Dia do Consumidor pode elevar golpes online em até 30%, alertam especialistas
Levantamento da Febraban e alerta de especialistas mostram que criminosos usam "bombardeio de ofertas" para camuflar sites falsos e roubar dados de pagamento
O aumento das compras pela internet tem sido acompanhado pela expansão de golpes digitais, principalmente em períodos promocionais. Levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que tentativas de fraude podem crescer até 30% em datas comerciais relevantes, quando consumidores intensificam buscas por descontos e ofertas online. O mês do Consumidor, celebrado em março, com destaque para o dia 15, é impulsionado por grandes campanhas de varejo digital, sendo um dos momentos de maior atuação de criminosos virtuais.
Igor Moura, sócio, fundador e COO da Under Protection, empresa especializada em cibersegurança, afirma que os golpistas aproveitam exatamente o aumento do tráfego e da expectativa por promoções para aplicar fraudes. Segundo ele, muitas páginas falsas são criadas para simular lojas conhecidas e capturar dados de pagamento ou credenciais dos consumidores. Dados da PSafe reforçam que o Dia do Consumidor é o "prato cheio" para o phishing, pois o enorme volume de ofertas reais circulando na rede acaba camuflando as páginas falsas. O criminoso explora justamente essa urgência e o bombardeio de anúncios para fazer a vítima agir por impulso e finalizar a compra rapidamente, sem perceber os sinais de fraude”, explica.
Essas fraudes geralmente utilizam técnicas de phishing, estratégia que induz o usuário a fornecer informações pessoais, como números de cartão de crédito, senhas ou códigos de autenticação. Além do prejuízo financeiro direto para consumidores, o problema também gera impactos para empresas e plataformas digitais. Sites fraudulentos podem prejudicar a reputação de marcas legítimas e provocar questionamentos sobre a proteção de dados pessoais. A Lei Geral de Proteção de Dados estabelece responsabilidades para organizações que tratam informações de clientes, o que amplia a necessidade de monitoramento e prevenção contra tentativas de fraude.
De acordo com o especialista, empresas precisam tratar segurança digital como parte da experiência do cliente. “As organizações devem investir em monitoramento de ameaças, identificação de domínios falsos e mecanismos de proteção para evitar que criminosos utilizem a marca em golpes. Quando uma fraude acontece, o impacto não é apenas financeiro, mas também reputacional”, afirma.
Para reduzir riscos durante compras online, o especialista recomenda alguns cuidados simples antes de concluir qualquer transação.
- Não clique automaticamente em links recebidos por mensagem, e-mail, rede social ou aplicativo. Antes de qualquer ação, digite o endereço oficial da loja no navegador e confira se a promoção realmente existe.
- Se receber uma ligação de banco, loja ou operadora pedindo confirmação de dados, pagamento ou atualização cadastral, encerre a chamada e faça você mesmo o contato pelos canais oficiais.
- Não valide uma oferta apenas porque ela chegou por um canal que parece confiável. A recomendação é confirmar a informação no ambiente oficial da empresa, sem usar o caminho enviado por terceiros.
- Assuma uma postura ativa em toda interação digital. Em vez de responder ao estímulo do golpista, o consumidor deve checar por conta própria se o site, o telefone e a promoção são autênticos.
Para Moura, a combinação entre atenção do consumidor e medidas de segurança adotadas pelas empresas é fundamental para reduzir o número de fraudes. “A tecnologia evolui rapidamente, mas os golpes também se tornam mais sofisticados. Por isso, informação e prevenção continuam sendo as principais ferramentas para proteger dados e evitar prejuízos”, conclui.
A discussão ganha relevância à medida que o comércio eletrônico brasileiro continua em expansão. Dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico indicam que o setor movimentou mais de R$ 200 bilhões em 2024, consolidando a internet como um dos principais canais de compra do país. Com mais consumidores conectados, especialistas alertam que a segurança digital deve se tornar parte central da relação entre empresas e clientes.
Sobre Igor Moura
Igor Moura é sócio fundador da Under Protection e atua como COO, responsável pela retaguarda operacional das principais torres da empresa, incluindo SOC, MSSP, NG LISA e processos internos. Auditor líder das ISOs 22301, 27001 e 9001, contribuiu diretamente para a evolução técnica e organizacional da companhia desde 2001, apoiando o crescimento contínuo e a consolidação dos padrões de segurança aplicados pela empresa. Também liderou projetos em diferentes mercados, incluindo operações internacionais no Chile, fortalecendo a capacidade da Under Protection de atender ambientes complexos e de alta criticidade.
Sobre a Under Protection
Fundada em 2001, a Under Protection é especializada em cibersegurança e continuidade operacional. Criadora da metodologia LISA, permite resposta imediata e análise integrada de pessoas, processos e tecnologia. Atua com planos priorizados e clareza executiva para proteger ambientes digitais com eficiência e resiliência.
A empresa também opera um centro de operações de segurança (NG SOC) que monitora ambientes 24/7, processando eventos em tempo real e executando ações automatizadas para contenção de ameaças. Com presença nacional e atuação em diversos setores, a Under Protection é reconhecida por sua abordagem estratégica e capacidade de adaptação às necessidades específicas de cada organização.
Fontes de pesquisas
Febraban – Federação Brasileira de Bancos
PSafe / dfndr lab – Relatório de ameaças digitais no Brasil
SaferNet Brasil – Indicadores de crimes e fraudes na internet
ABComm – Associação Brasileira de Comércio Eletrônico
Serasa Experian – Indicador de Tentativas de Fraude
Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)
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