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Uso de IA generativa melhora qualidade técnica no Direito, dizem 91% dos profissionais

Levantamento com mais de 1.800 profissionais indica que adoção da tecnologia já é rotina no setor jurídico, com ganhos de produtividade, confiança e qualidade nas entregas

A inteligência artificial generativa vem se consolidando como uma aliada estratégica no setor jurídico. Segundo o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito Edição 2026, 91% dos profissionais afirmam ter percebido melhora na qualidade técnica do trabalho após incorporar ferramentas de IA à rotina. Além do impacto na qualidade das entregas, o estudo mostra que a tecnologia já faz parte do dia a dia da maioria dos profissionais. Atualmente, 77% dos respondentes utilizam inteligência artificial generativa ao menos uma vez por semana em suas atividades.

O levantamento também aponta um alto nível de confiança no uso da tecnologia. Ao todo, 94% dos participantes dizem confiar na inteligência artificial para apoiar tarefas jurídicas como pesquisa, organização de informações, análise de documentos e elaboração de conteúdos. Ainda assim, o uso da tecnologia vem acompanhado de cautela: 85% dos respondentes afirmam realizar algum tipo de validação antes de utilizar os resultados gerados.

A economia de tempo aparece como outro benefício relevante. Segundo o relatório, 84% dos profissionais relatam economia de tempo com o uso da IA generativa. Entre eles, 37% afirmam que conseguiram economizar entre dois e cinco dias de trabalho por mês, o que representa de um a dois meses de trabalho por ano.

Resultados à altura das expectativas

A percepção de valor também aparece quando os profissionais comparam a experiência real com suas expectativas iniciais. Para 84% dos respondentes, os resultados obtidos com o uso da IA atenderam ou superaram o que imaginavam no início da adoção da tecnologia.

A geração de resultados com o uso de IA no Direito está diretamente ligada à capacitação dos profissionais (58%) e ao uso de ferramentas específicas para o setor (52%). 37% das organizações já contam com o uso de IA institucionalizado, com políticas formais, manuais de conduta e diretrizes éticas, ou ainda estão em fase de planejamento ou implementação. Organizações que possuem orçamento dedicado para contratação de ferramentas de IA e/ou capacitação possuem 93% de seus colaboradores dentro do perfil de usuários frequentes de IA Generativa. A adoção individual de IA ainda permanece expressiva: 55% dizem utilizar ferramentas de IA por conta própria e não institucionalizada, fenômeno conhecido como shadow IT, quando soluções tecnológicas são adotadas sem validação formal das organizações, o que reforça a necessidade de atenção a riscos relacionados à governança, segurança da informação e uso responsável da tecnologia.

A pesquisa foi realizada em parceria entre Jusbrasil, as seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além da Trybe e ITS Rio. A iniciativa busca acompanhar a evolução da inteligência artificial no setor jurídico e fomentar um debate qualificado sobre seus benefícios, limites e desafios.

Para Luiz Paulo Pinho, cofundador do Jusbrasil, os dados refletem uma transformação consistente na prática profissional. “Os dados reforçam uma tendência crescente no setor jurídico: a integração entre tecnologia e prática profissional não apenas aumenta a eficiência das atividades, mas também contribui para elevar o nível técnico das entregas realizadas por advogados e demais operadores do Direito”, afirma.

Para João Victor Archegas, coordenador no ITS Rio, não existe uso ético da IA sem capacitação adequada, realidade essa que está refletida mais uma vez nos dados da pesquisa. “Fica ainda mais claro, seguindo a tendência já verificada em 20205, que o profissional de Direito entende que a capacitação é essencial para garantir o uso seguro da tecnologia, evitando distorções e mitigando riscos reputacionais”, afirma.

“O profissional do Direito já abraçou a IA, mas os dados mostram um descompasso preocupante: a inovação está acontecendo 'fora do radar' das organizações. É imprescindível e urgente que as lideranças assumam o controle dessa narrativa. O relatório comprova que o resultado real com a IA não acontece por acaso, mas de um ambiente que incentive o uso, garanta governança e invista em qualificação. Capacitar equipes é o alicerce para que o avanço não seja apenas rápido, mas principalmente responsável, produtivo e focado no que o ser humano faz de melhor: a estratégia e o relacionamento com clientes”, finaliza Matheus Ganem, CEO da Trybe.

Metodologia

A pesquisa contou com ampla participação voluntária e reuniu mais de 1.800 respondentes, entre advogados, estudantes e outros operadores do Direito de todas as regiões do país. O volume de respostas confere ao levantamento nível de confiança de 95%, com margem de erro de 2%, permitindo uma leitura representativa do cenário brasileiro em relação ao uso e às perspectivas da IA generativa no setor jurídico.

Os dados primários foram coletados por meio de um formulário distribuído nos canais digitais das seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil nos estados de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo, além das plataformas e redes das instituições parceiras Jusbrasil, Trybe e ITS Rio.

Para conferir a análise completa e os dados inéditos do estudo, acesse gratuitamente o relatório no site.


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