Exaustão no trabalho diminui com práticas de psicologia positiva entre líderes femininas
Descubra como o uso de forças de caráter e o desenvolvimento de soft skills ajudam mulheres em cargos de decisão a manter a alta performance sem abrir mão da saúde emocional.
O cenário corporativo atual apresenta desafios severos para a saúde mental, especialmente entre mulheres em cargos de alta gestão. Dados da consultoria McKinsey, em parceria com a LeanIn.org, apontam que 43% das líderes femininas relataram sentir sinais de burnout, em comparação a 33% dos homens no mesmo nível hierárquico. Esse desgaste excessivo reflete a pressão por resultados imediatos somada às jornadas múltiplas, exigindo estratégias mais eficazes do que o simples gerenciamento de tempo para garantir a continuidade da performance sem o comprometimento da integridade emocional.
Para reverter essa tendência, o foco tem se deslocado para a identificação e o uso intencional das forças de caráter. De acordo com Renata Livramento, o autoconhecimento profundo permite que a executiva pare de lutar contra as próprias fraquezas e passe a investir no que possui de melhor. "Quando uma gestora compreende quais são suas virtudes e forças pessoais, ela deixa de operar no modo de sobrevivência e passa a liderar com fluidez, reduzindo drasticamente o peso psicológico das decisões cotidianas", explica a especialista em gestão de saúde corporativa.
A aplicação prática da psicologia positiva no ambiente de decisão vai além do otimismo simplista, tratando-se de um desenvolvimento rigoroso de competências comportamentais. Ao cultivar as chamadas soft skills, como a empatia e a resiliência, as mulheres conseguem estabelecer limites claros e construir redes de apoio sólidas. A doutora em administração ressalta que essa mudança de postura é o que diferencia o sucesso temporário da carreira sustentável a longo prazo, protegendo o capital humano mais valioso da organização.
O reconhecimento dos seus pontos fortes atua como um fator de proteção ao esgotamento severo. A psicóloga observa que muitos profissionais chegam ao topo da hierarquia ou chegam à alta liderança acompanhados do cansaço. "A exaustão muitas vezes não vem apenas do volume de trabalho, mas da desconexão entre quem a líder é e o papel que ela acredita que precisa desempenhar. A ciência nos mostra que usar as forças de assinatura no trabalho aumenta o engajamento e a satisfação pessoal", afirma Renata.
Essa nova abordagem transforma a cultura organizacional ao substituir o foco no gap, no erro, na falha, e na postura de comando e controle, pelo florescimento das habilidades individuais e coletivas. Líderes que adotam esses conceitos não apenas protegem a própria saúde, mas também inspiram suas equipes a buscarem um desempenho mais equilibrado e humanizado. Segundo a especialista, o impacto é direto na retenção de talentos e na redução do absenteísmo nas empresas, criando um ciclo virtuoso de produtividade que respeita os limites biológicos e mentais.
Ao integrar os pilares do bem-estar às rotinas de alta pressão, o mercado começa a entender que a vulnerabilidade e a força podem coexistir. Para Renata Livramento, o futuro da gestão feminina reside justamente nessa capacidade de aliar a inteligência emocional aos indicadores de negócio. "Vencer a exaustão exige a coragem de olhar para dentro e a técnica para aplicar esse aprendizado no dia a dia da empresa, garantindo que a ascensão profissional não se torne um caminho sem volta para o hospital", conclui.
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