Chad Hesters, presidente global da Boyden, destaca admiração por executivos brasileiros em série de palestras
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Luciana Lima
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Para Hesters, atual cenário geopolítico tem impacto direto na maneira como a alta liderança se movimenta nas empresas e os brasileiros possuem vantagens como alta adaptabilidade em ambientes instáveis
Tensões geopolíticas, avanço do nacionalismo econômico, reconfiguração das cadeias de suprimento e a aceleração tecnológica vêm alterando como e onde as empresas operam, mas também quem as lidera. A figura do “executivo global”, com mobilidade irrestrita e atuação padronizada em diferentes mercados, está dando lugar a um novo perfil de gestão, de acordo com o CEO e presidente global da consultoria Boyden, Chad Hesters. O executivo acaba de realizar uma série de palestras exclusivas para o Brasil, em comemoração aos 80 anos da organização.
Ao olhar para um mundo mais fragmentado, Hesters vê crescer a demanda por líderes que estejam inseridos em contextos locais, com ampla capacidade em navegar por ecossistemas políticos, regulatórios e institucionais específicos. “O resultado é uma mudança clara de paradigma. As empresas precisam cada vez mais de líderes locais, com capacidade de leitura política e institucional, e não apenas de executivos com experiência global genérica”, afirma.
Nesse cenário, a mobilidade internacional de talentos começa a perder força. Restrições migratórias mais rígidas, sanções econômicas e preocupações com segurança nacional têm limitado a circulação de profissionais altamente qualificados. Ao mesmo tempo, governos passaram a priorizar soberania econômica e controle da força de trabalho, tornando os fluxos de talentos mais imprevisíveis e onerosos.
Novas habilidades
Segundo Hesters, o cenário mudou também as competências que se espera dessa liderança. “Estamos provavelmente no momento de maior velocidade de mudança da história recente, considerando variáveis políticas, econômicas, sociais e tecnológicas”, diz. E completa: “a capacidade de reagir rapidamente passou a ser condição de sobrevivência para um executivo”.
Para ele, a liderança contemporânea exige uma combinação de novas competências, em especial o que chama de “agilidade estratégica”. “Não se trata apenas de uma exigência das grandes multinacionais. Mesmo as empresas familiares ou de pequeno porte enfrentam um nível de complexidade alto, que exige lideranças capazes de tomar decisões ágeis diante de um cenário global com mudanças ocorrendo a cada minuto”, defende o executivo.
Outro diferencial crescente é o que Hesters define como “inteligência cultural”, ou seja, a capacidade de operar entre diferentes culturas, compreender modelos distintos de tomada de decisão e construir relações de confiança em múltiplos contextos.
“Se há uma década essa habilidade era periférica, hoje, figura entre as mais valorizadas na alta liderança”, diz. Para ele, “liderar talentos ganhou uma nova dimensão. Além de promover diversidade, ajuda a construir equipes distribuídas globalmente, desenvolver lideranças locais e criar culturas inclusivas capazes de sustentar operações em múltiplas geografias”.
Hesters ressalta que o papel do executivo passou a envolver um ecossistema muito mais amplo ao longo dos anos, que inclui reguladores, comunidades, ONGs e até grupos informais que influenciam a reputação corporativa. “Ao mesmo tempo, a gestão de riscos se tornou mais sofisticada. Conselhos de administração enfrentam dificuldades para acompanhar a velocidade das transformações, especialmente no que diz respeito à interseção entre geopolítica e tecnologia”, pontua.
Vantagem brasileira
É nesse aspecto que executivos de mercados emergentes como o Brasil podem se destacar, na visão do presidente da Boyden. A experiência em ambientes marcados por instabilidade econômica, volatilidade cambial e complexidade regulatória tornou-se fundamental para a estratégia.
Líderes com essa trajetória tendem a apresentar maior adaptabilidade, capacidade de operar em contextos ambíguos e gerenciar múltiplos stakeholders. “Sou um grande admirador de executivos brasileiros. Na minha experiência, eles costumam apresentar um conjunto de competências muito alinhado a esse cenário global”, conclui.
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