Fraude documental preocupa 60% das empresas e acende alerta no setor corporativo
Negócios dos mais variados segmentos, que precisam validar documentos de terceiros, enfrentam um cenário em que os golpes se sofisticaram; No setor de seguros, fraudes chegam a 15% das ocorrências
Empresas que dependem da conferência de documentos de terceiros estão lidando com um problema cada vez mais caro: a fraude documental. No Brasil, mais de 6,9 milhões de tentativas de golpe foram registradas apenas no primeiro semestre de 2025, segundo a Serasa Experian. No mesmo período, 58,5% das empresas afirmaram que a preocupação com fraudes aumentou em um ano.
O desafio é constante nos mais variados setores da economia, entre eles o de educação. No ensino superior, candidatos ao Programa Universidade para Todos (ProUni) e ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), por exemplo, precisam apresentar documentos de identificação, comprovantes de renda e residência, histórico escolar e outros documentos para acessar o benefício. “Todos esses detalhes exigem muito das faculdades”, aponta Willian Valadão, CEO da Dynadok, startup de automação de validação de documentos por inteligência artificial (IA).
Para o ProUni e o Fies, o próprio Ministério da Educação (MEC) alerta que informações falsas podem levar ao cancelamento da matrícula e à devolução dos valores aos cofres públicos. Mesmo assim, em 2025, a Advocacia-Geral da União identificou contas nas redes sociais que ofereciam consultoria para fraudar os benefícios educacionais, enquanto a Polícia Federal desarticulou uma rede de falsificação de diplomas, com pelo menos 33 documentos falsos identificados na primeira leva de buscas e apreensões.
No mercado de seguros, o relatório mais recente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) aponta que, no primeiro semestre de 2025, os sinistros (eventos que geram a obrigação de indenização pela seguradora) ocorridos somaram cerca de R$ 22 bilhões. Desse total, R$ 3,36 bilhões foram classificados como suspeitos de fraude (o equivalente a 15,1% das ocorrências), e R$ 734 milhões acabaram comprovados como fraude.
Segundo Valadão, metade dos clientes que chegam à Dynadok demonstra preocupação direta com fraudes. A proposta da plataforma é combinar diferentes camadas de validação documental para combater possíveis fraudes: análise visual do documento, verificação da estrutura do arquivo, checagem de consistência interna dos dados, detecção de documentos gerados por IA e consulta direta à fonte sempre que houver link, QR Code ou sistema oficial de validação.
De acordo com a Serasa Experian, as organizações realmente têm priorizado a prevenção em camadas: 8 em cada 10 empresas já confiam em mais de um mecanismo de autenticação, índice que chega a 87,5% entre grandes corporações. Na avaliação de Valadão, esse movimento está diretamente ligado à percepção do risco de manter processos manuais.
“As fraudes evoluíram muito e rápido. Estamos falando de documentos adulterados com alto nível de precisão e até conteúdos gerados por IA, que passam facilmente por uma análise visual humana”, afirma o executivo. “A validação em camadas surge justamente como resposta a esse nível de sofisticação das fraudes, combinando diferentes tipos de análise para dar mais segurança à aprovação documental”, conclui.
Sobre a Dynadok – Fundada em 2024, a Dynadok é uma startup de validação documental por Inteligência Artificial. Com tecnologia própria que agiliza processos, reduz custos e elimina os erros manuais na análise de documentos. Disponível para todos os setores da economia, a startup também já conquistou clientes da educação e da construção civil, como Emccamp e Gel Engenharia, e está em negociações avançadas com instituições bancárias, indústria de celulose e o setor de saúde.
Sobre Willian Valadão – Natural de Resplendor (MG) e residente em Recife (PE), Willian é um empreendedor em série formado em Ciência da Computação pela PUC Minas, com pós-graduação em Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral e Gestão de Projetos pelo Instituto de Educação Tecnológica. Ele é fundador e CEO da Dynadok, startup de validação documental por Inteligência Artificial. Antes da Dynadok, idealizou, escalou e vendeu duas startups para empresas de capital aberto: a plataforma de estudos Beduka e a plataforma de recrutamento Peixe 30. Willian também é investidor e sócio da venture builder Aleve.
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