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IA nas empresas: organização, suporte e experiência definem os próximos passos

 Cristovão Wanderley, CTO e sócio-diretor da Stratlab, especialista em tecnologia e dados Cristovão Wanderley, CTO e sócio-diretor da Stratlab, especialista em tecnologia e dados

Sócio-diretor da Stratlab, especialista em tecnologia, inovação e dados e participante do programa LinkedIn Creators

É interessante como a Inteligência Artificial está presente no dia a dia das pessoas, especialmente na rotina de trabalho. Um ponto que nem todo mundo sabe é que a tecnologia e seus algoritmos têm sido utilizados também nos processos seletivos das empresas, inclusive em instituições renomadas como a McKinsey.

O caso recente do instituto é um bom exemplo desse momento de transição que estamos vivendo. A empresa passou a incluir o uso de um chatbot de IA em etapas finais do recrutamento de jovens profissionais. Os candidatos são convidados a resolver problemas reais utilizando a ferramenta interna da companhia.

No entanto, o que mais chama a atenção não é nem o uso da tecnologia, mas os critérios que definem quem passa para a próxima fase das entrevistas.

O foco não está no conhecimento técnico avançado sobre IA ou no domínio de prompts sofisticados, o que é bastante útil na rotina de profissionais altamente qualificados nos dias de hoje. O que entra em avaliação é a capacidade de colaborar com o sistema, interpretar as respostas, aplicar julgamento e estruturar um raciocínio claro. Isso revela uma mudança importante no conceito de competência.

Durante muito tempo, processos seletivos foram desenhados para medir desempenho individual e capacidade analítica isolada, conectando-se ao repertório técnico dos profissionais que estão tentando uma vaga na empresa. Uma nova camada passou a fazer parte dessa rotina. Estou falando da habilidade de pensar em ambientes híbridos, nos quais humanos e agentes inteligentes trabalham juntos.

Esse movimento não acontece de forma isolada. Segundo a 4ª edição da pesquisa da Bain & Company, 25% das organizações no Brasil já utilizam IA em alguma aplicação. No ano anterior, esse número ficava em 12%.

Além disso, 67% das empresas colocam a tecnologia entre as cinco prioridades estratégicas e, para 17% das empresas, ela já representa o principal destino de investimentos. Ou seja, a IA não está mais na fase de teste, como eu venho dizendo há algum tempo. A tecnologia já está incorporada e atuando na estrutura de decisão.

O próprio CEO da McKinsey, Bob Sternfels, mencionou que a companhia opera com cerca de 20 mil Agentes de IA atuando ao lado de seus 40 mil colaboradores. Quando a tecnologia passa a fazer parte do time, o profissional deixa de competir com ela para ser avaliado pela forma como a utiliza.

Saber perguntar, filtrar informações, identificar inconsistências, contextualizar dados e tomar decisões responsáveis tornam-se competências centrais. É interessante perceber que o julgamento humano ganha ainda mais relevância. A IA organiza, sugere e acelera os processos. Quem define o que é prioridade continua sendo as pessoas.

Para as áreas de gestão, isso exige revisão de critérios e cultura. Se a tecnologia já está integrada à operação, avaliar candidatos como se o ambiente fosse exclusivamente humano cria um descompasso entre seleção e realidade.

Talvez estejamos migrando de uma lógica baseada em “o que você sabe fazer sozinho” para “como você pensa, decide e colabora em sistemas inteligentes”.

Pelo que tenho percebido, o movimento vai além do recrutamento e redefine o que significa talento em um mercado no qual a execução tende a ser automatizada, mas o julgamento continua sendo humano.

Será que estamos formando profissionais para operar ferramentas ou para liderar ambientes em que tecnologia e pessoas constroem decisões juntas? A pergunta nos leva a uma reflexão interessante.


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