Saúde mental vira risco real com a NR-1 e ganha destaque no HR First Class Rio
A saúde mental já foi tratada como um tema sensível, importante, mas secundário dentro das empresas. Esse ciclo acabou. O avanço dos afastamentos por ansiedade e depressão, somado à escalada dos custos médicos, colocou o tema no centro de uma equação mais dura: impacto direto no resultado financeiro.
Agora, essa pressão ganha um novo vetor e mais urgente. Com a evolução da NR-1, a gestão de riscos psicossociais deixa de ser apenas uma boa prática e passa a ser uma exigência formal, aproximando a saúde mental de temas como compliance, segurança do trabalho e governança. Na prática, isso significa que ignorar o problema não é mais uma escolha, mas um risco corporativo concreto.
É justamente nesse contexto que o HR First Class Rio de Janeiro se torna ainda mais relevante. A primeira edição do encontro, com patrocínio da Safe Care Benefícios, que acontece no próximo dia 25 de março, no Hotel Fairmont Copacabana, surge como uma resposta direta a esse novo cenário regulatório e de negócios.
Com o tema “A Relevância e o Impacto da Saúde Mental nas Empresas”, o evento vai reunir C-levels de Recursos Humanos, especialistas e autoridades públicas para discutir como as empresas podem sair do discurso e estruturar uma gestão efetiva da saúde mental. Entre os destaques está a participação de Odete Cristina Reis, auditora e coordenadora de Fiscalização em Riscos Psicossociais do Ministério do Trabalho e Emprego, trazendo a visão de quem está diretamente envolvida na aplicação e evolução da NR-1. O evento também contará com as presenças de Dr. Rui Brandão, fundador e CEO da Zenklub e de Rodrigo Filus, head de saúde e segurança da Volkswagen.
O desafio é claro: grande parte das empresas ainda não sabe medir, estruturar ou sequer dimensionar o impacto dos riscos psicossociais. Faltam indicadores, preparo das lideranças e, principalmente, integração entre estratégia e execução. Enquanto isso, o problema avança silenciosamente, corroendo produtividade, elevando custos e pressionando o ambiente organizacional.
Ao colocar na mesma mesa setor privado e poder público, o HR First Class Rio não apenas amplia o debate, ele antecipa uma agenda que será cada vez mais cobrada das empresas.
A pergunta que fica é direta: as empresas vão liderar essa transformação ou esperar até que a NR-1, os custos e a queda de produtividade tornem essa mudança inevitável?
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