96% das empresas brasileiras já investem em segurança da informação
Levantamento da BugHunt revela que o desafio para 2026 não é investir mais, mas operar segurança com eficiência e continuidade
A segurança da informação deixou de ser um projeto pontual e passou a ocupar um lugar permanente na estratégia das empresas brasileiras. É o que mostra a 4ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação, realizada pela BugHunt, empresa pioneira em programas colaborativos de Bug Bounty na América Latina, que revela que 96% das companhias já investem na área.
Mais do que confirmar a ampla adoção, o estudo indica uma mudança importante no debate corporativo: com a segurança já instalada, o diferencial competitivo passa a ser a capacidade de sustentar esses investimentos de forma contínua, eficiente e integrada à operação do negócio.
“Hoje, a pergunta não é mais se a empresa investe em segurança, mas se ela consegue operar essa segurança com previsibilidade, priorização e impacto real na redução de risco”, afirma Caio Telles, CEO da BugHunt.
Segurança entra em um novo estágio de maturidade
Nesta quarta edição, a pesquisa avançou justamente sobre esse novo estágio de maturidade. O estudo ouviu mais de 70 empresas de diferentes portes e setores, com predominância do segmento de tecnologia, que representa 37% da amostra. Mais da metade das organizações participantes atua há mais de 20 anos no mercado, e os respondentes ocupam cargos diretamente ligados à tomada de decisão, como CISOs, gestores de segurança, líderes de tecnologia e CEOs.
Esse perfil ajuda a explicar outro dado relevante: 67% das empresas afirmam investir em segurança da informação há mais de cinco anos, o que muda completamente a expectativa sobre a área.
“Quando o investimento já é recorrente, o foco deixa de ser implementação e passa a ser governança, eficiência e capacidade de evolução sem gerar novos riscos”, explica Telles. “É nesse ponto que a segurança precisa funcionar como operação, não como uma sequência de iniciativas isoladas.”
Melhoria contínua lidera prioridades para 2026
O levantamento mostra que essa mudança de mentalidade se reflete no planejamento para os próximos anos, onde 61% das empresas apontam a melhoria contínua como a principal prioridade em segurança para 2026, à frente de ações mais reativas, como resposta a incidentes ou recuperação pós-ataque.
A pesquisa revela que segurança passa a ser tratada como um processo permanente, que precisa funcionar bem todos os dias, com controles ativos, correções frequentes e redução progressiva de riscos, e não apenas como resposta à crise.
Regulação e orçamento pressionam por eficiência
A influência das exigências regulatórias também reforça esse movimento. Para 91% das empresas, normas como a LGPD influenciam diretamente as decisões e os investimentos em segurança, tornando o tema parte estruturante do planejamento corporativo.
Ao mesmo tempo, o orçamento não cresce no mesmo ritmo para todos. 39% das empresas não pretendem aumentar os investimentos em segurança em 2026, enquanto outra parcela projeta aumentos moderados. Esse cenário pressiona as organizações a buscarem mais eficiência, automação e retorno sobre o investimento, priorizando iniciativas que tragam ganhos contínuos e mensuráveis.
Nesse contexto, tecnologias como Inteligência Artificial, automação, orquestração e arquiteturas Zero Trust ganham espaço no planejamento dos próximos anos. Modelos como Bug Bounty também aparecem como complemento estratégico, 79% dos respondentes afirmam conhecer o modelo, e mais da metade se declara promotora da abordagem.
O fator humano segue como principal ponto de atenção
Apesar da maior maturidade estrutural, os incidentes mais recorrentes continuam explorando o elo mais sensível das operações. Phishing e Vishing lideram os ataques relatados, seguidos por falhas de autenticação e exploração de vulnerabilidades. O dado reforça que o desafio não está apenas na adoção de tecnologia, mas na consistência de processos, identidade, controle de acesso e comportamento funcionando de forma consistente.
Segurança como diferencial operacional
A 4ª Pesquisa Nacional de Segurança da Informação aponta um recado claro para 2026: quando quase todas as empresas já investem em segurança, o diferencial deixa de ser técnico e passa a ser operacional.
“A maturidade em segurança não se mede pela quantidade de ferramentas, mas pela capacidade de sustentar a rotina, corrigir rápido e evoluir com método”, conclui Telles. “Segurança virou continuidade, e continuidade exige gestão.”
Sobre a BugHunt
A BugHunt é uma empresa de cibersegurança referência em Bug Bounty, programa de recompensa por identificação de falhas. Pioneira na modalidade no Brasil, une uma comunidade de mais de 25 mil especialistas a marcas comprometidas com a segurança da informação e privacidade de dados. Criada em 2020 pelos irmãos Caio e Bruno Telles, a BugHunt é responsável por democratizar o acesso à segurança digital e garantir proteção antecipada por meio da identificação de vulnerabilidades que colocam em risco a operação de organizações de diferentes setores de atuação, como OLX, WebMotors e Tim do Brasil.
Compartilhe:: Participe do GRUPO SEGS - PORTAL NACIONAL no FACEBOOK...:
<::::::::::::::::::::>