Trabalho remoto melhora rotina, mas aumenta desgaste emocional, aponta estudo
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Levantamento revela incidência de sintomas psicológicos entre profissionais que atuam no home office e reforça a necessidade de novas estratégias de cuidado nas empresas
A consolidação do trabalho remoto transformou profundamente a dinâmica profissional nos últimos anos. Embora o modelo seja amplamente associado a ganhos de flexibilidade e qualidade de vida, novos dados indicam que ele também traz desafios relevantes para a saúde mental dos trabalhadores.
Um levantamento realizado pela empresa de recrutamento HUG, especializada em profissionais da área de comunicação, mostra que 67,7% dos profissionais afirmam que o home office melhorou sua qualidade de vida. Ao mesmo tempo, 83,6% relatam ter enfrentado algum sintoma psicológico no último ano, incluindo ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, isolamento social ou burnout.
O contraste entre percepção de bem-estar e sinais de sofrimento emocional revela um paradoxo cada vez mais presente no mundo corporativo. De um lado, a flexibilidade proporcionada pelo trabalho remoto é vista como um avanço importante na rotina profissional. De outro, a ausência de limites claros entre vida pessoal e trabalho, aliada à hiperconectividade e à redução das interações sociais presenciais, pode favorecer quadros de sobrecarga emocional ao longo do tempo.
Outros levantamentos apontam na mesma direção. Um estudo conduzido pela FIA Business School, em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo, indica que 94% dos profissionais afirmam que o home office contribui para melhorar sua qualidade de vida, reforçando a percepção de que o modelo remoto se consolidou como fator relevante de satisfação no trabalho.
Para a psiquiatra Lilian Fagion, da ViV Saúde Mental e Emocional de Maringá, os dados mostram que a discussão sobre trabalho remoto precisa ir além da produtividade e da eficiência operacional e considerar de forma mais profunda seus impactos psicológicos.
“O trabalho remoto trouxe benefícios reais para muitos profissionais, principalmente pela redução do tempo de deslocamento e pela possibilidade de maior autonomia na organização da rotina. No entanto, ele também pode enfraquecer fronteiras importantes entre trabalho e vida pessoal, o que aumenta o risco de sobrecarga emocional e de jornadas prolongadas”, explica.
Um cenário que acompanha a crise global de saúde mental no trabalho
O avanço dos sintomas psicológicos entre profissionais não ocorre de forma isolada. Nos últimos anos, organizações internacionais têm alertado para o crescimento dos transtornos mentais relacionados ao trabalho em diferentes países.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o burnout como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no ambiente profissional que não foi adequadamente administrado. Entre suas principais características estão a sensação de esgotamento, o distanciamento mental em relação ao trabalho e a redução da eficácia profissional.
No Brasil, os indicadores também mostram uma escalada preocupante. Dados recentes do Ministério da Previdência Social apontam que mais de 546 mil afastamentos do trabalho por transtornos mentais e comportamentais foram registrados em 2025, o maior número da série histórica recente e um crescimento de cerca de 15% em relação ao ano anterior.
Entre os principais diagnósticos associados aos afastamentos estão transtornos de ansiedade e episódios depressivos, que hoje figuram entre as principais causas de licenças médicas no país.
Segundo a dra. Lilian, esses números refletem mudanças profundas na forma como o trabalho se organiza na sociedade contemporânea.
“A transformação digital e os novos modelos de trabalho trouxeram ganhos importantes de eficiência e flexibilidade, mas também ampliaram demandas cognitivas e emocionais. A hiperconectividade, a pressão por produtividade e a dificuldade de estabelecer limites claros de jornada são fatores que contribuem para o aumento do sofrimento psíquico relacionado ao trabalho”, afirma.
O desafio das empresas na era do trabalho híbrido
Outro ponto destacado pela pesquisa é a distância entre a demanda por cuidado psicológico e o suporte efetivamente oferecido pelas organizações. Uma parcela significativa dos profissionais afirma não receber qualquer tipo de apoio estruturado voltado à saúde física ou mental dentro das empresas.
Para especialistas, essa lacuna evidencia que muitas organizações ainda estão em processo de adaptação ao novo cenário de trabalho híbrido ou remoto. A saúde mental, que durante muito tempo foi tratada como uma questão individual, passou a ser considerada um tema estratégico de gestão.
De acordo com a médica, empresas que incorporam políticas estruturadas de cuidado emocional tendem a observar impactos positivos não apenas no bem-estar dos profissionais, mas também em indicadores organizacionais.
“Ambientes de trabalho psicologicamente saudáveis favorecem maior engajamento, melhor qualidade nas relações profissionais e redução de indicadores como absenteísmo e rotatividade. Investir em saúde mental não é apenas uma medida de cuidado com as pessoas, mas também uma estratégia de sustentabilidade organizacional”, diz.
Caminhos para reduzir os riscos no trabalho remoto
Diante desse cenário, especialistas defendem que o cuidado com a saúde mental no trabalho remoto precisa envolver tanto mudanças culturais nas empresas quanto práticas individuais de autocuidado.
Entre as estratégias mais relevantes estão a definição de limites claros de jornada, o incentivo a pausas e períodos de descanso, a capacitação de lideranças para identificar sinais de sofrimento emocional nas equipes e a oferta de programas estruturados de apoio psicológico.
Para dra. Lilian, compreender os impactos psicológicos do trabalho remoto é um passo fundamental para que empresas e profissionais consigam aproveitar os benefícios do modelo sem ignorar seus riscos.
“O home office não é apenas uma mudança de local de trabalho. Ele altera a forma como as pessoas se relacionam com suas atividades, com as equipes e com o próprio tempo. Quando empresas reconhecem essa transformação e investem em estratégias consistentes de cuidado emocional, criam ambientes mais saudáveis, produtivos e sustentáveis no longo prazo”, conclui.
Sobre a ViV Saúde Mental e Emocional
A ViV Saúde Mental e Emocional é o maior grupo de saúde mental do Brasil e oferece tratamento da baixa à alta complexidade, com cuidados personalizados e o propósito de melhorar a qualidade de vida de seus pacientes.
Presente em seis estados do País e no Distrito Federal (Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e São Paulo), com treze instituições e mais de trinta unidades de atendimento com credenciamento de diversos convênios de saúde, a missão da ViV é elevar a vida ao seu melhor e integrar os lados físico, mental e social de cada paciente, com uma abordagem baseada no equilíbrio entre o científico e a sensibilidade humana.
Busca ser reconhecida como uma rede de excelência assistencial para saúde mental e emocional, contribuindo para redução do estigma no Brasil. Mais informações pelo número 0800 323 5088.
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