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O que esperar do mercado de energia no Brasil em 2026

  • Segunda, 30 Março 2026 15:34
  • Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por  Marília Cardoso
  • SEGS.com.br - Categoria: Seguros
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Por Alexandre Pierro

Ondas de calor recordes, fortes tempestades, tornados e crises hídricas. Eventos como esses estão se tornando cada vez mais frequentes, mostrando que o setor energético já sente, na prática, os efeitos de um planeta em transformação. E é justamente diante dessas intensas variações climáticas que as empresas do setor precisam, urgentemente, repensar sua matriz energética e modelo de gestão, propondo novas formas inovadoras de atender à necessidade da população mundial sem agravar, ainda mais, o equilíbrio ecológico.

A demanda global de energia, segundo um relatório divulgado pela AIE (Agência Internacional de Energia), aumentou 2,2% em 2024, quase o dobro da média anual da última década - impulsionada, dentre tantos fatores, pelas altas temperaturas, maior demanda industrial e expansão da inteligência artificial, a qual consome grande quantidade de energia em suas operações.

Para que se adequem a essa realidade, veja a seguir algumas tendências que devem acompanhar e se preparar:

#1 Energias renováveis: elas deixaram de ser uma promessa futurista e se tornaram o principal vetor de crescimento do setor elétrico global, sendo um elemento central para a transição energética diante dos desafios climáticos e da demanda crescente. Hoje, a China se destaca como um dos países que mais investem nessas fontes. No Brasil, também temos forte potencial de exploração, principalmente em energias fotovoltaicas microgrid e eólica, com foco na região Nordeste.

#2 Manual da ANEEL: na intenção de padronizar e orientar procedimentos no setor elétrico brasileiro, este manual faz com que essas empresas tenham um olhar mais criterioso a respeito de sua governança, como parte integral de seu portfólio de inovação. E, para ajudá-las nesse sentido, existem diversas metodologias reconhecidas internacionalmente, como a ISO 27001, capaz de auxiliar as organizações a manterem uma gestão eficaz mesmo diante de um cenário global marcado por incertezas e ameaças constantes.

#3 Computação quântica: essa prestação de serviços permitirá a realização de simulações em um tempo muito mais veloz do que ocorre atualmente – o que, para o setor de energia, será extremamente vantajoso, de forma que as empresas consigam aplicá-la em suas pesquisas de desenvolvimento (PD&I) com bem mais agilidade, testando, por exemplo, novos tipos de projetos, infraestrutura e redes para geração e transmissão de energia. Apenas no primeiro trimestre de 2025, como prova disso, foram acumulados mais de US$ 1,25 bilhão em investimentos nessa tecnologia, segundo o Relatório Global da Indústria de Tecnologia Quântica.

#4 Mudanças climáticas: cada vez mais frequentes e intensas, acabam aumentando, inevitavelmente, o consumo de energia pela população, além de também prejudicarem redes de transmissão em casos de chuvas fortes e ventanias, como exemplo. Insistir nos mesmos moldes é fatal para a continuidade de problemas quanto a esse fornecimento, sendo urgente a busca por novos e melhores projetos apoiados por uma governança eficaz que assegure este bom desempenho a longo prazo.

A entrada do ano de 2026 exige decisões mais rápidas, estratégicas e conscientes pelo setor energético, garantindo sua resiliência e sustentação de crescimento. Sem uma governança por trás deste novo mindset, será cada vez mais difícil mitigar impactos graves à população e ao meio ambiente. O futuro não aguarda, e exige atitudes inovadoras desde já.

Alexandre Pierro é mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.


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