Alta na mobilidade corporativa fortalece mercado de corporate housing
Modelo de moradia corporativa ganha espaço entre empresas que precisam acomodar executivos, expatriados e equipes em trânsito com mais flexibilidade
Com empresas cada vez mais distribuídas globalmente e projetos temporários mobilizando profissionais entre cidades e países, cresce no Brasil a demanda por soluções de moradia corporativa mais flexíveis. O movimento acompanha a intensificação da mobilidade de executivos, consultores e equipes especializadas que permanecem por períodos determinados em diferentes mercados.
São Paulo se consolidou como um dos principais polos dessa dinâmica na América Latina. A cidade concentra sedes regionais de multinacionais, hubs de consultoria e empresas de tecnologia, além de receber profissionais envolvidos em processos de expansão, implantação de operações e projetos estratégicos conduzidos por equipes multidisciplinares.
Tradicionalmente, essa demanda era atendida por hotéis ou pelo aluguel residencial convencional. Hoje, esses modelos mostram limitações diante da dinâmica atual do trabalho. Hotéis costumam ter custo elevado e pouca adaptação para estadias prolongadas, enquanto o aluguel tradicional envolve burocracia, contratos rígidos e maior exposição a riscos operacionais.
Em busca de opções mais flexíveis, escaláveis e eficientes de moradia para suas equipes, empresas estão recorrendo ao corporate housing, modelo que utiliza edifícios residenciais destinados exclusivamente à locação, com gestão profissional e infraestrutura preparada para estadias de médio e longo prazo. Dados da HTF Market Intelligence estimam que o segmento já movimenta mais de US$ 20 bilhões globalmente, com crescimento anual previsto de cerca de 11,6% até 2033.
“Existe um desalinhamento claro entre a dinâmica atual do trabalho e os modelos tradicionais de moradia. As empresas precisam de soluções que sejam tão flexíveis quanto seus próprios modelos de operação”, afirma Cristiano Viola, diretor de Operações da Greystar, líder global no segmento de multifamily. Segundo ele, além de executivos expatriados, cresce a demanda por moradia para equipes completas envolvidas em projetos temporários, como consultorias, tecnologia, infraestrutura e expansão de operações.
A experiência do profissional em mobilidade também passou a ser um fator estratégico para empresas globais. Programas de relocation cada vez mais consideram aspectos como conforto, autonomia e qualidade de vida, o que tem impulsionado soluções de moradia que combinem estrutura residencial com conveniência e serviços.
No Brasil, a Greystar estruturou no último ano uma frente dedicada ao atendimento corporativo, atuando junto a empresas, consultorias de relocation e parceiros imobiliários. A operação já responde por cerca de 30% dos contratos da companhia no país.
A empresa oferece unidades totalmente mobiliadas, com enxoval completo, serviços sob demanda e contratos corporativos flexíveis que variam de 1 a 24 meses, permitindo acomodar desde executivos expatriados até equipes inteiras envolvidas em projetos temporários. Outro diferencial é a possibilidade de contratação corporativa em escala, com múltiplas unidades sob um mesmo contrato e cobrança unificada, o que reduz o esforço operacional de áreas como RH e mobilidade global.
O avanço do corporate housing também reflete uma transformação no mercado residencial, com o crescimento de edifícios concebidos desde a origem para locação profissionalizada, modelo já consolidado em mercados como Estados Unidos e Europa e que começa a ganhar escala no Brasil.
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