de pessoas a um patamar preventivo e estratégico.
O que muda para executivos?
“A principal mudança recente é justamente a inclusão mais clara dos chamados riscos psicossociais”, explica Herchcovitch, citando excesso de pressão, relações desgastadas e liderança despreparada. Esses fatores, antes percebidos informalmente, agora integram o gerenciamento de riscos, saindo “do campo da percepção e entra no campo da gestão”. Afeta todas as empresas, mas exige de líderes consciência e estrutura para mitigar impactos na performance e retenção.
Lideranças que adotarem a norma sério verão “mais clareza sobre o que se espera, relações mais respeitosas, menos sobrecarga desorganizada e mais abertura para diálogo”, afirma a especialista. O contexto laboral, moldado pelo ritmo e decisões executivas, deixa de culpar indivíduos: A pergunta deixa de ser ‘essa pessoa não aguenta?’ e passa a ser ‘que contexto estamos criando aqui?’ O contexto facilita a confiança e favorece o comprometimento ou ao contrário, afasta e não permite a inovação.
“Riscos psicossociais são os fatores do trabalho que impactam o psicológico e o emocional das pessoas”, como falta de autonomia e conflitos constantes, gerando custos em engajamento. A saúde mental é reconhecida como risco laboral, focando causas organizacionais: “Não se trata de transformar a empresa em um espaço clínico, e sim de olhar para as causas organizacionais” e como diminuir riscos que podem prejudicar inclusive a performance . Líderes devem criar ambientes que sustentem equilíbrio, sem deixar de exigir o melhor de cada um , porque o ser humano gosta de ter essa oportunidade
Prevenção estratégica e papel da liderança
A NR-1 reforça “uma mudança de um olhar reativo, para um olhar mais preventivo e estruturado”, beneficiando resultados empresariais. Herchcovitch enfatiza responsabilidade compartilhada: “O colaborador também tem um papel de protagonismo , sendo responsável em primeira instância, pelo condução do seu equilíbrio físico, emocional e social , mas a atuação das lideranças têm um peso determinante”. Para executivos, maio marca o início de uma gestão intencional que reduz riscos e eleva a performance.
Sobre a Soul HR Consulting
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