Prejuízo milionário com moto elétrica reforça importância do seguro
As chamas teriam começado na garagem do imóvel, possivelmente durante o carregamento de uma motocicleta elétrica, e causaram prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão. Apesar dos danos materiais, ninguém ficou ferido.
O caso, ainda sob investigação, ilustra um cenário que vem ganhando espaço com o avanço de equipamentos e veículos elétricos no ambiente doméstico e que já impacta diretamente o setor de seguros.
De acordo com Dorival Alves de Sousa, delegado representante da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), “o seguro residencial normalmente cobre incêndios, inclusive os provocados por falhas elétricas”, desde que não haja negligência e que a instalação esteja dentro das normas técnicas.
Ele ressalta que a atenção à instalação é determinante para garantir a indenização. “Se houver irregularidades na infraestrutura elétrica, a cobertura pode ser comprometida”, afirma.
Outro ponto importante é a divisão das coberturas. Segundo o especialista, “o seguro residencial protege a estrutura do imóvel e os bens, enquanto os danos ao veículo devem ser cobertos pela apólice de automóvel”.
Além disso, em situações que envolvem terceiros, como imóveis vizinhos atingidos, pode haver responsabilização do proprietário. “Nesses casos, a cobertura de responsabilidade civil é fundamental”, destaca.
Com o crescimento do uso de carregadores domésticos, o mercado já começa a se adaptar, com seguradoras oferecendo coberturas específicas para equipamentos de recarga. Ainda assim, a recomendação é clara: qualquer alteração elétrica deve ser informada à seguradora.
O episódio reforça que, diante de novos riscos, ter um seguro adequado e manter instalações regulares deixou de ser essencial para a proteção do patrimônio.
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