Por que crescer pode levar PMEs à falência: riscos do crescimento desestruturado
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Gabriel Soares
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Por Luiz Carlos Lima e Eduardo Lopes Sandre, fundadores da Action Consultoria e especialistas em Finanças*
No Brasil, crescer ainda é tratado como sinônimo de sucesso. Para pequenas e médias empresas, aumentar vendas, expandir operação e ganhar escala são vistos como prova de que o negócio está no caminho certo. Mas essa lógica está errada — e pode custar caro.
O país abriu mais de 3,8 milhões de empresas em 2023, segundo o Ministério do Desenvolvimento. Quase todas são micro e pequenas. Ainda assim, cerca de 29% fecham antes de completar cinco anos, de acordo com o Sebrae. E o principal motivo não é falta de mercado ou concorrência. É falta de controle financeiro.
O problema começa quando faturamento é confundido com saúde financeira. Na prática, crescer exige capital. Mais vendas significam mais estoque, mais equipe, mais estrutura e, muitas vezes, mais prazo para receber. Sem planejamento, esse crescimento gera pressão no caixa e cria um descompasso perigoso entre o que a empresa vende e o que ela realmente consegue sustentar. É por isso que muitas empresas quebram justamente no momento em que mais crescem.
Grande parte das PMEs ainda opera sem governança financeira mínima. Decisões estratégicas são tomadas com base em urgência ou intuição, sem clareza sobre margens, rentabilidade ou geração de caixa. O resultado é um crescimento que mascara fragilidades — até que elas se tornem grandes demais para serem corrigidas. Mais de metade das empresas que encerram atividades nos primeiros anos apontam problemas de gestão financeira como causa principal, e ainda assim o tema segue sendo tratado como secundário.
Crescer não é, necessariamente, gerar valor. É possível aumentar faturamento e, ao mesmo tempo, reduzir margem, ampliar risco e deteriorar o negócio. O que separa empresas que escalam das que quebram não é velocidade, é estrutura. Isso passa por profissionalizar a gestão financeira, criar previsibilidade de caixa e tomar decisões com base em dados, não apenas em percepção.
No ambiente atual, continuar tratando crescimento como vitória automática é um erro estratégico. Empresas que não dominam sua estrutura financeira estão, na prática, financiando o próprio risco enquanto acreditam que estão evoluindo. Crescer sem controle não é ousadia — é imprudência. E, no ritmo em que muitas PMEs operam hoje, o problema não é se o crescimento vai cobrar a conta, mas quando.
*Luiz é formado em Administração de Empresas pela USP, com pós-graduação em Finanças (USP/Stockholm University) e MBA pela Thunderbird – American School of International Management (EUA). Executivo com quase 30 anos de experiência em Finanças e RH, atuou como CFO e diretor de RH em empresas nacionais e multinacionais, startups e investidas de fundos de private equity, incluindo Natura, Unilever, Gillette, General Motors e Jequiti.
*Eduardo é formado em Administração de Empresas pela FGV, com MBA pela Thunderbird – American School of International Management (EUA). Executivo com 24 anos de experiência em Finanças, atuou em empresas nacionais e multinacionais, startups e investidas de fundos de private equity, nos setores de indústria, varejo e serviços. Consultor em produtividade, planejamento estratégico e melhoria de processos, com mais de 15 anos em posições executivas liderando projetos de turnaround e implementação de controles. Conselheiro da Companhia Tradicional de Comércio e diretor da Fundação Colégio Visconde de Porto Seguro, entidade educacional com 140 anos de história.
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