Seguro ajuda cidades a se prepararem para eventos extremos, aponta debate
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No novo episódio do Conversa Segura, do canal SeguroPod, a jornalista Leila Sterenberg conduz uma análise aprofundada sobre um dos temas mais urgentes da agenda contemporânea: como preparar cidades, governos e a sociedade para o avanço dos eventos climáticos extremos.
Participam da conversa Goret Paulo, diretora de Pesquisa e Inovação da FGV e conselheira do Instituto de Inovação em Seguros e Resseguros, e Luciana Dall’Agnol, especialista em Sustentabilidade e Seguros. Juntas, elas discutem, com base em evidências e experiências concretas, os caminhos para transformar risco climático em estratégia de resiliência.
O episódio parte de uma pergunta central: é possível se preparar para o imprevisível? A resposta passa por planejamento, dados, inovação e, sobretudo, pelo papel estruturante do setor segurador.
Ao longo da conversa, são abordados temas-chave para a agenda pública e privada:
⦁ O conceito de cidades resilientes e sua relação com sustentabilidade, adaptação e mitigação climática.
⦁ O aumento da frequência e intensidade de eventos extremos (como enchentes, secas e ondas de calor) e seus impactos diretos sobre infraestrutura, economia e qualidade de vida.
⦁ O papel do seguro como instrumento de proteção, reconstrução e aceleração da recuperação pós-desastres.
⦁ A importância de políticas públicas baseadas em dados para orientar decisões e reduzir vulnerabilidades.
⦁ O uso de inteligência climática, modelagem de riscos e criação de indicadores para apoiar municípios.
⦁ A integração entre setor público, setor privado e sociedade civil por meio de mecanismos como blended finance.
⦁ Soluções inovadoras, como seguros para infraestrutura urbana, programas de adaptação e instrumentos de proteção para populações vulneráveis.
⦁ O desafio da inclusão securitária e a necessidade de educação em risco e proteção financeira.
⦁ A relevância do setor de seguros também para o agronegócio, diante da volatilidade climática.
O episódio, gravado na Casa do Seguro, em Belém, durante a COP30, também apresenta uma visão prática sobre como estruturar cidades mais preparadas, desde investimentos em drenagem urbana e saneamento até programas de habitação social que reduzam a exposição a áreas de risco. A discussão evidencia que resiliência climática não é apenas uma agenda ambiental, mas uma estratégia econômica e social.
Entre os destaques, Goret Paulo enfatiza a centralidade dos dados na formulação de políticas públicas eficazes, enquanto Luciana Dall’Agnol reforça o papel do seguro como ferramenta essencial para aliviar a pressão sobre orçamentos públicos e garantir continuidade econômica após eventos extremos.
Mais do que indenizar perdas, o setor segurador é apresentado como agente ativo na transformação das cidades, incentivando melhores práticas de construção, planejamento urbano e adaptação climática.
O episódio encerra com recomendações diretas para gestores públicos: investir em dados, planejamento e instrumentos de proteção é decisivo para enfrentar o “novo normal” climático com mais eficiência e menor custo social.
? Dê o play e entenda como o seguro pode ser protagonista na construção de cidades mais resilientes, sustentáveis e preparadas para o futuro.
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