Sindicato reforça importância do seguro ao completar 70 anos
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por /Cqcs/Karem Soares
- SEGS.com.br - Categoria: Seguros
O Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (SindsegNNE) celebrou, no dia 9 de abril de 2026, em Recife (PE), seus 70 anos de atuação. O encontro reuniu autoridades, lideranças empresariais e representantes do mercado segurador para destacar a relevância histórica da entidade e discutir os desafios do setor diante das transformações econômicas e sociais do país.
Fundado em março de 1956, a entidade surgiu em um período de forte reorganização produtiva da economia brasileira e, ao longo de sete décadas, consolidou-se como uma das principais instituições de representação do mercado de seguros nas regiões Norte e Nordeste.
Durante a solenidade, o presidente do SindsegNNE, Carlos Luna, destacou a permanência da função essencial do seguro ao longo do tempo: garantir proteção patrimonial, estabilidade às famílias e continuidade das atividades econômicas. “O seguro mantém a mesma essência, que é garantir reposição patrimonial, proteção às famílias e continuidade às empresas atingidas por imprevistos. O setor atua 24 horas por dia, durante todo o ano, oferecendo desde assistências simples até soluções para eventos de alta complexidade. Nosso desafio é ampliar a cultura do seguro, fortalecer a qualificação profissional e preparar o mercado para os próximos 70 anos.”
O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, afirmou que a data comemorativa representa um momento de reflexão sobre o papel do seguro no país. Ele chamou atenção para o chamado “gap de proteção”, apontando que grande parte da população e dos ativos brasileiros seguem da cobertura securitária. Entre os dados apresentados, mencionou que 70% dos automóveis, 85% das residências, 75% da população sem plano de saúde e 97% da área plantada no país ainda não contam com proteção securitária. Para ele, o avanço do setor passa por educação financeira, inclusão e ampliação da cultura do seguro. “Mais do que uma celebração, este momento é também de reflexão. O principal desafio do setor continua sendo reduzir o gap de proteção no Brasil e levar o seguro a um número maior de pessoas. Isso exige avanços regulatórios, educação securitária e inclusão financeira, para que o país desenvolva uma cultura mais sólida de proteção.”
Já o presidente do Conselho Diretor da CNseg, Roberto Santos, enfatizou o valor institucional e social da atividade seguradora. “Trabalhar com seguro é trabalhar com proteção, e isso é uma atividade nobre. Tenho orgulho de dedicar minha trajetória a esse setor e acredito que todos os profissionais que atuam nele também devem se orgulhar do papel que desempenham na sociedade.”
O deputado federal Fernando Monteiro (PSD-PE), ao citar o ambiente de negócios e os empreendimentos de infraestrutura, destacou que o seguro deve ser encarado como instrumento de viabilização e segurança, e não como custo adicional. “O Brasil precisa fortalecer a cultura do seguro. Além de aperfeiçoar a legislação, é necessário ampliar a compreensão sobre a importância do setor e mostrar que o seguro é um instrumento essencial para a segurança de empreendimentos, investimentos e obras estruturantes.”
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, trouxe ao debate a experiência da crise provocada pelas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024, quando o aeroporto de Porto Alegre ficou submerso por cerca de 20 dias. Segundo ele, o episódio evidenciou a necessidade de o Brasil estruturar uma infraestrutura mais resiliente, capaz de responder rapidamente a eventos extremos. “A experiência vivida no Rio Grande do Sul mostrou que o Brasil precisa investir em uma infraestrutura mais resiliente. O seguro tem papel fundamental, pois contribui para respostas mais rápidas, proteção de ativos estratégicos e maior segurança nos contratos de concessão.”
O ex-ministro de Portos e Aeroportos e candidato a deputado federal, Silvio Costa Filho, ressaltou a importância estratégica do mercado segurador para a economia brasileira, sobretudo diante do atual ciclo de concessões e investimentos em áreas como portos, aeroportos, rodovias, ferrovias e saneamento. “O setor de seguros é estratégico para a economia brasileira e para a segurança jurídica dos investimentos. O país vive um ciclo importante de concessões e obras de infraestrutura. E esse é o momento de ampliar o debate sobre a presença do seguro na agenda do desenvolvimento nacional.”
Ao encerrar a solenidade, a mensagem entre os participantes foi a de que, além de comemorar sua trajetória, o SindsegNNE entra em uma nova etapa com a missão de contribuir para a expansão do seguro no país, ampliar a compreensão da sociedade sobre sua importância e fortalecer o papel do setor no desenvolvimento econômico e social do Brasil.
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