Corretores impulsionam crescimento do seguro fiança no Brasil
Impulsionado pela atuação cada vez mais estratégica dos corretores de seguros, o seguro fiança locatícia vive um momento de forte expansão no Brasil. Com o profissional assumindo papel central na orientação do cliente e na conexão com o mercado imobiliário, a modalidade alcançou R$ 2 bilhões em prêmios em 2025, com avanço de 19,7% — bem acima da média do setor.
Nesse cenário, o produto se consolida como uma das principais alternativas ao fiador tradicional e ganha cada vez mais espaço na jornada de locação.
De acordo com Adriano Arruda, diretor de Produtos de Crédito e Soluções para Moradia do Porto Bank, a liderança da companhia no segmento é resultado de uma construção consistente ao longo dos anos. “A liderança do Porto Bank no seguro fiança é resultado de uma construção de longo prazo baseada em especialização no produto, relacionamento próximo com o mercado imobiliário e forte atuação do canal corretor”, afirma.
Segundo ele, a atuação no segmento há mais de três décadas contribuiu para consolidar o seguro fiança como uma solução moderna no país. Atualmente, o Porto Bank soma mais de 460 mil contratos ativos de garantia locatícia, com crescimento de cerca de 8% no último ano.
Além da escala, o executivo destaca o investimento em parcerias e tecnologia como fatores determinantes. “Outro fator relevante é o investimento permanente em parcerias com imobiliárias e na evolução da jornada de contratação, com soluções digitais que tornam o processo mais ágil e seguro”, explica.
Mesmo com a expansão acelerada, especialistas destacam que a sustentabilidade do produto depende de equilíbrio técnico. “A sinistralidade não pode ser considerada baixa se entendermos todo o ecossistema que envolve o produto de Fiança Locatícia. Um produto que devolve à sociedade quase a metade do prêmio arrecadado e ainda nutre a cadeia de distribuição é algo que podemos considerar justo”, pontua Arruda.
Na mesma linha, Magda Truvilhano, superintendente de Produtos RD Massificados da Tokio Marine, avalia que o crescimento recente reflete um momento positivo do setor imobiliário. “O desempenho de 2025 reflete um ciclo muito positivo do mercado de locação no Brasil”, afirma.
Segundo ela, ainda há espaço para expansão. “Entendemos que ainda há espaço para seguirmos crescendo em um ritmo consistente no médio prazo”, destaca.
Apesar do avanço, o seguro fiança ainda enfrenta desafios, principalmente ligados à percepção de valor por parte dos consumidores. “Os principais desafios estão ligados à percepção de valor e ao baixo entendimento do produto. Muitos inquilinos veem o seguro como uma despesa ‘sem retorno’”, explica Magda.
A inovação aparece como um dos principais vetores de crescimento. Tanto Porto Bank quanto Tokio Marine vêm investindo na digitalização da jornada e na integração com o mercado imobiliário.
Arruda destaca o uso de tecnologias para aumentar a segurança e reduzir fraudes. “Temos investido na evolução da experiência de contratação, com processos cada vez mais digitais e ferramentas que facilitam o dia a dia de corretores e imobiliárias”, afirma.
Entre os exemplos estão o uso de biometria facial, integração com plataformas do setor e soluções que vão além da cobertura tradicional, como apoio à gestão de cobrança de aluguéis.
Já Magda reforça o papel da tecnologia na conexão entre os agentes do mercado. “Estamos aprimorando constantemente os nossos processos desde a contratação até o acionamento do sinistro”, explica.
Em meio a esse cenário, o corretor se consolida como peça-chave na expansão do produto. “É ele quem orienta o cliente, conecta o produto às necessidades do mercado e ajuda a ampliar a penetração da modalidade”, afirma Arruda.
Com um público cada vez mais digital e exigente, a tendência é que o seguro fiança ganhe ainda mais relevância. “Uma tendência relevante é a ascensão de um público mais jovem, que valoriza processos rápidos, simples e totalmente digitais”, destaca Magda.
Com isso, o produto deixa de ser apenas uma alternativa ao fiador e passa a ocupar um papel central em um novo modelo de moradia mais flexível, conectado e alinhado às transformações do comportamento do consumidor.
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