Por que muitas empresas ainda não conseguem gerar valor com IA
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Luciana Abritta
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*Por Marco Stefanini
A inteligência artificial se consolidou como parte das estratégias empresariais. Em diferentes setores, seu uso vem mudando a forma como organizações operam, se relacionam com clientes e tomam decisões. Não se trata mais de um movimento pontual ou restrito a áreas específicas, mas de uma mudança que atravessa a estrutura das empresas e passa a influenciar desde atividades operacionais até decisões estratégicas.
Seu impacto aparece no dia a dia. Automatiza tarefas, amplia a capacidade de análise e permite trabalhar melhor com dados que antes estavam dispersos ou subutilizados. Com isso, empresas conseguem ajustar ofertas com mais precisão, responder mais rápido às mudanças e reduzir o tempo entre diagnóstico e decisão. Esse encurtamento de ciclos altera o ritmo da operação e exige maior coordenação entre áreas.Os ganhos existem, mas não são automáticos. Em muitos casos, eles ficam aquém do esperado, mesmo quando há investimento relevante em tecnologia. A diferença entre expectativa e resultado costuma aparecer quando a adoção não está conectada a prioridades claras do negócio.
A dificuldade raramente está na tecnologia. O problema costuma estar na forma como ela é incorporada. Ainda é comum ver iniciativas desconectadas do negócio, com investimento relevante e pouco efeito prático. Projetos começam com ambição, mas sem definição clara de onde devem gerar impacto, quais indicadores devem ser acompanhados ou como serão sustentados ao longo do tempo. Quando isso acontece, a IA vira experimento isolado. Fica restrita a uma área, não se conecta com a operação e perde prioridade diante de outras demandas. Sem integração, o aprendizado não se acumula e os resultados não se sustentam.
O avanço depende de escolhas mais básicas. É preciso definir onde a tecnologia faz diferença, envolver as áreas certas e tratar riscos desde o início. Isso inclui alinhar expectativas, estabelecer critérios de priorização e garantir que as decisões relacionadas à IA tenham responsáveis claros. Governança de dados deixa de ser um tema técnico e passa a influenciar diretamente a execução.
Também exige preparo interno. Equipes precisam entender como usar a tecnologia no contexto do trabalho, não apenas conhecer ferramentas. Isso envolve interpretação de dados, leitura de resultados e capacidade de tomar decisão com base nesses insumos. Processos precisam ser revistos para incorporar novas formas de decisão e execução, o que nem sempre ocorre de forma imediata.
Alguns setores já avançaram mais nesse processo, o que ajuda a entender como esse movimento acontece na prática. No financeiro, o uso de IA aparece tanto na relação com o cliente quanto na operação. Atendimentos mais ajustados ao perfil, decisões mais rápidas e maior controle de risco passam a fazer parte da rotina. Isso se traduz em maior precisão nas ofertas e em respostas mais rápidas em momentos críticos. Na indústria, aplicações ajudam a reduzir perdas, melhorar eficiência e antecipar falhas, com impacto direto na operação e no uso de recursos. Os resultados não vêm da tecnologia isolada, mas da forma como ela entra na operação e passa a influenciar decisões recorrentes. Quando integrada ao fluxo de trabalho, a IA deixa de ser apoio pontual e passa a orientar a execução.
Algumas práticas aparecem com frequência em empresas que conseguem manter esse avanço de forma consistente:
Objetivo definido desde o início: A iniciativa parte de um problema claro, com impacto esperado bem delimitado. Isso permite direcionar esforços e avaliar resultados com mais precisão ao longo do tempo.
Trabalho entre áreas: Tecnologia sozinha não resolve. Negócio, operação e governança precisam participar desde o início, contribuindo para decisões mais alinhadas com a realidade da empresa.
Formação contínua: As equipes precisam acompanhar a mudança. O uso da IA evolui com o tempo, e a capacitação precisa acompanhar esse processo para evitar dependência excessiva de poucos especialistas.
Dados tratados com rigor: Qualidade, segurança e responsabilidade no uso dos dados são condições básicas. Problemas nessa base comprometem a confiabilidade das soluções e limitam sua aplicação.
Processo ajustado à tecnologia: A IA precisa fazer parte da rotina. Quando fica à margem dos processos, o impacto é pontual e difícil de escalar, mesmo quando a tecnologia funciona bem.
Com a ampliação do acesso à tecnologia, a diferença entre empresas tende a aparecer menos na adoção e mais na execução. O acesso se torna comum, mas a forma de uso continua desigual, refletindo diferenças na forma como cada organização estrutura suas decisões.
IA não resolve problemas por conta própria. Ela amplia a capacidade de resolver — desde que esteja conectada ao que a empresa já faz e às decisões que precisam ser tomadas no dia a dia. O crescimento vem dessa combinação: tecnologia aplicada com clareza, integrada ao processo e sustentada ao longo do tempo.
*Marco Stefanini é fundador e CEO global do Grupo Stefanini, consultoria tech global com mindset AI-First.
Sobre o Grupo Stefanini
O Grupo Stefanini é uma consultoria tech global que domina o uso de Inteligência Artificial e cocria soluções sob medida para seus clientes progredirem em sua jornada digital, combinando presença global, ampla expertise técnica e um portfólio completo de serviços. Presente em 46 países, com 23 delivery centers em 5 continentes e mais de 35 mil colaboradores em todo o mundo, a consultoria organiza suas soluções em sete unidades de negócios: Technology, Cyber, Data & Analytics, Financial Tech, Operations, Marketing e Manufacturing, formando um grande ecossistema de inovação que entrega resultados relevantes e duradouros aos seus clientes.
Com diversas plataformas proprietárias de Inteligência Artificial, organizadas principalmente na suíte SAI (Stefanini Artificial Intelligence), o Grupo Stefanini combina dados, automação e IA para impulsionar a transformação de ponta a ponta. O Grupo Stefanini tornou-se referência acadêmica com o case “Criando uma Estratégia de Ecossistema na Era da AI” pela INSEAD e até hoje é estudado em escolas de negócios globais. Para mais informações, acesse stefanini.com.
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