IA se consolida como estratégia central nas empresas, revela Deloitte
- Crédito de Imagens:Divulgação - Escrito ou enviado por Lilian Souza
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- Pesquisa Tech Trends 2026 mostra que as empresas estão reconstruindo processos do zero para gerar impacto real com inteligência artificial;
- Organizações que vêm colhendo os maiores benefícios da IA não se limitam à automação básica de processos existentes;
- No Brasil, a busca por eficiência acelera a adoção da inteligência artificial e reforça a importância de investir em inovação estratégica e escalável;
- Infraestrutura tecnológica precisa evoluir rapidamente para acompanhar o crescimento acelerado do uso da IA;
- IA amplia riscos e fortalece defesas, criando um dilema para a cibersegurança.
A inteligência artificial (IA) deixou de ser apenas uma promessa tecnológica para se consolidar como um fator central na transformação dos negócios. É o que revela o estudo “Tech Trends”, da Deloitte – organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado – que chega à sua 17ª edição mostrando como empresas líderes estão avançando da fase de experimentação para a geração de resultados mensuráveis a partir do uso estratégico da tecnologia.
De acordo com o relatório, as organizações que vêm colhendo os melhores benefícios da IA não se limitam à automação básica de processos existentes. Em vez disso, estão reconstruindo operações do zero, redesenhando modelos de trabalho e conectando investimentos em tecnologia a objetivos claros de negócio. Esse movimento tem ampliado de forma significativa a distância competitiva em relação às empresas que ainda utilizam a IA apenas de maneira incremental.
No Brasil, o avanço acelerado da inteligência artificial ocorre em um contexto marcado por desafios econômicos, incertezas regulatórias e uma necessidade crescente de eficiência, o que torna ainda mais essencial o investimento em inovação estratégica, escalável e orientada a resultados. Ao mesmo tempo, algumas empresas ainda estão em estágios iniciais de maturidade quando se trata do uso mais avançado da tecnologia.
“A inteligência artificial está mudando a lógica de funcionamento das empresas. Não se trata mais de automatizar tarefas isoladas, mas de redesenhar processos de ponta a ponta, com foco claro em eficiência, escala e impacto no negócio. No entanto, nas conversas com CIOs, ainda é comum ver os casos de uso muito concentrados em aplicações de IA generativa via chat ou na automação de processos existentes, sem explorar plenamente as possibilidades do agentic AI”, afirma Eduardo Rodrigues, líder do CIO Program da Deloitte.
As cinco grandes tendências que devem moldar o futuro das empresas e seus desafios
O estudo destaca cinco grandes tendências que estão redesenhando o ambiente corporativo. Entre elas estão os robôs inteligentes e a chamada IA física, que deixam de ser sistemas pré-programados para atuar de forma autônoma em ambientes complexos; os agentes de IA, capazes de executar tarefas, tomar decisões e colaborar com equipes humanas; a necessidade de evolução da infraestrutura tecnológica para sustentar o uso intensivo da inteligência artificial; a transformação dos modelos operacionais de TI; e o paradoxo da cibersegurança impulsionada pela própria IA.
Segundo o relatório, as organizações ainda enfrentam dificuldades para escalar agentes autônomos justamente porque muitas tentam apenas automatizar processos desenhados para humanos, em vez de redesenhar operações para um modelo orientado à IA. Esse desafio se soma a discussões cada vez mais frequentes sobre infraestrutura, custos e soberania de dados. O questionamento sobre o modelo tradicional de nuvem e seus impactos financeiros também têm ganhado espaço na agenda dos executivos de tecnologia no mercado brasileiro.
“O custo das soluções em nuvem e o impacto direto na linha de OPEX vêm aparecendo de forma recorrente nas discussões com CIOs, assim como a preocupação com soberania de dados. Isso reforça a importância de decisões mais estratégicas sobre arquitetura, combinando nuvem, ambientes locais e edge computing de forma equilibrada”, explica Rodrigues.
A adoção crescente da inteligência artificial também exige profundas mudanças organizacionais e novas formas de trabalho, marcadas pela integração cada vez maior entre humanos e máquinas. Funções, competências e estruturas tradicionais estão sendo revistas, enquanto surgem novos papéis ligados à colaboração humano-máquina, à governança de IA e à gestão de ambientes tecnológicos cada vez mais complexos.
“O avanço acelerado da inteligência artificial impõe decisões estratégicas importantes, especialmente em relação à infraestrutura, à governança e à segurança. Para extrair valor real da IA, as empresas precisam equilibrar inovação com responsabilidade, preparando suas estruturas tecnológicas e seus times para operar em um ambiente cada vez mais integrado entre humanos e máquinas”, destaca Ronaldo Fragoso, sócio-líder para a indústria de Technology, Media & Telecommunications da Deloitte Brasil.
Infraestrutura, segurança e novos sinais no radar
Outro ponto de destaque do estudo é a infraestrutura tecnológica, que precisa evoluir rapidamente para acompanhar o crescimento acelerado do uso da IA. Embora os custos unitários de processamento tenham diminuído, o aumento exponencial da demanda faz com que muitas empresas enfrentem despesas elevadas, especialmente em ambientes de nuvem. Como resposta, organizações líderes vêm adotando arquiteturas híbridas, combinando nuvem para cargas variáveis, ambientes locais para operações críticas e computação de borda para aplicações que exigem baixa latência.
No campo da cibersegurança, a pesquisa ressalta que a inteligência artificial cria um dilema. Ao mesmo tempo em que amplia a superfície de ataque e introduz novas vulnerabilidades, a tecnologia também oferece ferramentas avançadas para defesa digital, como detecção automatizada de ameaças, simulações de ataques e respostas em velocidade de máquina. Esse tema ganha ainda mais relevância no Brasil, que possui um dos sistemas financeiros mais digitalizados do mundo e uma população reconhecida pela rápida adoção de novas tecnologias, fatores que ampliam a exposição a riscos cibernéticos e tornam a segurança um elemento central da estratégia de negócios.
Além das destas tendências, o relatório destaca ainda oito sinais emergentes que devem permanecer no radar dos líderes empresariais, como o desenvolvimento de chips neuromórficos inspirados no funcionamento do cérebro humano, avanços em autenticação biométrica, novas aplicações de IA na borda, impactos dos agentes inteligentes sobre privacidade e governança e a evolução da otimização para mecanismos generativos. Diante desse cenário, acompanhar esses sinais é fundamental para que as organizações consigam se antecipar às mudanças e se manter competitivas em um contexto em que a inovação tecnológica se acelera de forma exponencial.
Sobre a Deloitte
A Deloitte é a organização com o portfólio de serviços profissionais mais diversificado do mercado, com mais de 470 mil profissionais em todo o mundo, gerando impactos que realmente importam em mais de 150 países e territórios. Com base nos seus 180 anos de história, oferecemos serviços de auditoria, asseguração, consultoria, impostos e serviços relacionados para quase 90% das empresas da lista da Fortune Global 500® e milhares de outras organizações. Nossas pessoas proporcionam resultados mensuráveis e duradouros para ajudar a reforçar a confiança pública nos mercados de capitais e permitir aos clientes transformar e prosperar, e lideram o caminho para uma economia mais forte, uma sociedade mais equitativa e um mundo sustentável. No Brasil, onde atua desde 1911, a Deloitte é líder de mercado, com mais de 7.000 profissionais e operações em todo o território nacional, a partir de 18 escritórios. Para mais informações, acesse: www.deloitte.com.br.
A Deloitte refere-se a uma ou mais empresas da Deloitte Touche Tohmatsu Limited (“DTTL”), sua rede global de firmas-membro e suas entidades relacionadas (coletivamente, a “organização Deloitte”). A DTTL (também chamada de “Deloitte Global”) e cada uma de suas firmas-membro e entidades relacionadas são legalmente separadas e independentes, que não podem se obrigar ou se vincular mutuamente em relação a terceiros. A DTTL, cada firma-membro da DTTL e cada entidade relacionada são responsáveis apenas por seus próprios atos e omissões, e não entre si. A DTTL não fornece serviços para clientes. Por favor, consulte www.deloitte.com/about para saber mais.
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