Faturamento das PMEs recua 0,2% em fevereiro, aponta IODE-PMEs
Índice consolida a desaceleração em 2026 em relação ao desempenho do final de 2025
- Comércio e Serviços, principais setores do mercado em termos de números de empresas, seguem em terreno negativo
- Indústria foi o único grande setor no campo positivo no mês, com o faturamento real avançando 4,9% YoY.
- Setor de Infraestrutura tem queda de 16% YoY em fevereiro, refletindo o fraco desempenho da construção civil.
O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs) indica que a movimentação financeira média real das pequenas e médias empresas brasileiras permaneceu praticamente estável em fevereiro (-0,2% YoY), na comparação com o mesmo mês de 2025. O resultado consolida o movimento – que já havia sido sinalizado em janeiro – de que o mercado de PMEs perdeu fôlego no início do ano na comparação com os resultados verificados no final do ano anterior (+6,4% YoY no 4T2025).
De acordo com Felipe Beraldi, Economista da Omie, líder em sistema de gestão para PMEs, o mercado de pequenas e médias empresas permanece altamente sensível à evolução da confiança de consumidores e empresários. “Isso ocorre apesar da sustentação do crescimento dos rendimentos reais do trabalho, cerca de 13% acima do nível pré-pandemia, e do baixo patamar da taxa de desemprego. Essa confiança tem sido afetada pelas incertezas do cenário internacional, com destaque para a eclosão da guerra no Irã, e pelo elevado nível de endividamento das famílias no país”, analisa.
Em fevereiro de 2026, o Índice de Confiança do Consumidor da FGV (ICC-FGV) voltou a recuar na margem (-1,2 p.p.), após queda já registrada em janeiro (-1,8 p.p.), refletindo a piora das expectativas quanto à situação financeira futura das famílias. Com isso, mesmo com a perda de fôlego da inflação no país nos últimos meses – IGP-M acumulado em 12 meses até fevereiro/26 recuou 2,67% - o faturamento real das PMEs, medido pelo IODE-PMEs, segue em terreno negativo no primeiro bimestre de 2026 na maioria das atividades econômicas analisadas.
No setor de Serviços, o faturamento real das PMEs permaneceu praticamente estável (-0,2% YoY) em fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2025, após a queda registrada no mês anterior (-2,2% YoY em janeiro/26). No mês, o resultado foi parcialmente sustentado pelo desempenho positivo dos subsetores ‘Atividades profissionais, científicas e técnicas’ e ‘Informação e comunicação’. Por outro lado, houve retração em segmentos relevantes, como ‘Transportes’ e ‘Alojamento e alimentação’.
Já no Comércio, a queda do faturamento médio real se intensificou em fevereiro, atingindo -8,5% na comparação anual, após retração de -4,4% em janeiro. Entre os principais segmentos do setor, o recuo foi disseminado tanto no varejo (-9,8% YoY) quanto no atacado (-5,6% YoY). No caso das PMEs do varejo, poucas atividades apresentaram desempenho destoante do movimento setorial e avançaram no período, com destaque para ‘varejo de artigos de joalheria e relojoaria’ e ‘supermercados’.
O setor de Infraestrutura, por sua vez, voltou ao campo negativo em fevereiro, com retração expressiva de 16% na comparação anual. O resultado reflete o fraco desempenho de segmentos relevantes do universo de PMEs ligados à construção civil, como ‘obras de infraestrutura’ e ‘serviços especializados para construção’. A manutenção das taxas de juros em patamares historicamente elevados, somada à volatilidade recente dos índices de confiança, tem prejudicado a evolução da cadeia da construção de forma geral.
PMEs industriais voltam a se destacar
Na contramão do fraco desempenho da maioria dos grandes setores da economia, as PMEs industriais voltaram a se destacar em fevereiro, com crescimento de 4,9% do faturamento real na comparação anual — o décimo mês consecutivo de expansão nessa base de comparação. A performance positiva no último mês também se mostrou relativamente disseminada entre os segmentos acompanhados pelo IODE-PMEs: dos 23 subsetores da indústria de transformação, 15 registraram crescimento do faturamento real, com destaque para ‘couro e calçados’, ‘produtos de madeira’ e ‘papel e produtos de papel’.
Em termos gerais, o resultado agregado do IODE-PMEs em fevereiro (-0,2% YoY) interrompeu uma sequência de oito meses consecutivos de crescimento do mercado até janeiro, reforçando o processo de desaquecimento na passagem de 2025 para este ano. O desempenho do primeiro bimestre, inclusive, impõe viés de baixa à perspectiva de expansão de 2,9% do índice em 2026 — ano que tende a ser marcado por elevada incerteza e maior volatilidade macroeconômica, tanto no cenário doméstico quanto no internacional.
O IODE-PMEs funciona como um termômetro da atividade econômica das empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, acompanhando 750 atividades econômicas distribuídas entre os setores de Comércio, Indústria, Infraestrutura e Serviços.
Sobre o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs)
Compreendendo a relevância das PMEs no desempenho econômico do nosso país, a Omie desenvolveu o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs), que acompanha as atividades econômicas das pequenas e médias empresas brasileiras. A pesquisa da scale-up Omie é um tipo de apuração inédita entre as empresas do segmento, atuando como um termômetro econômico das empresas com faturamento de até R$50 milhões anuais, além de oferecer uma análise segmentada setorialmente do mercado de PMEs no Brasil. Para elaborar os índices, a Omie analisa dados agregados e anonimizados de movimentações financeiras de contas a receber de mais de 180 mil clientes, cobrindo 750 CNAEs (de 1.332 subclasses existentes) – considerando filtros de representatividade estatística. Os dados são deflacionados com base nas aberturas do IGP-M (FGV), tendo como base o índice vigente no último mês de análise, com o objetivo de expurgar o efeito meramente inflacionário na série temporal, permitindo que se observe a evolução das movimentações financeiras em termos reais.
Sobre a Omie
Fundada em 2013 por Marcelo Lombardo e Rafael Olmos, a Omie tem o propósito de destravar o crescimento de todos os tipos de negócios, oferecendo um sistema de gestão inovador, completo e ilimitado, ancorada em quatro grandes pilares: Gestão, por meio do software; Educação, por meio da Omie.Academy; Finanças, por meio de linhas de crédito e soluções para apoio à gestão de PMEs; e Comunidade, por meio de um ecossistema que conecta clientes, fornecedores e prestadores de serviços. Líder do segmento, a empresa conta com mais de 25 mil escritórios contábeis parceiros, mais de 180 mil clientes, aproximadamente 1600 colaboradores e mais de 100 unidades de franquias no país. Atualmente, o Omie processa mais de R$ 38 bilhões em notas fiscais emitidas por mês, representando um fluxo de cerca de 3,8% do PIB brasileiro. Para conhecer mais sobre as novidades da Omie, não deixe de conferir nossos canais: Site, Blog,Instagram LinkedIn, Facebook e TikTok.
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